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Afinal nem tudo o que parece é, e este ditado também se adequa na perfeição à rádio.
Pensamos que sabemos quase tudo sobre um tema, e que concordamos com o que se passa a nível nacional no que respeita a esse assunto, mas na verdade, umas pequenas conversas sobre o mesmo bastarão para percebermos que ainda existe um longo caminho a percorrer para alcançar a efectiva liberdade (no sector da rádio no caso), principalmente numa sociedade que se diz democrática.
A rádio em Portugal apresenta, como é óbvio, uma série de limitações, que não são só resultado dos problemas no sector. A verdade é que para além das restrições tão próprias do serviço público de rádio (que existem na antena 1, 2 e 3 e que são, no meu entender, completamente necessárias para garantir uma certa qualidade e diversidade na área), as várias estações existentes no panorama nacional vão sofrendo, de uma forma mais ou menos notória, certas limitações que não favorecem de todo o sector.
As rádios portuguesas, e ao contrário do que muitos de nós pensam, estão limitadas a nível de programação (existe por exemplo uma percentagem mínima de música portuguesa a passar) assim como enfrentam restrições no que respeita ás noticias que passam e, como se não bastasse, a somar a tudo isto, existe ainda o tão mítico “jogo de interesses” (inerente a todos os órgãos de comunicação social).
Será necessário lutar muitos mais anos para uma efectiva liberdade a este nível, para se poder falar do que se quer e quando se quer, para a existência de um verdadeiro pluralismo? Na minha opinião, cada rádio deveria seguir o seu próprio caminho, sem limitações desnecessárias, pois só assim se conseguirá desenvolver e continuar a formar e interessar os cidadãos. Chegará o dia em que ligar o rádio é sinónimo de liberdade?!
Cláudia Ferreira
Nº12310
Publicado por estaccs às maio 12, 2008 11:17 PM
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