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31 DE MAIO DE 2005O antigo director do FBI Mark Felt revela ter sido a fonte secreta dos jornalistas do Washington Post, "Garganta Funda", durante a investigação do caso Watergate. |
31 DE MAIO DE 1988A Assembleia da República aprova a Lei da Rádio, para a liberalização do sector. |
MAIS PRÓS QUE CONTRAS"Depois de lermos o livro 'Sob o Signo da Verdade' concluimos -passe o aparente non sense- o que já sabiamos: 1.- Pouca gente naquele debate leu o livro com 'olhos de ler'. Francisco Nunes, no Planície Heróica. |
MUNDIAL NACIONALCavaco e Sócractes Vencem Sport TV (Expresso) "Parece que a coisa dos écrans camarários e da Junta vai para a frente. O Campeonato do Mundo de Futebol é um negócio da FIFA (quem não gosta, organize um alternativo). Quem quer transmitir os jogos pela televisão paga os respectivos direitos e torna-se seu proprietário. A capacidade financeira dos nossos PR e PM espanta-me. Pagaram mais que a Sport Tv. Bem hajam, pois." Hélder, em O Insurgente |
A LER (123)Serviço Público, por Daniel Oliveira, no Arrastão |
PARA A"Apercebi-me hoje de que a Entidade Reguladora é para a Comunicação Social e não da Comunicação Social. Vejam bem: há uma Entidade Reguladora do Sector Eléctrico, uma Entidade Reguladora da Saúde, uma Autoridade da Concorrência. Mas não há uma Entidade Reguladora para a Comunicação Social.Ninguém pode regular a Comunicação Social. Tem que ser de forma arrevesada. A Comunicação Social é um território de todos os perigos, ninguém assume que seja regulável. Que a queira regular.Dito de outra forma: há aqui uma cobardia que se refugia na lei, na língua. Na traição a língua (para a, neste contexto, não quer dizer nada - quem regula regula alguma coisa). Uma falta de frontalidade preocupante. Uma falta de espinha. Um não falar claro. Um medo. Um absurdo." Por João Morgado Fernandes, no French kissin' |
A DIGNIDADE DOS JORNALISTAS"O que põe em causa a dignidade dos jornalistas é o próprio Estatuto da classe. A classe tem que compreender que é inaceitável que um jornalista seja num dia profissional de marketing político ou propagandista deste ou daquele governante ou político, e no dia seguinte regresse candidamente à redacção como se nada fosse com ele... Enquanto o Estatuto dos Jornalistas mantiver este clausulado e não introduzir um período substantivo de impedimento, pós-contratual, no regresso à profissão, a dignidade da classe está atingida (ver PD)." Por F.Rui Cádima, em Irreal Tv |
A LER (122)Grande Criatividade, por Rui Costa Pinto, no Mais Actual. |
25 DE MAIO DE 1985Publica-se o primeiro número do jornal algarvio Al Faghar. |
25 DE MAIO DE 1975
Os trabalhadores da Rádio Renascença, propriedade do Episcopado, ocupam as instalações. |
A CULPA..."Vivemos, de facto, num clima de promiscuidade crescente, perversa e quase irrespirável entre o sistema político e o sistema mediático, e nessa promiscuidade não existem actores verdadeiramente inocentes, como lembrou Pacheco Pereira (ele próprio, aliás, um dos comentadores e agentes políticos mais insinuantes, com presença semanal em duas colunas na imprensa escrita e num programa de debate na televisão). Acresce que a promiscuidade entre os dois sistemas é agravada pela degradação dos padrões éticos e técnicos do jornalismo e pela mediocridade e vazio da vida política. Um ambiente extremamente propício, portanto, aos pescadores de águas turvas que fazem o contrabando entre os dois lados (papel atribuído a agências de comunicação e assessores governamentais ou partidários). Se a isto somarmos a porosidade cada vez maior entre os negócios económicos e políticos, com uma malha apertada de troca de favores, o quadro está quase completo. Ficam ainda a pairar outras suspeitas de corrupção sórdida entre os vários elos da cadeia - pretexto para generalizações abusivas e inverosímeis (como pretendeu fazer Carrilho na RTP) mas que a engrenagem da promiscuidade institucionalizada favorece." Vicente Jorge Silva, no Diário de Notícias. |
MOVER-SE-Á?"Leio que o Prof. Azeredo Lopes vai propor à ERCS a análise das questões que o livro de Manuel Maria Carrilho levanta.Fico satisfeito, pois no meu artigo de 16 de Maio no DN, intitulado O Fim Da Idade Da Inocência, sugeria que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social analisasse o funcionamento das chamadas «agências de comunicação» , que me parece ser a questão mais importante para o futuro levantada por MM Carrilho.Se relembro essa minha sugestão é porque também prevejo que um escrutínio geral do livro leve à dispersão da atenção por parte dos ilustres membros da ERCS." José Medeiros Ferreira, no Bichos Carpinteiros |
A LER (121)Pacheco Pereira, por Pedro Rolo Duarte, no Diário de Notícias. |
24 DE MAIO DE 1958
Fundação da agência de notícias United Press International com a fusão da United Press e da International News Service. |
24 DE MAIO DE 1930É publicado o primeiro número do Diário de Coimbra. |
A LER (121)Os Coitadinhos E Os Corruptos, por Miguel Moreira Rato, no Diário Económico. |
CITAR AS AGÊNCIAS"O Expresso noticiava que mais de 70% das notícias dos orgãos de comunicação social provinham das agora incontornáveis agências de comunicação.Estou certo que essa percentagem se concentra na capital.A leitura de vários jornais locais garante-me que a grande amiga dessas redacções é ainda a agência LUSA, mais barata e transparente, pois muitas vezes é citada como fonte.E se em Lisboa, e no Porto, se citassem também as tais agências de comunicação como fontes, não se daria um passo em frente na compreensão do fenómeno? José Medeiros Ferreira, em Os Bichos Carpinteiros |
O JORNALISMO SOB OS HOLOFOTES"Manuel Maria Carrilho continua a ter o mérito de interpelar directamente a comunicação social.Ricardo Costa teve de arcar com todos os males do jornalismo. Todavia, conseguiu desmontar o lado quixotesco e cândido do deputado do PS. Curiosamente, Pacheco Pereira, que sempre ganhou a vida, entre outras actividades profissionais, a dizer mal dos jornalistas e do jornalismo, o que é um direito que lhe assiste, esteve claramente do lado errado da barricada. Aliás, o seu desconforto foi evidente. Emídio Rangel quis assumir o papel de juiz, mas o Prós e Contras da RTP às vezes é como um sabonete, escapa ao controlo de quem o quer agarrar. Até Manuel Maria Carrilho e Emídio Rangel, que não hesitaram em chamar canalha e matilha a jornalistas, podem ser úteis à democracia. Mas o balanço que mais importa é outro: o jornalismo foi discutido frente-a-frente. Os autores das notícias e os visados estiveram cara a cara, responsabilizando uns e outros, com os comentadores do costume e, felizmente, sem os habituais e despropositados comentários de Fátima Campos Ferreira. Ficam duas questões graves por responder: 1. Quem são os jornalistas alegadamente pagos pela PT, como insinuou o ex-director da SIC. O líder da PT, Henrique Granadeiro, e o seu director de comunicação, Abílio Martins, têm de dar imediatamente uma resposta. 2. Quem são as agências contratadas pelo governo para o dossier da OTA? José Sócrates deve uma palavra ao país para explicar quem são, quanto custam e como são pagas. Ou será que as duas questões estão cobertas pelo Segredo de Estado?" Rui Costa Pinto, no Mais Actual |
A LER (120)Credibilidade do Jornalismo, por José Carlos Abrantes, no Diário de Notícias |
maio 21, 2006A LER (120)Pirataria Audiovisual ou Choque Tecnológico, por Pedro Madeira Froufe, no Blasfémias. |
maio 19, 2006A LER (119)Os Novos Tigres Do Jornalismo, pelo Jerico, em O Jumento |
JÁ!"O debate sobre as relações entre os proprietários de órgãos de comunicação social, agências de comunicação e publicadade e jornalistas vai fazer correr muita tinta ao estilo Prós e Contras (Meu Deus!). Até vai permitir descobrir quem se está a posicionar para uma candidatura à Ordem (é preciso ter descaramento!). Há uma forma de elevar o debate, que considero urgente e útil independentemente do que pensa ou sabe Manual Maria Carrilho. Os jornalistas deviam avançar imediatamente com uma proposta de apresentação voluntária de uma declaração de interesses e rendimentos à Entidade Reguladora da Comunicação. Podia não ser totalmente eficaz, como não é para os políticos por exemplo, mas seria um passo decisivo no sentido da transparência e de mais e melhor jornalismo." Rui Costa Pinto, no Mais Actual |
19 DE MAIO DE 1975
Início do Caso República. Os trabalhadores demitem a direcção do jornal. Os ministros do PS e do PSD abandonam o IV Governo Provisório. A ocupação do jornal manter-se-á até 25 de Novembro. saiba tudo sobre o "Caso República" aqui. Esta foi uma das frandes lutas pela liberdade em 1975. |
19 DE MAIO DE 1911
É fundado o jornal República, por António José de Almeida. |
BLOGUES E JORNALISMONão se trata de discutir se os blogues são jornalismo, mas de saber como pode o jornalismo aproveitar os blogues e as tecnologias que os apoiam para se revigorar. Este é o mote para se "Falar de Blogues" na última sessão de um conjunto de debates que começaram em Março. A 17 de Maio, a livraria Almedina do Átrium Saldanha (Lisboa) recebe Manuel Pinto (Jornalismo e Comunicação), Paulo Querido (Mas certamente que sim!) e António José Silva (Sopa de Pedra e Blinkar) numa discussão aberta ao público interessado. Pelas 19.00 horas começa a terceira e última oportunidade para "Falar de Blogues", depois de já se ter debatido os blogues temáticos e a diferença entre blogues masculinos e femininos. A organização do ciclo pertence a José Carlos Abrantes, provedor do leitor do DN. Directamente transcrito do Comunicação Social, por António Larguesa. |
O DIREITO DE RESPOSTA SEGUNDO A TVI"Depois da entrevista a Carlos Silvino, o último herói e modelo de virtudes apresentado pela TVI à Nação, Carlos Cruz pediu o direito de resposta, enviando uma carta. Ler uma carta tem menos eficácia do que uma entrevista preparada e manipulada ao segundo, mas mesmo assim a TVI não arriscou e colocou uma funcionária a ler a carta, lembrando-nos uma aluna da escola primária a tentar ler um texto o mais depressa possível, isto é, a carta foi lida se fosse uma única frase com várias páginas. Mas a TVI achou que o direito de resposta deveria dar lugar ao direito de resposta por parte do seu herói e, como este não deverá saber escrever, deu-se ao trabalho de o ir entrevistar num intervalo do julgamento. Será que os responsáveis da TVI acham que aqueles que ainda vêm a estação são uns idiotas? Espero que a resposta seja esta, pois a alternativa seria bem mais grave, poderíamos ficar a pensar que a TVI meteu tanta água neste processo da Casa Pia que se tornou em parte interessada, face aos riscos que correr se Carlos Cruz for declarado inocente, e, em consequência, usa o poderoso meio que tem à sua disposição para fazer um julgamento na raça pública para pressionar o julgamento que está a decorrer". O Jerico, em O Jumento |
A LER (118)Quem Não Se Sente, por Pedro Rolo Duarte, no Diário de Notícias. |
PONTO DE PARTIDA"Manuel Maria Carrilho voltou à ribalta. Jornais, rádios, televisões e blogs não pouparam esforços na avaliação do livro do ex-ministro da Cultura, que conta com a chancela da Dom Quixote. Jornalistas, políticos, analistas e comentadores, alguns deles visados nas páginas do livro intitulado ‘Sob o signo da verdade’, não resistiram a escrutinar cada uma das palavras escritas pelo deputado do PS. Com mais ou menos crispação, a maior parte dos comentadores foram unânimes em sublinhar o mau perder de Manuel Maria Carrilho, como se os perdedores estivessem condenados ao silêncio. É uma avaliação defensiva e simplista que corresponde à táctica da avestruz. O livro de Manuel Maria Carrilho, apesar de ser mesquinho, tem o mérito de interpelar directamente os jornalistas. Após ter perdido as eleições para a presidência da Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho dicidiu surfar a actual onda de ataque à liberdade de informação. Mas ao misturar as questões pessoais e a derrota eleitoral, em que não falta o acinte, o insulto e as imprecisões, o filósofo socialista acabou por falhar uma oportunidade de ouro para protagonizar um debate sobre a comunicação social. Quem sempre usou e abusou da imprensa cor-de-rosa para ganhar popularidade deveria ter um pingo de vergonha antes de falar sobre a qualidade da cobertura noticiosa de uma campanha eleitoral. Mesmo assim, Manuel Maria Carrilho tem legitimidade para o fazer. E ainda bem que o fez, pois revelou desassombro ao denunciar as relações perigosas entre as empresas de comunicação social, as agências de publicidade e comunicação e os jornalistas. Os políticos que criticam os jornalistas são tão importantes para a democracia como os jornalistas que não se intimidam com o poder. No momento em que a crise atinge a generalidade dos sectores de actividade, é absurdo imaginar que a comunicação social é um paraíso à parte. As quebras das vendas e das audiências não se devem única e exclusivamente à situação económica. O papel e a qualidade da informação exigem uma vigilância permanente e uma profunda reflexão." Rui Costa Pinto, na Visaoonline |
A LER (117)Provedores em São paulo, por José Carlos Abrantes, no Diário de Notícias. |
A DEVORAÇÃO DE CARRILHO"De acordo com a comunicação social, a comunicação social está dividida em três grupos: os inimigos do Carrilho, os amigos do Carrilho e os que estão fora de jogo. É só um exemplo de como a cobertura mediática do lançamento do livro Sob o Signo da Verdade foi redutora e afunilou o acontecimento. Um número significativo de comentários sobre o assunto refere-se não ao livro e sim ao registo mediático do lançamento. Mas este tem por base o modo como Carrilho produziu esse acontecimento. Foi assim, também, no dia do Dinis Maria: a mensagem mais forte que o candidato conscientemente introduziu no discurso foi o lead da história e acabou por ser a história toda. O vídeo que segundo Carrilho "nunca existiu" (por ser apenas uma parte de um vídeo) merecia e merece crítica. Os jornalistas não o leram como um acto isolado, mas como o prolongamento das aventuras do candidato no território da imprensa do coração. Carrilho gosta de ser o dono da mensagem. No livro, fala do modo como "corrige" as entrevistas antes de publicadas. E diz que o conteúdo das peças que a SIC viesse a elaborar sobre o debate com Carmona, na SIC Notícias, deveria ter sido acordado com a sua candidatura. São exemplos de dois tipos de situações, normais para o então candidato, mas jornalisticamente erradas. Quem anda à chuva molha-se - e se Carrilho tem todo o direito de criticar a opinião alheia, não faz sentido que tome apenas por boa a comunicação que reflecte o que ele pensa. Sendo absolutamente certo isto: só lendo o livro eu conheci qual era o ideário do candidato socialista para Lisboa. O jornalismo tornou-se politicamente cínico e outorga-se o direito a diminuir o concreto da política, o que é jornalisticamente inaceitável. Carrilho prolonga a ilusão de ter ganho o debate com Carmona na SIC Notícias. Mas o aperto de mão negado foi sobretudo chocante por ter sido o prolongamento de um debate em que a postura do candidato socialista foi mais arrogante e agressiva do que dada ao esclarecimento de propostas. Há mais para ler do que a questão dos jornalistas neste livro, cuja tese central é a de que um conluio entre lóbis da construção, uma agência de comunicação e jornalistas travaram a vitória de Carrilho. Convém lê-lo além do fait divers e do espectáculo mediático do lançamento, onde boa parte da elite socialista deu um aplauso mudo às teses do autor. O lançamento mostrou como Carrilho continua a acreditar no espectáculo mediático que afinal o devorou. Em tempos de crise, o espectáculo como mensagem significa futilidade. A política-espectáculo é mortal quando o bolso dos eleitores está vazio. O contexto é o dono da mensagem, Carrilho sabe-o sem dúvida muito bem." Artigo de opinião de Miguel Gaspar, hoje publicado no Diário de Notícias |
JORNAL DE NEGÓCIOS COM NOVO VISUALO Jornal de Negócios apresenta-se esta segunda-feira com um visual «mais vivo e dinâmico e mais poderoso», segundo avança o próprio jornal. |
'PÚBLICO' ABRE BLOGUESobre o caso Afinsa. É aqui. |
A LER (116)Vergonha, por Rui Costa Pinto, no Mais Actual. |
14 DE MAIO DE 1991É reprivatizado o Diário de Notícias. Os títulos são adquiridos por cerca de 42 milhões de euros pelo consórcio da Lusomundo. |
"JÁ TOMOU O SEU CARRILHO HOJE?"A opinião de masson, no Almocreve das Petas. |
PARA ANÁLISEA notícia do lançamento do livro de Manuel Maria Carrilho no sítio da SIC. |
A LER (115) |
maio 12, 2006O INTERNAUTA EDITORO Público está a consultar os internautas sobre a fotografia a publicar na sua primeira página. Aqui. |
A PROPÓSITO...O sítio da ERC continua neste estado. |
O FIM DA IDADE DA INOCÊNCIA"Fui assistir ao lançamento do livro de Manuel Maria Carrilho«Sob o Signo da Verdade» que coloca de chofre o problema ,muito mal resolvido, das relações entre os Média e as campanhas políticas.Até aqui falava-se vagamente dessas«agências de comunicação» que ganhavam e perdiam eleições ,num sistema alternativo próprio dos duopólios.O ranking das principais agências deve estar muito próximo umas das outras pelo que quem não trabalha com uma pode procurar os serviços da outra.Bem sei que os principais escritórios de advogados também apresentam sociedades competentes para tratarem com qualquer governo dos que alternam.E que possivelmente cada grupo económico tem gestores para dois ou três gostos partidários.Por isso me seduz aquele conceito de M M Carrilho de uma «redacção única» que harmonizaria a opinião pública.Mas será que é composta de jornalistas?Ou temos de procurar os manipuladores de moeda noutro lado?Com este livro acabou a idade da inocência do quarto poder instalado". José Medeiros Ferreira, no Bichos Carpinteiros |
CARRILHO TRAMOU CARRILHO"Não li o livro de Manuel Maria Carrilho nem tão-pouco espero que a gestão que faço do tempo o permita. Dar milho aos pardais, por exemplo, torna-se uma actividade de intensa utilidade e um grande desafio, quando comparada com a leitura de um relato sobre uma campanha autárquica, exarada pela presunção incomensurável de um ser humano que vê os restantes de cima. Ainda assim, não consegui derrotar a minha curiosidade sobre o tema. Vi reportagens e ouvi relatos. O que Carrilho diz no livro, podia ter dito numa entrevista. Ao Mário Crespo, por exemplo. Mas não, Carrilho sabe que a história vende. Fora o argumento de Carrilho não aceitar a derrota, que vi debatido até à exaustão e com o qual absolutamente concordo, intriga-me a falta de pejo em relatar conversas pessoais e confidências. Um acto tão cobarde como deixar pendurado o adversário político, Carmona Rodrigues, por birra de quem havia perdido um debate. Todavia, concordo com Manuel Maria Carrilho num ponto. Sem dúvida que Carrilho tem inimigos que lhe querem estragar a imagem pública, difamando-o. O pior inimigo do Manuel Maria Carrilho é o político Manuel Maria Carrilho. Esse sim! O político Manuel Maria Carrilho revelou, durante a campanha, a inexistência de um projecto político alternativo para a cidade de Lisboa. Não foi a comunicação social que escolheu, como prioridades para Lisboa, a videovigilância, o táxi social para idosos ou um jardim em cada bairro. A prestação de Carrilho foi tão má, no plano político, que explica o bom resultado dos candidatos apoiados por partidos mais pequenos. Nogueira Pinto ou Sá Fernandes, por exemplo, lutaram com muito menos dinheiro e com muito menos comunicação social. Seja como for, enquanto houver um Manuel Maria Carrilho a estragar a carreira política do Manuel Maria Carrilho, haverá um Manuel Maria Carrilho a lutar contra as injustiças infligidas ao Manuel Maria Carrilho". JCS, no Lobi do Chá |
A VÍTIMA"O Manuel Maria é uma vítima. Mas isso já nós sabíamos. O Manuel provavelmente colocará questões importantes e talvez fundamentais sobre o jornalismo que se faz em Portugal, sobre o tráfico de influências e sobre o compadrio ou a invenção de factos políticos. Se porventura o Manuel foi perseguido, só o foi porque lhe saíram falhados os planos que tinha para se aproveitar dessa mesma comunicação social que agora crítica. O Manuel queixa-se da maldade e crueldade dos comentadores, mas a má educação e a falta de argumentação, escondidas sob a capa da frontalidade, começam a revelar um carácter desinteressante, egocêntrico e sem um traço de autocrítica. Jodé Raposo, em O Dolo Eventual |
OS NOSSOS RICOS JORNALISTAS"A primeira opinião que as notícias a propósito do livro de Manuel Maria Carrilho me despertaram foi a de que o bi-deputado (da câmara e do parlamento) tinha mau perder, e de certa forma é difícil de pensar de outra forma. Mas sucede que noutros contexto tenho as mesmas dúvidas a propósito de alguns dos acusados no seu livro. A única excepção será Miguel Sousa Tavares, ainda que não seja raro ouvi-lo fazer comentários sobre tudo e mais alguma coisa, independentemente dos seus conhecimentos sobre as matérias, enfim, os riscos de um comentador de serviço. Quanto a Pacheco Pereira, Marcelo Rebelo de Sousa ou alguns dos jornalistas que Carrilho refere quase estou tentado a dar-lhe razão. Por coincidência, o escândalo AFINSA estalou há dois dias em Espanha, e a confirmarem-se as notícias poderemos estar perante um caso muito semelhante ao da Dona Branca. Mas ao contrário do que sucedeu com a 'banqueira do povo', com a AFINSA os nossos insuspeitos jornalistas não se cansaram de tecer elogios à empresa estimulando os leitores a investir nos produtos desta empresa. Perguntem a qualquer empresário o que custa uma notícia positiva no Expresso e depois interroguem-se porque razão aquele jornal dedicou pelo menos três notícias simpáticas ao negócio dos selos. E se considerar um meio que conheço relativamente bem constato que existem negócios estranhos entre gente menos honesta e jornalistas, os primeiros fornecem informação que aumenta a venda de jornais, e os segundo ajudam a campanhas noticiosas que visam derrubar dirigentes incómodos para grupos de interesses mais do que duvidosos. Não aprecio especialmente Manuel Maria Carrilho, desiludiu-me nas autárquicas, e muito provavelmente não vou ler livro que escreveu. Mas espero que as suas reflexões sirvam para um debate sério sobre a forma como se comportam alguns dos nossos jornais, começando por aqueles que se arvoram de serem ma espécie de primeira liga da comunicação social, começando pelos do Dr. Balsemão". O Jerico, em O Jumento |
OS NOSSOS RICOS JORNALISTAS"A primeira opinião que as notícias a propósito do livro de Manuel Maria Carrilho me despertaram foi a de que o bi-deputado (da câmara e do parlamento) tinha mau perder, e de certa forma é difícil de pensar de outra forma. Mas sucede que noutros contexto tenho as mesmas dúvidas a propósito de alguns dos acusados no seu livro. A única excepção será Miguel Sousa Tavares, ainda que não seja raro ouvi-lo fazer comentários sobre tudo e mais alguma coisa, independentemente dos seus conhecimentos sobre as matérias, enfim, os riscos de um comentador de serviço. Quanto a Pacheco Pereira, Marcelo Rebelo de Sousa ou alguns dos jornalistas que Carrilho refere quase estou tentado a dar-lhe razão. Por coincidência, o escândalo AFINSA estalou há dois dias em Espanha, e a confirmarem-se as notícias poderemos estar perante um caso muito semelhante ao da Dona Branca. Mas ao contrário do que sucedeu com a 'banqueira do povo', com a AFINSA os nossos insuspeitos jornalistas não se cansaram de tecer elogios à empresa estimulando os leitores a investir nos produtos desta empresa. Perguntem a qualquer empresário o que custa uma notícia positiva no Expresso e depois interroguem-se porque razão aquele jornal dedicou pelo menos três notícias simpáticas ao negócio dos selos. E se considerar um meio que conheço relativamente bem constato que existem negócios estranhos entre gente menos honesta e jornalistas, os primeiros fornecem informação que aumenta a venda de jornais, e os segundo ajudam a campanhas noticiosas que visam derrubar dirigentes incómodos para grupos de interesses mais do que duvidosos. Não aprecio especialmente Manuel Maria Carrilho, desiludiu-me nas autárquicas, e muito provavelmente não vou ler livro que escreveu. Mas espero que as suas reflexões sirvam para um debate sério sobre a forma como se comportam alguns dos nossos jornais, começando por aqueles que se arvoram de serem ma espécie de primeira liga da comunicação social, começando pelos do Dr. Balsemão". O Jerico, em O Jumento |
REGISTO DE DESINTERESSE"Não li o livro do senhor Carrilho. Não tenciono ler o livro do senhor Carrilho. O calibre moral do senhor Carrilho está bem patente nos trechos da obra hoje transcritos em todos os jornais. É quanto basta para virar a página". Pedro Correia, no Corta-Fitas |
ESPELHO MEU..."CONFORME já se previa, foi penoso escutar, hoje, Manuel Maria Carrilho a deitar culpas para toda a gente do descalabro da sua candidatura à C.M. Lisboa. Quanto ao principal culpado - ele mesmo... - não ouvi uma palavra, pelo menos durante os minutos durante os quais me violentei para arranjar PACHORRA para o ouvir. Note-se, à direita, o logótipo inspirado no do SKIP Carlos Medina Ribeiro, no Sorumbático |
SOB O SIGNO DA VERDADE (2)"As referências de Manuel Maria Carrilho às agências de comunicação são oportunas e merecem um debate, quiçà uma investigação". Rui Costa Pinto, no Mais Actual |
SOB O SIGNO DA VERDADE (1)"O livro de Manuel Maria Carrilho cita um artigo de opinião publicado no Expresso, na edição de 03.09.2005, em que o seu número dois, Nuno Gaioso Ribeiro, faz uma referência a uma coluna de opinião que fiz sobre o mensalito de Lisboa, durante a última campanha eleitoral . 1) Artigo de opinião de Nuno Gaioso Ribeiro; 2) Texto integral que é objecto de citação; 3) E ainda um outro sobre as reacções ao escândalo que agitou a campanha eleitoral em Lisboa Rui Costa Pinto, no Mais Actual |










