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março 31, 2006
SONAECOM QUER FICAR APENAS COM 50 POR CENTO DAS TELECOMUNICAÇÕES FIXAS
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A Sonaecom propôs-se ficar apenas com 50 por cento do mercado fixo de telecomunicações na proposta que entregou à entidade reguladora, no âmbito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre a Portugal Telecom, disse ontem à noite o presidente da empresa. A Sonaecom propôs-se ficar apenas com 50 por cento do mercado fixo de telecomunicações na proposta que entregou à entidade reguladora, no âmbito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre a Portugal Telecom, disse ontem à noite o presidente da empresa. Este mercado inclui a rede fixa, o negócio grossista, televisão e acesso à Internet em banda larga. Paulo Azevedo, que falava num jantar promovido pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), disse que "quer uma rede [fixa], quer outra [cabo], têm capacidade de prestar serviços aos clientes" como banda larga, televisão, música ou jogos digitais. "Acredito que estão aqui [no negócio fixo] em concorrência duas marcas", adiantou Paulo Azevedo. A operadora que "ficar com a rede de cobre terá incentivo para colaborar com empresas de acesso indirecto, serão parcerias na luta de mercado com a empresa que obtiver a rede de cobre", disse o presidente da Sonaecom. Já no negócio móvel, a Sonaecom pretende aumentar a quota, de 45 para 63 por cento, com a fusão da operadora TMN com a Optimus. "A solução nesta proposta seria uma posição bastante favorecida no mercado móvel. Acreditamos bastante nisso", sublinhou Paulo Azevedo. "O que acontecerá no mercado móvel não será mau para o mercado português", caso a OPA lançada sobre a PT tenha sucesso, garantiu o presidente da operadora. Sobre a concorrente Vodafone, Paulo Azevedo considerou que a operadora "não se sentirá assustada com um ‘player’ com sete milhões de clientes", já que "tem uma dinâmica que não será necessariamente inferior à de hoje". "É difícil manter a proposta [OPA] se não formos capazes de pôr em valor as sinergias de custos da Optimus e da TMN, mas sem custos com as sinergias de mercado", sublinhou. "Julgo que há razões para acreditar que todas as preocupações [em termos de concorrência] serão acauteladas", disse. Paulo Azevedo adiantou que o negócio móvel foi o "segmento que mais se globalizou", pelo que a aposta passará pela competitividade. Essa competitividade passa pela compra de telemóveis mais baratos, pela aposta no desenvolvimento de novas aplicações e mais rentabilidade, segundo o responsável. O lançamento da OPA sobre a Portugal Telecom, afirmou, tem como "propósito fazer uma grande empresa no mundo internacional, autónoma de outros operadores com os seus próprios meios". "Estamos perante uma empresa [PT] que é atípica" porque tem ainda interesses grandes do Estado e que gera dúvidas da autoridade da concorrência em relação à sua posição dominante, explicou. Paulo Azevedo disse ainda que não é possível fazer OPA concertadas, uma vez que tal inviabilizaria o negócio. "Não existe maneira de o fazer de outra forma", concluiu. Classificando o prémio de dois mil milhões de euros propostos aos accionistas da PT como "arrojado", Paulo Azevedo afirmou que a Sonaecom ofereceu "uma fatia de 'leão' da valorização da nova estrutura [futura empresa]". Sobre a entrada no mercado português de operadores móveis virtuais, Paulo Azevedo manifestou-se disponível para "discutir o assunto". Em relação à internacionalização, o presidente da Sonaecom disse que no negócio da rede cabo "existe um cenário de consolidação incompleto na União Europeia" e que nas tecnologias da informação existe a possibilidade de "fazer duas [empresas] de igual sucesso" às da WeDo e Enable. Estas duas empresas pertencem à Sonaecom e operam na área das tecnologias de informação. No início de Fevereiro, a Sonaecom lançou duas OPA sobre a Portugal Telecom e sobre a PT Multimédia.
Publicado por estaccs às março 31, 2006 11:14 AM ComentáriosMIGUEL MARTINEZ DEVESA Publicado por: miguelmartinezdevesa em novembro 27, 2006 01:49 AM Comente |