|
Treze jornalistas foram assassinados o ano passado na América Latina, onde se registaram 1.504 agressões a profissionais da imprensa, revelou segunda-feira a Federação Latino- Americana de Trabalhadores da Comunicação (Felatracs).
O presidente da Felatracs, Roberto Mejía, afirmou no parlamento mexicano que a corrupção, «em que participam activamente muitas agentes estatais e privados», o narcotráfico e o terrorismo são as principais ameaças à liberdade de expressão na região.
O jornalismo é uma das profissões mais arriscadas na América Latina, onde 13 profissionais foram assassinados em 2005, em países como o Brasil, Peru, Venezuela, Equador e os piores, Colômbia e México.
O presidente da Felatracs apelou às organizações de jornalistas e à sociedade civil para que defendam os seus direitos e comprometeu-se a impulsionar uma reforma das leis para que a calúnia e a injúria sejam julgadas pela via cível e não penal, como acontece actualmente nalguns países.
Mejía avisou que os atentados contra a liberdade de expressão prejudicam a democracia na América latina.
«Se os povos não podem informar e ser informados, a democracia debilita-se e deixa de haver participação popular na resolução dos problemas sociais, económicos e políticos, que são cada vez mais graves», disse.
A Felatracs, com sede em Lima, no Peru, congrega sindicatos e outras organizações de trabalhadores da comunicação social e tem como objectivos proteger a liberdade de expressão e os direitos dos profissionais da informação.
Fonte: Lusa
Publicado por estaccs às março 1, 2006 12:13 AM
Comentários
Comente
|