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março 30, 2006

MENOS MORTOS EM 2005

Em 2005, 65 jornalistas foram mortos em serviço, menos 13 que em 2004, mas a liberdade de imprensa continuou a estar em perigo em muitos países, segundo o relatório anual do Instituto Internacional de Imprensa, hoje divulgado.

O Iraque, onde 23 jornalistas encontram a morte o ano passado, "continua o local mais mortífero no mundo para a profissão", constata a organização de defesa dos jornalistas e da liberdade de imprensa no documento, intitulado "Guerras mediáticas: ano zero", que passa em revista a situação em 175 países.

Depois do Iraque as Filipinas são o local mais perigoso, com nove mortes registadas em 2005, seguindo-se o Bangladesh e o Haiti, com três jornalistas mort os, cada, tendo os restantes 27 casos mortais ocorrido em 18 países.

Apesar da diminuição das mortes de jornalistas em serviço, 2005 assistiu a o aumento das tentativas dos governos de controlar os media, com medidas que vão desde legislação restritiva a detenções arbitrárias, incluindo violência física e intimidações, assinala o Instituto Internacional de Imprensa (IPI na sigla inglesa).

A criação na Grã-Bretanha, depois dos atentados terroristas de Julho de 20 05 em Londres, do delito de "glorificação do terrorismo" e a discussão lançada pela União Europeia sobre o papel dos media na radicalização do terrorismo mostram, "a este respeito, uma ruptura do equilíbrio entre segurança e liberdade de imprensa", considerou o director do IPI, o austríaco Johan Fritz, na abertura do relatório.

"Esta ruptura constituiu o pano de fundo do debate político nascido da publicação controversa de caricaturas do profeta Maomé na Dinamarca", acrescentou.

O relatório é particularmente crítico para a China, "que se abre ao capitalismo sem adoptar as liberdades que ele provoca", recordando que as autoridades chinesas obrigaram a empresa do motor de busca Google a criar filtros na versão chinesa para permitir que fosse aceite no país, exigência que a companhia norte-americana aceitou.

O IPI nota que no Nepal há mais jornalistas presos do que no conjunto dos restantes países do mundo e critica os países que levam os jornalistas a tribunal, como os Estados Unidos, ou os pressionam para revelar as suas fontes, dando como exemplo a França.

O relatório refere com preocupação que na Rússia, "onde a situação da impr ensa continua a ser difícil, os media desenvolveram um processo de auto-censura depois da advertência grave feita pelo Kremlin, na sequência da publicação num jornal de uma entrevista com um chefe da guerrilha tchetchena.

Por outro lado, o IPI felicitou-se com a abolição, n o Chile, Panamá, Honduras e Guatemala, de legislação sobre o libelo e com a diminuição dos casos de p rocessos contra jornalistas na Venezuela.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às março 30, 2006 09:35 AM

Comentários

"Estranhamente" é uma profissão de risco…

JAC
Blog - "O meu Computador"
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http://o-meu-computador.blogspot.com/

Publicado por: JAC em março 30, 2006 04:46 PM

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