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O critério editorial da TSF, cujo principal responsável é José Fragoso, é posto em causa por Manuel Falcão num artigo de opinião da edição de Abril da revista ‘Atlântico’
Manuel Falcão considera o modelo informativo da TSF permeável a manipulações. O ex-director da 2: acusa a estação de secundarizar os temas realmente relevantes.
“O modelo informativo da TSF, baseado em registos de declarações de terceiros e em reportagens ‘em directo’, facilita muito a manipulação. Efectivamente, dando a ilusão que reporta, a TSF raramente contextualiza e relativiza aquilo de que está a falar, pronunciando-se em termos gerais e absolutos”, escreve Manuel Falcão na revista ‘Atlântico’ de Abril, que ainda não está nas bancas.
Segundo o ex-director da 2:, a editorialização “tendenciosa” da rádio permite que movimentos de trabalhadores controlem a agenda da TSF, relegando temas mais importantes para segundo plano. Falcão considera que os factos são construídos pelas associações sindicais para que a estação os noticie logo de manhã, provocando “um efeito de cascata em outras redacções”. Desta forma, as “missas evangelistas e o discurso Robin Hood” tornaram-se “imagem de marca da estação.”
José Fragoso, director editorial da TSF, instado a pronunciar-se sobre as críticas, disse ao CM: “É um artigo de opinião, portanto, não comento. As opiniões são pessoais e valem o que valem.” Fragoso não mostrou sequer interesse em conhecer o conteúdo do artigo com maior profundidade.
Esta não é a primeira vez que se critica a actuação dos media nas páginas da revista. Em Março, José Manuel Fernandes, director do ‘Público’, pôs em causa a actuação do ‘Expresso’ e do ‘Diário de Notícias’ no tratamento das questões relacionadas com a homossexualidade.
Fonte: Correio da Manhã
Publicado por estaccs às março 27, 2006 11:11 AM
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