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A jornalista norte-americana Jill Carroll, foi hoje libertada pelos seus sequestradores em Bagdade, e surgiu em boa forma na estação televisiva Baghdad, do Partido Islâmico Iraquiano, afirmando ter sido bem tratada durante os três meses de cativeiro.
«Eles trataram-me bem. Sinto-me em boa forma e quero reencontrar-me rapidamente com a minha família», declarou a jornalista, que envergava um vestido largo e tinha a cabeça coberta por um lenço islâmico.
Jill Carroll foi filmada no gabinete de Tarek al-Hachemi, líder da formação sunita do Partido Islâmico Iraquiano, que anunciou a libertação.
Os sequestradores «autorizaram-me uma única vez a ler um jornal e uma única vez a ver televisão mas não foi o suficiente para ter uma ideia do que se passava no mundo», relatou. «Só estava autorizada a deslocar-me entre o quarto e as casas-de-banho», acrescentou.
Al-Hachemi ofereceu-lhe as insígnias do seu partido e um exemplar do Alcorão, no final da breve entrevista televisiva, e pediu-lhe para «não se esquecer do povo iraquiano», afirmando que a sua libertação é «uma expressão do que é o verdadeiro Islão».
«Quero expressar nesta ocasião as minhas felicitações à sua família e ao povo norte-americano, estou satisfeito com a sua libertação, é um momento histórico para o Partido Islâmico», declarou ainda Al-Hachemi.
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, manifestou-se satisfeita hoje em Berlim, após o anúncio da libertação da jornalista.
«É uma grande alegria, um grande alívio para os Estados Unidos, para o povo norte-americano e, tenho a certeza, para todos os povos do mundo», declarou Rice, numa conferência de imprensa em Berlim sobre o «dossier» nuclear iraniano.
Jill Carroll, de 28 anos, jornalista do diário norte-americano Christian Science Monitor e a viver em Bagdade desde 2003, foi sequestrada a 07 de Janeiro em Bagdade, quando se dirigia para uma entrevista com Adnan Dulaimi, líder da lista sunita da Frente da Concórdia que faz parte do Partido Islâmico.
O seu intérprete foi morto no ataque, ocorrido a cerca de 250 metros do escritório de Dulaimi.
Os sequestradores ameaçavam matá-la se as mulheres iraquianas detidas em prisões no Iraque não fossem libertadas até 26 de Fevereiro.
O anúncio da sua libertação surge uma semana após a inclusão numa operação da Força Multinacional em Bagdade de três organizações humanitárias ocidentais e um dia depois de um apelo lançado pela sua irmã gémea ao povo iraquiano, na estação televisiva Al-Arabiya.
Fonte: Expresso on line
Publicado por estaccs às março 30, 2006 12:58 PM
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