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março 29, 2006

CORREIO DA MANHÃ É O MAIOR DIÁRIO

Em 2005 o Correio da Manhã conseguiu, pelo terceiro ano consecutivo, ser o maior jornal diário português. Com uma circulação paga de 113,792 mil exemplares, o CM é o único generalista que vende mais de 100 mil exemplares, enquanto o seu principal concorrente, o ‘Jornal de Notícias’, perdeu 16,9 mil exemplares de venda e fechou o ano com uma média de vendas de 95,2 mil unidades, revelam dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação (APCT), ontem divulgados.

O mercado dos jornais generalistas foi penalizado pelo aparecimento dos gratuitos e todos perderam compradores.

Os cinco principais diários portugueses venderam menos cerca de 26 mil exemplares no seu conjunto face ao ano anterior, mas o grosso dessas quebras deve-se a dois títulos do grupo Controlinveste. Aos 16,919 mil de perdas do ‘JN’ há a somar os 5,6 mil perdidos pelo ‘Diário de Notícias’.

As perdas registadas pelo ‘DN’ significam uma descida percentual de 14,5%.

O ‘Público’, que em alguns trimestres ficou em quarto lugar, conseguiu no fim do ano melhorar a média, por ter perdido entre Outubro e Dezembro menos leitores que o ‘24 Horas’ e segurou o terceiro lugar entre os diários com magra vantagem face ao título mais recente do grupo Controlinveste.

Um dos poucos segmentos em alta é o da informação económica. No seu conjunto, os jornais e revistas de economia venderam mais quase dez mil exemplares entre Janeiro e Dezembro de 2005, com quase todos os títulos do segmento a subir.

Os campeões absolutos de vendas são dois títulos do grupo Impala, de Jacques Rodrigues. A revista feminina ‘Maria’ fechou o ano com uma média de 255,8 mil exemplares, enquanto a ‘TV 7 Dias’ conseguiu um registo médio de 180,8 mil unidades. Os três gratuitos generalistas distribuíram em 2005 uma média superior de 450 mil exemplares por cada edição. O Destak, do grupo Cofina, é o líder deste segmento.

SÁBADO SOBE 35,3 POR CENTO

A revista ‘Sábado’ foi a única publicação semanal de informação geral que aumentou as vendas no ano passado face a 2004 e aproximou-se mais da ‘Visão’, que baixou a fasquia de vendas dos 100 mil exemplares no ano passado. A ‘Sábado’ fechou o ano em 48,7 mil exemplares, contra 97,216 mil da ‘Visão’, mas em termos de vendas em banca a distância é mais curta, uma vez que a revista do grupo Impresa tem uma percentagem de vendas significativa assegurada pelas assinaturas e as vendas excluindo os assinantes ficaram pelos 58,8 mil exemplares.

A publicação que mais perdeu compradores no ano passado foi a ‘Focus’, uma quebra de 29,2%. A segunda maior queda entre os semanários generalistas foi sentida pelo ‘Tal & Qual’, que vendeu menos 25,9 por cento exemplares em 2005 do que em 2004.

Em ritmo descendente mantêm-se ‘O Independente’ que perdeu 20%.

O maior semanário continua a ser o ‘Expresso’ que reduziu as vendas em 3,5 por cento (cerca de 4600 exemplares por semana), tendo passado para as 126 480 unidades pagas. No total, os portugueses compraram menos 12 200 semanários generalistas.

RECORD LIDERA NO DESPORTO

No segmento dos jornais desportivos, o ‘Record’ é o líder destacado. O principal rival do título da Cofina é ‘A Bola’, mas as vendas desse jornal não são auditadas.

Neste segmento também se regista a tendência de quebra de vendas. ‘O Jogo’ perdeu 8,7% face ao ano anterior, enquanto a descida do ‘Record’ foi de 7,9%.

Fonte: Correio da Manhã
Liliana Séca Santos

Publicado por estaccs às março 29, 2006 01:02 PM

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