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janeiro 30, 2006

BANDA LARGA

As escolas públicas do país já estão todas ligadas à Internet em Banda Larga, na sequência de um processo que termina oficialmente terça-feira, anunciou esta segunda-feira o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O fim deste projecto será assinalado numa cerimónia simbólica que decorrerá terça-feira no Alentejo, na escola básica do primeiro ciclo de Oriola, concelho de Portel, presidida pelo primeiro-ministro e com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da ministra da Educação e do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

A escola EB1 de Oriola, com 20 alunos e um jardim-de-infância frequentado por 16 crianças, torna-se «assim a meta onde se cumpre mais um objectivo da iniciativa Ligar Portugal (Programa Nacional para a Sociedade de Informação)», anunciou o Ministério da Ciência em comunicado.

«A iniciativa Ligar Portugal é um dos vectores estratégicos do Plano Tecnológico do XVII Governo, alargando o âmbito de intervenção do Estado na mobilização da Sociedade de Informação», acrescenta o documento.

A mobilização da Sociedade de Informação depende da crescente generalização do acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e em particular à Internet.

A decisão política de avançar para a ligação das escolas portuguesas à Internet começou a ser concretizada em 1997, por iniciativa do Ministério da Ciência e da Tecnologia e através da Fundação para a Computação Científica Nacional.

Ainda de acordo com o Ministério, Portugal foi um dos primeiros países europeus a ligar as suas escolas à Internet, um projecto que estava concluído no final de 2001, com todos os estabelecimentos de ensino públicos portugueses ligados em tecnologia RDIS.

Este processo que agora termina consistiu em passar todas as ligações por RDIS para Banda Larga, uma iniciativa «essencial para colocar as escolas portuguesas, de novo, na linha da frente da Europa, e permitir o uso eficiente das tecnologias de informação e comunicação no trabalho educativo e na abertura da escola à comunidade».

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 08:09 PM | Comentários (2)

OPORTUNO

O Instituto do Consumidor recomenda aos fornecedores de serviços de acesso à Internet mais rigor na prestação de informação aos consumidores, em particular, na velocidade de navegação.

Numa nota do Ministério da Economia, o instituto público acentua que a informação prestada pelos fornecedores de acesso à Internet deve conter referência à “velocidade média de navegação real” nos tipos de acessos propostos e não uma “hipotética velocidade máxima de navegação (“download” ou “upload”), mesmo que pontualmente atingida”.

O mesmo operador deve prestar informação detalhada ao consumidor sobre o tipo de contrato que pretende efectuar, particularizando os aspectos técnicos do serviço e as cláusulas aplicáveis, de forma a “fundamentar” a escolha do consumidor.

O Instituto do Consumidor propõe ainda uma maior “celeridade no tratamento das reclamações” dos clientes por parte dos operadores, indicando um prazo máximo de dez dias úteis a contar da data da recepção da queixa.

Fonte: Público on line

Publicado por estaccs às 08:05 PM | Comentários (0)

IMPRENSA CONTRA LULA

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) emitiu uma nota oficial de protesto contra a mais recente atitude do Governo do Presidente Lula a de enviar um projecto de lei ao Congresso que pune com (até) três anos de prisão jornalistas que divulgarem o conteúdo de gravações provenientes de escutas telefónicas.

O Governo de Lula já anteriormente tinha tentando adoptar (sem sucesso) medidas contra jornalistas, como a tentativa de expulsão de Larry Rohter, correspondente do The New York Times, por dizer que o Presidente ingeria bebidas alcoólicas em excesso, e a criação da Agência Nacional do Audiovisual, vista como meio de controlar a imprensa. Também a crise do "mensalão" - - acusação de que o Governo pagava a deputados da oposição para votarem com o bloco oficial - surgiu a partir de gravações publicadas na imprensa. E quando era oposição, o Partido dos Trabalhadores (PT) de Lula unia-se à imprensa e ao Ministério Público para alardear qualquer erro do Governo.

Diz a nota da ABI "A Associação Brasileira de Imprensa manifesta a sua apreensão diante da informação de que o Governo Federal tenciona apresentar um projeto de lei de revisão da legislação da chamada escuta telefónica, o qual incluiria disposições que tipificariam como crime a divulgação jornalística do conteúdo de gravações telefónicas e instituiria a pena de prisão de um a três anos para o jornalista que promovesse tal divulgação."

Mais "A ABI recebeu tal informação com perplexidade, devido à circunstância do projecto ter sido idealizado pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que confiou a sua elaboração a uma comissão de cinco advogados. É admissível que esses profissionais imaginassem uma legislação com disposições totalitárias como essas de punição dos jornalistas. É incompreensível, porém", ressalva a nota, "que o ministro subscreva proposições desse teor", uma vez que tem "o dever de respeitar a sua biografia, na qual se inclui a forte participação, como presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na luta pela instituição do Estado Democrático de Direito no país".

Liberdade tem de prevalecer

No que diz respeito às disposições que, no projeto, visam apenas os jornalistas, a ABI considera que não podem ser aceites pelo Governo, que terá de "reexaminar a matéria para expurgá-las do claro teor de inconstitucionalidade" de que se revestem. Esse preceito constitucional estabelece que "nenhuma lei conterá dispositivos que possam constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social", o que "condena à morte à nascença o argumento totalitário que se pretende consumar". A disposição constituiria uma forma de censura em colisão com a lei que afirma que "é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística".

Dado o risco que a medida levanta à integridade da democracia no país, a ABI exorta os jornalistas, os media e as instituições da sociedade civil a resistir à "proposta liberticida". Também os procuradores da República querem agir. O Ministério Público planeia iniciar um movimento contra o projecto do Ministério da Justiça. Os procuradores consideram que as mudanças pretendidas criam embaraços ao combate de crimes tão graves quanto as fraudes contra o erário e os delitos eleitorais. "A aprovação significará um retrocesso sem precedentes no combate ao crime organizado", afirma Nicolao Dino de Castro e Costa Neto, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.

Fonte: Diário de Notícias

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A LER (92)

Sobre A Entidade Reguladora, por José Carlos Abrantes, no Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 04:54 PM | Comentários (0)

PROJECTO COMUNICAR

É do Liliano. É no sapo. Vale a pena visitar.

Publicado por estaccs às 03:13 PM | Comentários (0)

janeiro 29, 2006

NOTA EDITORIAL

1. É maioritariamente reconhecido o falhanço da Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) na função reguladora da comunicação social. A emergência de um novo modelo de regulação era há muito reclamado por profissionais e consumidores de comunicação.

2. Não vamos agora discutir se faz sentido existir uma autoridade reguladora, emanada de uma micro-ordem jurídica privativa da comunicação social, ou se bastariam ou deveriam bastar as instituições comuns para resolver os problemas e os desafios hoje colocados à sociedade pela actividade mediática.

3. O que, a nosso ver, á preciso dizer , antes que o caldo entorne, é que a Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), criada para substituir a AACS, começou mal. Já em tempo aqui emitimos a opinião que a fórmula encontrada pelo Governo e aprovada pela Assembleia da República para a composição da ERC revelava uma partidarização indesejável da nova entidade. Na prática, o PS e o PSD, no bailado de nomes com que têm quinhoado a sociedade política, escolhem quem é que vai ser a ERC. Já era mau.

4. Mas não ficamos por aqui. Sabe-se agora que, ao contrário do que prevê a lei e o modelo que dela consta, o Presidente da ERC, em vez de ser cooptado pelos outros quatro elementos, foi previamente escolhido pelo PS e pelo PSD.Outra vez. E desta vez à margem do espírito da lei e da atitude recomendável. Deveriam ter sido os quatro elementos já escolhidos pelo bloco central a escolher o Presidente. Isso, sim, seria cooptar. Assim, limitam-se apenas a ratificar. E como eles emergem dos partidos que os escolheram, na prática não têm margem de manobra nem independência política para recusar este simulacro de cooptação.

5. A ERC começa, pois, mal. E como diz o povo, o que nasce torto...

Jorge Ferreira

Publicado por estaccs às 05:32 PM | Comentários (352)

NEM TODO O KAMASUTRA É BOM

Está previsto que dia 3 de Feveriro um vírus com o nome de Kamasutra possa atacar os computadores dos utilizadores mais desprevenidos ao acreditarem que Kamasutra é mesmo um convite ao sexo virtual. Este vírus pode atacar ficheiros Word, Excel, Power Point e PDF. O vírus chegará num e-mail disfarçado de Miss Líbano 2006 e um texto que promete referências ao antigo livro indiano de posições e técnicas sexuais.

Fonte: Expresso on line


Publicado por estaccs às 02:46 PM | Comentários (104)

ERC COMEÇA MAL

A escolha de Azeredo Lopes para fechar o quinteto de conselheiros da nova entidade reguladora que controlará os media (ERC) partiu, na prática, do PS e PSD. A decisão de se chegar a um quinto nome deveria pertencer aos outros quatro indigitados.

O CM sabe que os dois maiores partidos acabaram por condicionar a opção do quarteto formado por Estrela Serrano, Rui de Assis Ferreira, Elísio Cabral de Oliveira e Luís Gonçalves da Silva, anteontem ouvidos no Parlamento. “Não houve nenhuma imposição. Foi-lhes apenas sugerido o nome” de Azeredo Lopes para integrar o grupo dos futuros conselheiros da ERC e para ser seu presidente, garante-nos fonte parlamentar. A sugestão, claro, é um eufemismo, como aceita o mesmo deputado.

A opção pelo professor catedrático do Porto – revelada ontem pelo nosso jornal – foi, de resto, complicada. Antes de se avançar para o nome de Azeredo Lopes, os dois partidos com maior representação parlamentar tiveram de ‘partir muita pedra’. “Não foi nada fácil chegar a um entendimento, até porque houve vários nomes vetados”, afiançou-nos um parlamentar, sublinhando, por outro lado, que, tal como o CM denunciara ontem, todo o processo fora concertado ao mais alto nível, isto é, com o patrocínio de José Sócrates e Marques Mendes. Tal não significa que os dois líderes partidários tivessem estado directamente envolvidos nas negociações.

A forma como o processo se desenrolou vai de encontro às suspeições levantadas por António Filipe no início da audição, anteontem, a Serrano, Ferreira, Cabral de Oliveira e Gonçalves da Silva. O deputado comunista acusou, então, os partidos de já terem definido o nome a cooptar e, depois, como ele próprio definiu, fez uma manobra... ‘à Luís de Matos’ (ilusionista), entregando à socialista Celeste Correia um papel com um nome. E qual era? O de... Azeredo Lopes. O parlamentar comunista acabara de acertar em cheio.

“O segredo está desfeito”, disse António Filipe, que colocou em causa a credibilidade da futura entidade reguladora. “Quando os elementos propostos a um órgão desta importância abdicam da sua primeira decisão, a independência está imediatamente em causa.” O CM tentou ouvir Azeredo Lopes e os outros indigitados, mas não teve sucesso.

"COMPROMETE INDEPENDÊNCIA" (Artur Portela, Ex-membro da AACS)

Já tinha indicação, há largas semanas, de que haveria uma combinação neste sentido e que a escolha recairia sobre o prof. Azeredo Lopes. Mas era apenas um rumor. A confirmar-se, considero ser uma situação lamentável, que compromete a imagem, a independência e a própria funcionalidade do novo órgão regulador. É ridículo!

Aquilo que é mais preocupante é o órgão ficar ferido do ponto de vista político, cultural e moral ainda antes de iniciar funções. E acho lamentável haver quem aceite entrar no jogo de cooptar uma pessoa que já está designada, por outras entidades, a montante. Surpreende-me que pessoas como a Estrela Serrano e o Assis Ferreira se tenham prestado a isso.

"ESPÍRITO DE MISSÃO" (Francisco Rui Cádima, Professor de Ciências da Comunicação)

Quem vai para um órgão regulador deve ir com espírito de missão, de serviço público e cidadania, tendo em atenção a responsabilidade social dos media. Quem entra num órgão de regulação com uma estratégia de compromisso está, eventualmente, a ter um contributo diminuto para essa dimensão de cidadania que se procura.

Tenho boa impressão do prof. Azeredo Lopes. Parece-me um indivíduo sólido. Pode é não ter a informação suficiente para criar um distanciamento relativamente aos media, e ao sistema que poderá vir a presidir, e a todo um conjunto de práticas existentes na lei, que, de alguma maneira, também exigem a ética na prática profissional jornalística.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 02:21 PM | Comentários (14)

janeiro 28, 2006

TIC DE LISBOA NÃO PRONUNCIA JORNALISTAS

A juíza Isabel Sesifredo, do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa (TIC), decidiu não levar a julgamento 19 jornalistas – oito do Correio da Manhã – que tinham sido acusados de violação do segredo de justiça pelo Ministério Público, através do procurador Domingos de Sá. Em causa estavam vários artigos sobre o processo Casa Pia, publicados em 2003.

Na decisão instrutória proferida ontem – e que, além do CM, envolve mais quatro jornalistas do ‘24horas’, cinco do ‘Diário de Notícias’ e dois do ‘Independente’ – a magistrada começa por lembrar o que escreveu o desembargador Pedro Marçal (Colóquio Parlamentar, 29/5/1991): “Não há dúvida de que a Imprensa pode efectuar investigação por conta própria e pelos seus meios sobre a matéria versada no processo, mesmo que este ainda se encontre em segredo de justiça.” Logo a seguir, refere: “(...) Se bem que os arguidos tivessem acesso a peças processuais, não há indícios suficientes de que os mesmos tenham utilizado meios ilícitos para ter acesso às suas fontes de informação”.

A magistrada salienta, ainda, que “não tendo os arguidos identificado as suas fontes exerceram um direito legítimo que lhe confere o Estatuto do Jornalista” e que, do seu “silêncio”, não pode “deduzir-se que obtiveram informação por meios ilícitos”. “De onde se conclui que não há responsabilidade criminal por parte dos arguidos”, frisa.

A juíza Isabel Sesifredo sublinha, também, que os arguidos “não extravasaram o âmbito do exercício dos direitos que lhes assistem na qualidade de jornalistas (liberdade de expressão e de divulgação)”. E acrescenta: “Não se vislumbra, e também nada é dito na acusação, que as notícias publicadas tenham posto em causa a presunção de inocência dos arguidos ou tenham posto em causa a investigação ou a preservação dos meios de prova.”

Além dos 19 jornalistas, também o advogado Rodrigo Santiago (ex-defensor do embaixador Jorge Ritto) e ‘Teresa C.’ (testemunha e vítima de abusos sexuais na Casa Pia) não serão julgados por violação do segredo de Justiça.

O CM foi defendido pelos advogados Martim Menezes, Rita Ribeiro e Rita Trabulo, do escritório Carlos Cruz e Associados, de Lisboa.

OUTROS PROCESSOS

Além dos 19 jornalistas do CM, ‘DN’, ‘24Horas’ e ‘Independente’ que souberam ontem que não serão julgados (ver peça principal) há cerca de 40 que ainda não têm a situação resolvida. Isto porque o procurador Domingos de Sá distribuiu os processos por outras duas comarcas: Porto (‘Público’ e ‘JN’) e Oeiras (SIC, TVI, ‘Expresso’ e ‘Visão’).

SEGREDO DE JUSTIÇA EM DISCUSSÃO

“A lei é exagerada no que respeita ao segredo de justiça e muitas vezes beneficia o infractor. Os prazos também são demasiado dilatados, porque vão até uma fase bastante adiantada e só se fica livre depois da instrução. Isso deveria acontecer no final da investigação, a partir do momento em que é feita a acusação e não apenas depois da confirmação da mesma. A liberdade de Imprensa, o direito da informação e o direito ao bom nome e à investigação são valores que nem sempre são coincidentes”. José manuel Fernandes, Director do ‘Público’

“Não é ao jornalista que cabe ser o guardião do segredo de justiça. Não deve ser ele o responsável pela boa guarda dos processos. Não é o jornalista que assalta processos. Não faz sentido. A Comunicação Social deu contributos válidos para calcular valores fundamentais em muitos casos judiciais, como se provou em processos mais mediáticos. O entendimento sobre a protecção das fontes, um direito sagrado, é rigoroso. Significa que há um respeito sobre aquilo que, na democracia, deve ser salvaguardado no trabalho do jornalista.” António José teixeira, Director do ‘Diário de Notícias’

GERMANO MARQUES DA SILVA

O penalista Germano Marques da Silva disse ao CM que está de acordo com a decisão da juíza Isabel Sesifredo, do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. “Sempre defendi, e continuo a defender, que a simples divulgação de peças processuais em segredo de justiça não deve ser considerado crime.” E acrescentou: “Há personalidades que querem que haja condenações para quem divulgue, independentemente da forma com foi feito o acesso às informações. Eu não tenho essa opinião”.

Fonte: Correio da Manhã

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28 DE JANEIRO DE 1996

As emissões da RTP-Internacional começavam a ser recebidas em Timor-Leste.

Publicado por estaccs às 01:04 PM | Comentários (0)

VIDA NOVA NO RCP

O grupo espanhol Prisa vai transformar a Rádio Clube Português numa estação informativa, a partir de Fevereiro. Segundo o Expresso, a partir desta altura a RCP passará a emitir notícias 24 horas por dia e ao fim-de-semana. A nova estação, sintonizável em 104.3 (Lisboa), será dirigida predominantemente à faixa etária dos 35-55 anos e a siga RCP vai ser extinta.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 01:02 PM | Comentários (0)

CANAL SPORTING

O canal codificado por cabo do Sporting deverá iniciar as emissões experimentais a 6 de Junho, no dia em que o clube celebra o centenário, segundo informa este sábado o semanário Expresso. O canal estará no ar um mínimo de dez horas diárias e terá acesso ao dia-a-dia do clube.

Ao que o jornal apurou, o Sporting está a estudar duas propostas de parceiros tecnológicos para a produção do canal.
A programação irá incidir nos treinos, jogos das camadas jovens, futsal, atletismo e andebol, incluindo ainda entrevistas e conferências de imprensa.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 01:00 PM | Comentários (1)

CLASSIFICAÇÕES

A Alta Autoridade para a Comunicação Social classificou como publicação periódica, portuguesa, de informação geral e âmbito regional a publicação “Jornal de Barcelos”. Classificou, ainda, como publicações periódicas, portuguesas e de informação especializada as publicações “Página da Educação” e “O Jornal do Deficiente”, e como publicação periódica, portuguesa, de informação geral, destinada às comunidades portuguesas no estrangeiro, a publicação “Luso Helvético”.

Fonte: AACS

Publicado por estaccs às 12:59 PM | Comentários (0)

AS LÁGRIMAS DO TIGRE NEGRO

Tendo apreciado uma denúncia do Instituto da Comunicação Social, por transmissão entre as 23 e as 6 horas, sem identificativo visual apropriado durante os primeiros 39 minutos, de um filme classificado para maiores de 16 anos pela C.C.E., a Alta Autoridade para a Comunicação Social delibera instaurar um processo contra-ordenacional à “A 2:”, em cumprimento do artigo 89º, nºs 4 e 5, da Lei nº32/2003, de 23 de Agosto.

Fonte: AACS

Publicado por estaccs às 12:58 PM | Comentários (0)

ONE PRESS

A Alta Autoridade para a Comunicação Social instaurou, em 18 de Maio de 2005, ao abrigo do disposto na alínea h) do artigo 4º da Lei nº43/98, de 6 de Agosto, conjugada com o artigo 15º, da Lei nº10/2000, de 21 de Junho (Lei das Sondagens), e com o artigo 34º do Decreto-Lei nº433/82 de 27 de Outubro, um processo de contra-ordenação contra a “One Press” por ter realizado uma sondagem no concelho de Odivelas, violando os dispostos nos artigos 3º, 4º e 6º, da Lei nº10/2000, de 21 de Junho (Lei das Sondagens). Terminada a instrução do processo, a Alta Autoridade para a Comunicação Social deliberou a aplicação de uma coima de 25.000€ (vinte cinco mil euros).

Fonte: AACS

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NOVA ODIVELAS

A Alta Autoridade para a Comunicação Social instaurou, em 18 de Maio de 2005, ao abrigo do disposto no artigo 15º, nº1, da Lei nº10/2000, de 21 de Junho (Lei das Sondagens) conjugado com os artigos 4º, alínea h) e 27º, nº1, da Lei nº43/98, de 6 de Agosto e o artigo 34º do Decreto-Lei nº433/82 de 27 de Outubro, um processo de contra-ordenação contra o jornal “Nova Odivelas” por ter publicado, em 6 de Abril de 2005, uma notícia referente a uma sondagem realizada no concelho Odivelas, elaborada por empresa que não estava credenciada e ainda por violação dos artigos 5º e 7º da Lei nº10/200, de 21 de Junho (Lei das Sondagens). Terminada a instrução do processo, a Alta Autoridade para a Comunicação Social deliberou a aplicação de uma coima de 25.000€ (vinte cinco mil euros).

Fonte: AACS

Publicado por estaccs às 12:57 PM | Comentários (0)

A 2 E DUAS

Tendo apreciado a denuncia efectuada pelo ICS relativamente à transmissão pela A2:, no dia 27 de Agosto de 2005, pelas 23h05m, do filme “DUAS” sem aposição do identificativo normal apropriado durante os primeiros 7 m da sua exibição, apesar da sua classificação para maiores de 16 anos, a Alta Autoridade, ponderando várias circunstâncias atenuantes, limita-se a recomendar à A2: o rigoroso cumprimento do dispositivo legal, atentos os valores em causa e os interesses dos públicos mais sensíveis e vulneráveis, em especial as crianças e os adolescentes.

Esta recomendação é feita nos termos e para os efeitos do disposto nos nºs 2 e 3 do artº 65º do estatuto anexo à Lei 53/2005 de 8 de Novembro.
Mais delibera a Alta Autoridade dar início a procedimento contra-ordenacional contra a A2: por violação do dever de colaboração, pela falta do envio de gravação do programa em causa, repetidamente solicitado ao referido operador, sem qualquer explicação ou justificação da sua falta, nos termos dos artigos 8º e 27º nº 2 da Lei 43/98 de 6 de Agosto (lei mais favorável ao infractor).

Fonte: AACS

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FERNANDO MOURA

A Alta Autoridade para a Comunicação Social, ao abrigo do disposto no artigo 2º e da alínea p) do número 3 do artigo 24º ambos do Estatuto anexo à Lei nº.53/2005, de 8 de Novembro (Lei da ERC), à semelhança da competência que detinha ao abrigo da Lei nº.43/98, de 6 de Agosto (Lei da AACS), nos termos da alínea f) do artigo 4º, tendo apreciado o requerimento para autorização da cessão do capital social detido por Fernando Manuel Brito Moura da Silva, do operador Fernando Moura - Unipessoal, Ldª, titular do alvará para o exercício da actividade de radiodifusão sonora no concelho de Arruda dos Vinhos, frequência 97.1MHz, de acordo com o artigo 18º da Lei nº.4/2001, de 23 de Fevereiro, delibera autorizar a cessão do mesmo a favor de Ricardo Amaral Tadeu, por se terem como satisfeitos os requisitos legais para o efeito exigíveis.

Fonte: AACS

Publicado por estaccs às 12:55 PM | Comentários (0)

RENASCENÇA COMPRA

A Alta Autoridade para a Comunicação Social, ao abrigo do disposto no artigo 2º e da alínea p) do número 3 do artigo 24º ambos do Estatuto anexo à Lei nº.53/2005, de 8 de Novembro (Lei da ERC), à semelhança da competência que detinha ao abrigo da Lei nº.43/98, de 6 de Agosto (Lei da AACS), nos termos da alínea f) do artigo 4º, tendo apreciado o requerimento para autorização da cessão do capital social detido por Complus Technology Limited, do operador R.O. – Edições e Publicidade, Ldª, titular do alvará para o exercício da actividade de radiodifusão sonora no concelho de Sintra, frequência 88.0MHz, de acordo com o artigo 18º da Lei nº.4/2001, de 23 de Fevereiro, delibera autorizar a cessão do mesmo a favor de Rádio Renascença – Emissora Católica Portuguesa, Ldª, por se terem como satisfeitos os requisitos legais para o efeito exigíveis.

Fonte: AACS

Publicado por estaccs às 12:54 PM | Comentários (0)

METRIS

A Alta Autoridade para a Comunicação Social instaurou, em 20 de Julho de 2005, ao abrigo do disposto no artigo 15º, nº1, da Lei nº10/2000, de 21 de Junho (Lei das Sondagens) conjugado com os artigos 4º, alínea h) e 27º, nº1, da Lei nº43/98, de 6 de Agosto e o artigo 34º do Decreto-Lei nº433/82 de 27 de Outubro, um processo de contra-ordenação contra a “METRIS - GFK” por ter realizado uma sondagem relativa às eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, cujos resultados foram divulgados publicamente pelo candidato Manuel Maria Carrilho sem que a empresa estivesse credenciada para a realização de sondagens eleitorais. Terminada a instrução do processo, a Alta Autoridade para a Comunicação Social entendeu que não há lugar à aplicação de qualquer sanção à “METRIS – GFK”, que alertou o cliente para a impossibilidade dessa divulgação, pelo que deliberou o seu arquivamento.

Fonte: AACS

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NOTÍCIAS DO MONTIJO

Tendo apreciado um recurso de Isaias Vieira da Conceição Ferreira, mandatário financeiro da campanha eleitoral autárquica do CDS/PP no concelho do Montijo, contra o "Notícias do Montijo", por este quinzenário ter denegado, alegadamente sem fundamento, a publicação de uma resposta com que, ao abrigo do respectivo instituto legal, procurara reagir a um artigo inserido na edição de 20 de Outubro de 2005 do jornal, que se referia à relação entre o financiamento e os votos dos partidos concorrentes às eleições autárquicas de Outubro último no Montijo, a Alta Autoridade para a Comunicação Social delibera reconhecer provimento ao recurso, determinando em conformidade que o "Notícias do Montijo" publique a resposta do recorrente no primeiro número distribuído após o sétimo dia posterior à recepção da presente Deliberação.

Fonte: AACS

Publicado por estaccs às 12:52 PM | Comentários (0)

CANAL MEMÓRIA

Tendo apreciado o pedido de parecer apresentado pelo Conselho de Administração da Rádio e Televisão SGPS SA, nos termos do disposto no artº 4, al. e) da Lei 43/98, de 6 de Agosto, na redacção que lhe foi dada pela Lei nº 18-A/2002, de 18 de Julho, sobre a proposta de nomeação de Fernando Manuel Ponciano Alexandre para o cargo de Director do Canal Memória, a AACS delibera não obstar à nomeação proposta.

Fonte: AACS

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janeiro 27, 2006

4,4 MILHÕES LEÊM REGIONAIS

Mais de 4 milhões de portugueses, na sua maioria do sexo masculino, leram ou folhearam jornais regionais durante o ano passado, segundo o estudo Bareme Imprensa Regional divulgado quinta-feira pela Marktest.

A empresa de audimetria revelou que 4,4 milhões de portugueses são leitores habituais de jornais regionais, o que constitui mais de metade (54,3%) do universo do estudo.

Mais de metade dos leitores regulares (59,5%) da imprensa regional são homens, existindo uma maior concentração na faixa etária entre os 35 e os 44 anos (63,1%).

Pelo contrário, a menor penetração deste tipo de imprensa foi encontrada junto dos indivíduos com mais de 64 anos, 37%.

Os indivíduos de classe social média alta revelaram uma maior apetência pelos títulos regionais (64,3%), enquanto que as classes mais baixas registaram níveis inferiores a 40%.

Por regiões, foram os residentes no Litoral Norte os que apresentaram os índices de leitura superiores, com 71,6% dos locais a afirmar ler ou folhear jornais regionais.

Nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto o relatório da Marktest encontrou os valores de leitura mais baixos, de 30,7% e 31,7%, respectivamente.

Os reformados e pensionistas são o segmento ocupacional que detém a menor audiência de títulos regionais, com 43,5%.

Os níveis de leitura mais elevados foram registados pelos trabalhadores especializados e pequenos proprietários (70,9%), serviços administrativos (63,8%), trabalhadores qualificados (62%) e quadros médios e superiores (60%).

O Bareme Imprensa Regional analisa o universo de residentes em Portugal Continental com 15 e mais anos.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 06:29 PM | Comentários (0)

JORNALISTAS DEFENDEM NOTÍCIAS EM SEGREDO

Quase dois terços dos jornalistas portugueses defendem que os casos em segredo de justiça devem continuar a ser noticiados, divulgou esta sexta-feira uma sondagem realizada para o jornal especializado Meios & Publicidade.

Questionados sobre se estes casos deveriam deixar de ser noticiados pelos media, 65% dos profissionais que fazem parte de um painel composto por directores, editores, coordenadores e chefes de redacção de vários órgãos de comunicação social respondeu que «não». Sobre o mesmo tema, 31% do painel de jornalistas dividiu-se entre o incondicional «sim» (6%) e um «sim» desde que «esse procedimento seja respeitado por todos os meios» (25%).

Apenas 4% do painel optou por não responder à questão.

A 16ª edição da «Sonda Central de Informação / Meios & Publicidade» colocou ainda em análise os casos concretos dos jornais Tal & Qual e 24horas.

Para 65% dos jornalistas inquiridos, no caso Tal & Qual, em que a Polícia Judiciária notificou o director do título e o jornalista responsável no âmbito da reportagem sobre a venda de droga pela Internet, a razão está do lado do jornal.

A elevada percentagem dividiu-se entre os que defendem que «não havendo dúvidas sobre o objectivo do trabalho, a PJ demonstrou excesso de zelo e prepotência» (34%) e os que consideram que «ficou claro o fim a que se destinou a encomenda» (31%).

Para 27% dos jornalistas a razão não está do lado do jornal, ou «porque o jornal deveria ter informado as autoridades sobre a realização da investigação» (21%) ou «porque o jornal prestou um serviço a quem quer consumir droga e não à sociedade» (6%).

No caso da notícia do 24horas sobre o «Envelope 9», documento incluído no processo Casa Pia sobre facturação detalhada de chamadas telefónicas, a maioria dos inquiridos (92%) concordou com a actuação do título da Global Notícias e defendeu que a matéria tinha «interesse público».

Para 8% a matéria não deveria ter sido publicada, ou porque «é uma violação do segredo de justiça» (4%) ou porque «não tem interesse público» (4%).

Os resultados obtidos neste inquérito foram conseguidos através de um questionário realizado entre os dias 16 e 22 deste mês aos 91 jornalistas que fazem parte do painel, sendo que as respostas foram dadas por 52 destes responsáveis dos media portugueses.

Fonte: Lusa

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XUXA XUXA

A apresentadora de televisão Xuxa vai receber uma indemnização de 73 mil euros devido ao uso indevido de fotografias suas num livro intitulado ‘Nu, Sensualidade e Sexualidade Humana’. A Justiça deu razão à brasileira, condenando a editora por publicar imagens sem autorização.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 11:48 AM | Comentários (0)

ERC COMEÇA MAL

A escolha de Azeredo Lopes para fechar o quinteto de conselheiros da nova entidade reguladora que controlará os media (ERC) partiu, na prática, do PS e PSD. A decisão de se chegar a um quinto nome deveria pertencer aos outros quatro indigitados.

O CM sabe que os dois maiores partidos acabaram por condicionar a opção do quarteto formado por Estrela Serrano, Rui de Assis Ferreira, Elísio Cabral de Oliveira e Luís Gonçalves da Silva, anteontem ouvidos no Parlamento. “Não houve nenhuma imposição. Foi-lhes apenas sugerido o nome” de Azeredo Lopes para integrar o grupo dos futuros conselheiros da ERC e para ser seu presidente, garante-nos fonte parlamentar. A sugestão, claro, é um eufemismo, como aceita o mesmo deputado.

A opção pelo professor catedrático do Porto – revelada ontem pelo nosso jornal – foi, de resto, complicada. Antes de se avançar para o nome de Azeredo Lopes, os dois partidos com maior representação parlamentar tiveram de ‘partir muita pedra’. “Não foi nada fácil chegar a um entendimento, até porque houve vários nomes vetados”, afiançou-nos um parlamentar, sublinhando, por outro lado, que, tal como o CM denunciara ontem, todo o processo fora concertado ao mais alto nível, isto é, com o patrocínio de José Sócrates e Marques Mendes. Tal não significa que os dois líderes partidários tivessem estado directamente envolvidos nas negociações.

A forma como o processo se desenrolou vai de encontro às suspeições levantadas por António Filipe no início da audição, anteontem, a Serrano, Ferreira, Cabral de Oliveira e Gonçalves da Silva. O deputado comunista acusou, então, os partidos de já terem definido o nome a cooptar e, depois, como ele próprio definiu, fez uma manobra... ‘à Luís de Matos’ (ilusionista), entregando à socialista Celeste Correia um papel com um nome. E qual era? O de... Azeredo Lopes. O parlamentar comunista acabara de acertar em cheio.

“O segredo está desfeito”, disse António Filipe, que colocou em causa a credibilidade da futura entidade reguladora. “Quando os elementos propostos a um órgão desta importância abdicam da sua primeira decisão, a independência está imediatamente em causa.” O CM tentou ouvir Azeredo Lopes e os outros indigitados, mas não teve sucesso.

"COMPROMETE INDEPENDÊNCIA" (Artur Portela, Ex-membro da AACS)

Já tinha indicação, há largas semanas, de que haveria uma combinação neste sentido e que a escolha recairia sobre o prof. Azeredo Lopes. Mas era apenas um rumor. A confirmar-se, considero ser uma situação lamentável, que compromete a imagem, a independência e a própria funcionalidade do novo órgão regulador. É ridículo!

Aquilo que é mais preocupante é o órgão ficar ferido do ponto de vista político, cultural e moral ainda antes de iniciar funções. E acho lamentável haver quem aceite entrar no jogo de cooptar uma pessoa que já está designada, por outras entidades, a montante. Surpreende-me que pessoas como a Estrela Serrano e o Assis Ferreira se tenham prestado a isso.

"ESPÍRITO DE MISSÃO" (Francisco Rui Cádima, Professor de Ciências da Comunicação)

Quem vai para um órgão regulador deve ir com espírito de missão, de serviço público e cidadania, tendo em atenção a responsabilidade social dos media. Quem entra num órgão de regulação com uma estratégia de compromisso está, eventualmente, a ter um contributo diminuto para essa dimensão de cidadania que se procura.

Tenho boa impressão do prof. Azeredo Lopes. Parece-me um indivíduo sólido. Pode é não ter a informação suficiente para criar um distanciamento relativamente aos media, e ao sistema que poderá vir a presidir, e a todo um conjunto de práticas existentes na lei, que, de alguma maneira, também exigem a ética na prática profissional jornalística.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 11:13 AM | Comentários (0)

LIGA ENGANOU-SE

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) vai recolher os coletes de identificação para os repórteres fotográficos que continham inscrições publicitárias à Betandwin.com, empresa de apostas na Internet que patrocina o campeonato.

Fonte: Público on line

Publicado por estaccs às 10:04 AM | Comentários (0)

METRO DÁ PREJUÍZO

O jornal gratuito Metro deverá apresentar resultados negativos em 2005, mas espera atingir o «break-even» em 2007. O diário, detido em 65% pela editora sueca Metro Internacional e 35% pela Media Capital, é dos diários generalistas com maior tiragem em Portugal, com cerca de 150 mil exemplares.

Fonte: Diário Económico

Publicado por estaccs às 10:03 AM | Comentários (0)

FONT REELEITO

A Associação de Imprensa Estrangeira reelegeu na quinta-feira Ramon Font para a presidência da instituição. O jornalista trabalha para a Agência Catalã de notícias e para a Rádio Catalunha. Estas eleições foram umas das mais participadas de sempre, uma vez que votaram 38 dos 56 associados inscritos.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 10:02 AM | Comentários (0)

AACS APROVA AQUISIÇÃO DA OCIDENTE

A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) aprovou por unanimidade a aquisição da emissora da linha de Sintra Rádio Ocidente pelo grupo Renascença. Depois de a AACS considerar que estão «satisfeitos os requisitos legais», o grupo Renascença está agora a analisar o modelo que melhor pode servir a zona.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 09:28 AM | Comentários (0)

janeiro 26, 2006

MERCADO DE VALORES E LIBERDADE DE IMPRENSA NO CHILE

No Santerna, por Tannia Gorayeb.

Publicado por estaccs às 11:03 PM | Comentários (0)

OS BLOGUES SÃO TRAMADOS

Filipe Nunes Vicente sobre João Adelino Faria e as sondagens.

Publicado por estaccs às 09:46 PM | Comentários (0)

CTT PAGAM

Os CTT vão pagar parte das despesas de envio de jornais e revistas a potenciais novos assinantes, segundo o acordo editorial que será assinado sexta-feira, confirmou à agência Lusa fonte oficial da empresa.

O acordo estabelece as condições de utilização dos serviços postais por editores de jornais e revistas e será assinado entre os CTT Correios de Portugal, a API - Associação Portuguesa de Imprensa e o ICS - Instituto da Comunicação Social e é válido até final do ano.

No âmbito desta experiência-piloto, os CTT comparticiparão os portes do envio de publicações a potenciais novos assinantes num número que poderá atingir 10 por cento da médio dos envios feitos em 2005 por cada publicação ou 10 mil exemplares por publicação.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 08:45 PM | Comentários (0)

O FAX E A DEONTOLOGIA

Por Paulo Gorjão, no Bloguítica.

Publicado por estaccs às 10:09 AM | Comentários (0)

PUBLICIDADE CRECEU 21,6% EM 2005

O investimento em publicidade cresceu 21,6 por cento no ano passado, em relação aos valores registados em 2004, ultrapassando 3,6 mil milhões de euros, anunciou esta quarta-feira a MediaMonitor da Marktest.

Em 2004, o total do investimento em televisão, imprensa, rádio, outdoor e cinema foi de 2,9 mil milhões de euros. No ano que se seguiu, a televisão continuou com a maior fatia, recebendo quase 2,5 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de dois terços do total investido (68,3 por cento). A imprensa (jornais e revistas) manteve o segundo lugar em 2005, tendo acumulado cerca de 700 milhões de euros em anúncios publicitários.

Os suportes exteriores, ou outdoors, receberam 250,5 milhões de euros, ficando em terceiro lugar nas escolhas dos assinantes, seguidos da Rádio com um investimento de 187 milhões de euros. O cinema, continua a ser o menos procurado, arrecadando receitas relativas à publicidade na ordem dos 13,5 milhões de euros.

O estudo serve como referência de mercado, uma vez que não foram contabilizados os descontos e promoções que os meios de comunicação social oferecem habitualmente aos anunciantes.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 10:05 AM | Comentários (0)

AZEREDO LOPES NA ERC?

O catedrático Azeredo Lopes terá sido indigitado para o conselho regulador da entidade que irá controlar o sector dos media (ERC), juntando-se assim aos quatro nomes já anunciados.

Segundo a edição desta quinta-feira do Correio da Manhã, a escolha do professor catedrático terá sido acertada entre o primeiro-ministro, José Sócrates, e Marques Mendes. O docente de direito não confirmou ao jornal a indigitação para a ERC.

A escolha dos outros quatro conselheiros – Estrela Serrano, Rui de Assis Ferreira, Elísio Cabral de Oliveira e Luís Gonçalves da Silva –,ouvidos na quarta-feira no Parlamento, também foi concertada entre o PS e PSD, de acordo com o Correio da Manhã.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 09:48 AM | Comentários (0)

26 DE JANEIRO DE 1923

Pio XI proclamava São Francisco de Sales patrono dos jornalistas e escritores católicos.

Publicado por estaccs às 09:32 AM | Comentários (0)

janeiro 25, 2006

30.000

O Comunicar a Direito, um blogue criado para apoio e participação dos alunos das disciplinas de Direito do Curso de Comunicação Social da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes do Instituo Politécnico de Tomar, acaba de atingir as 30.000 visitas.

Publicado por estaccs às 08:14 PM | Comentários (0)

CONCLUSÕES DO VI CONGRESSO DOS ADVOGADOS PORTUGUESES SOBRE A ADVOCACIA E A COMUNICAÇÃO SOCIAL

5ª Secção, Presidida pelo Bastonário António Pires de Lima, tendo como Relatores Ricardo Sá Fernandes e Pedro Marinho Falcão.

1º A OA deve promover que os processos mediáticos sejam acompanhados d einformação que esclareça a opinião pública, tendo em conta os vários valores e os interesses envolvidos.

2º A OA deve defender a criação de gabinetes de imprensa nos tribunais.

3ºA OA deve defender a existência de uma verdadeira informação judiciária nos tribunais que esclareça o público dos factos submetidos a juízo, do calendário dos actos judiciais e da identificação dos sujeitos processuais.

4º A OA deve indstituir um grupo de trabalho encarregado de promover entre os organismos competentes (ERC, Sindicato dos jornalistas) uma estreita cooperação no sentido de estimular que a actividade jornalística, na área judiciária, seja feita por profissionais com preparação específica.

5º O segredo de justiça deverá passar a ter uma natureza excepcional, não constituindo a regra, seja qual fôr a fase processual.

6º Os advogados não devem prestar informações à comunicação social sob a capa do anonimato.

7º A OA deve promover a aprovação de regras e procedimentos a adoptar pelos advogados nas suas relações com os media.

8º A norma contida no nº 6 do artigo 88º do EOA - relativa à transmissão ao Presidente do CD de declarações públicas do Advogado não previamente autorizadas - destina-se a permitir a avaliação dessas condutas, do ponto de vista deontológico e disciplinar; àquele Presidente cabe decidir, nos termos do nº 5 do mesmo preceito legal, em função dos factos relatados pelo Advogado, se o exercício do direito d eresposta, naquele caso particular se justificaria e, consequentemente, se teria concedido a respectiva autorização e em que termos; não obstante, o Presidente do CD deverá, sempre, remeter ao Conselho de Deontologia o expediente em causa, acompanhado da sua decisão, para que este último proceda à avaliação deontológica/disciplinar das condutas assumidas e declarações prestadas pelo Advogado.

9º Propor ao Conselho Geral a elaboração d eum Regulamento que defina regras claras de aplicação do regime previsto no artigo 89º do EOA.

10º Propor a aprovação de um "Regulamento de Publicidade" com mecanismos d efiscalização preventiva e sucessiva da legalidade das formas d epublicidade dos advogados, bem como de uma "Comissão para a Publicidade" dependente dpo Conselho Greral, com competencias para fiscalizar a aplicação concreta das regras emergentes do artigo 89º do EOA.

Publicado por estaccs às 07:44 PM | Comentários (0)

ERC EM INSTALAÇÃO (1)

Membros indigitados para novo regulador dos media criticam comentário político da RTP.

Dois dos quatro membros indigitados para o conselho regulador da entidade que irá controlar o sector dos media criticaram hoje, em comissão parlamentar, o modelo de comentários políticos da RTP, que consideraram "insatisfatório" e "redutor".

Para Estrela Serrano e Rui Assis Ferreira, o facto de os comentários políticos serem feitos apenas por duas figuras proeminentes dos dois principais partidos – Marcelo Rebelo de Sousa, do PSD, e António Vitorino, do PS –, representa uma situação "insatisfatória".

Publicado por estaccs às 07:17 PM | Comentários (0)

ERC EM INSTALAÇÃO (2)

A ex-jornalista defendeu mesmo a necessidade de ser feita "uma análise atenta" pela Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), no sentido de se saber se estão a ser cumpridas as exigências de pluralismo de informação inerentes ao serviço público de televisão.

Assis Ferreira, antigo membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social, reforçou a crítica, classificando a situação como "redutora" e recordando que a entidade reguladora ainda em vigor já recomendou por diversas vezes à RTP a alteração do modelo de comentário.

Publicado por estaccs às 07:16 PM | Comentários (0)

ERC EM INSTALAÇÃO (3)

A questão foi levantada pelo deputado do CDS-PP Nuno Magalhães na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, que se reuniu hoje para ouvir cada um dos nomeados para a nova entidade reguladora (ERC), Elísio Oliveira, Luís Gonçalves da Silva, Estrela Serrano e Rui Assis Ferreira.

Nuno Magalhães aludiu à "bipartidarização do comentário político na RTP", sublinhando o facto de o debate ser encabeçado por duas figuras proeminentes do PSD e do PS.

Já para Elísio Oliveira, o mais importante nesta questão "é o conteúdo dos comentários e a verticalidade das pessoas que os fazem" e não a filiação política.

Publicado por estaccs às 07:15 PM | Comentários (1)

ERC EM INSTALAÇÃO (4)

Concentração da propriedade dos media

A concentração da propriedade dos meios de comunicação social - nomeadamente os processos em curso em Portugal - foi outra das questões levantadas pelos deputados aos quatro membros indigitados para a ERC.

Questão que Estrela Serrano considerou ser "fundamental", embora distinguindo concentração de propriedade e concentração editorial e frisando ser necessário saber "até que ponto a propriedade influencia os modos de reportar" a informação.

Publicado por estaccs às 07:14 PM | Comentários (0)

ERC EM INSTALAÇÃO (5)

Também Assis Ferreira classificou esta questão como uma das prioridades da nova entidade, a par da "preservação de condições de liberdade e pluralismo" e do "reforço da protecção de públicos sensíveis", sendo que esta última é também uma questão prioritária para Luís Gonçalves da Silva.

O jurista também alertou para a necessidade de articular os esforços da ERC com os de outras entidades reguladoras, como a Anacom, Autoridade da Concorrência e Instituto da Comunicação Social, no sentido de "evitar a sobreposição e duplicação de recursos e aumentar a eficácia".

Publicado por estaccs às 07:13 PM | Comentários (0)

ERC EM INSTALAÇÃO (6)

Sobre a questão da concentração, Elísio Oliveira salientou que a preocupação da ERC nesta matéria deve ser a de "assegurar que se cumpra o que está previsto na lei para estes casos", mas salientou a necessidade de avaliar cada situação em concreto.

Quanto à disponibilidade do conselho regulador da ERC para prestar esclarecimentos à Assembleia da República (AR) sempre que necessário (conforme estabelece a lei que criou a entidade), os candidatos foram consensuais, com Luís Gonçalves da Silva a salientar que a interacção com o Parlamento "garantirá à nova entidade legitimidade democrática" de "grande utilidade" no desempenho das suas funções.

Publicado por estaccs às 07:12 PM | Comentários (0)

ERC EM INSTALAÇÃO (7)

Os quatro membros indigitados serão eleitos pela Assembleia da República no dia 2 de Fevereiro por voto secreto, sendo que a sua aprovação necessita de maioria de dois terços dos deputados.

Os quatro membros indigitados serão eleitos pela Assembleia da República no dia 2 de Fevereiro por voto secreto, sendo que a sua aprovação necessita de maioria de dois terços dos deputados.

A cooptação do quinto elemento será feita depois de publicada a aprovação destes quatro membros em Diário da República, passo que antecede a tomada de posse.

O processo deverá estar concluído em meados de Fevereiro, segundo adiantou à Lusa o deputado socialista, Arons de Carvalho.

Fonte: Público on line

Publicado por estaccs às 07:03 PM | Comentários (0)

GATES RECUA

A Microsoft anunciou hoje que vai divulgar partes do código-fonte do seu sistema operativo Windows, em cumprimento das exigências da União Europeia que, em 2004, condenou o gigante norte-americano por abuso de posição dominante.

O anúncio da abertura de partes do código do sistema operativo mais usado em todo mundo foi feito hoje, em Bruxelas, pelo director do gabinete jurídico da Microsoft, Brad Smith, numa conferência de imprensa muito concorrida.

O código-fonte é o conjunto de informações, comandos e linguagens informáticas que tornam funcional e utilizável um determinado programa.

A abertura do código-fonte do Windows é reclamada há anos por outros produtores de "software", que com essa informação nas mãos poderiam desenvolver mais facilmente programas compatíveis com o sistema operativo da Microsoft.

Brad Smith lembrou que a Microsoft entregou, em Dezembro do ano passado - e depois de uma decisão da União Europeia -, mais de 12 mil páginas de informação técnica e que disponibilizou 500 horas de apoio técnico gratuito no valor de cem mil dólares (cerca de 81 mil euros).

Um auditor nomeado pela própria Microsoft concluiu que a documentação entregue em Dezembro pela Microsoft "é totalmente inútil".

A empresa de Bill Gates recusara-se, até agora, a fornecer qualquer informação sobre as partes mais críticas do seu sistema operativo. Mesmo assim, ao abrigo de um programa especial da Comissão Europeia, os outros produtores de "software" vão ter de pagar para aceder a partes do código em causa e ficam proibidos de o divulgar gratuitamente, avisou Smith.

A intenção da Microsoft é tornar apenas acessível as partes do código-fonte que controlam as comunicações entre os servidores. Smith revelou que não há planos para divulgar todas as linhas de código que compõem o Windows.

Em Março de 2004, os tribunais da União Europeia condenaram a empresa a pagar uma multa recorde de 497 milhões de euros e exigiram a partilha do seu código com os rivais do mercado e a venda do Windows sem o programa Media Player (leitor e gestor de vários formatos de som e imagem). O tribunal considerou que havia abuso de posição dominante na indústria de produção de "software".

No dia 14 de Dezembro - um dia antes do fim do prazo dado à Microsoft para obedecer às ordens do tribunal -, a Comissão Europeia ameaçou a empresa norte-americana com mais uma multa de dois milhões de euros.

Para Brad Smith, a decisão anunciada hoje põe o contencioso em "banho-maria", já que a empresa de Bill Gates pretende medir forças com a UE no Tribunal Europeu de Primeira Instância (o segundo mais alto na hierarquia da UE), numa sessão agendada para os dias 24 e 28 de Abril.

O responsável da Microsoft afirmou-se "confiante" numa vitória, afirmando que o mundo mudou desde que a UE abriu esta "guerra" contra a empresa norte-americana, há oito anos. "Acima de tudo, é claro que hoje há mais oportunidades para a concorrência do que havia há alguns anos", afirmou.

Fonte: Público on line

Publicado por estaccs às 10:49 AM | Comentários (0)

GRANADEIRO LEVA SJ A TRIBUNAL

Está marcado para o dia 16 de Fevereiro, no Porto, o julgamento da queixa de Henrique Granadeiro, então presidente da administração da Global Notícias, proprietária do ‘Jornal de Notícias’ e do ‘Diário de Notícias’, contra toda a direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ), na sequência de um comunicado emitido no dia da greve geral dos jornalistas, 10 de Dezembro de 2002.

“Mais de 90 por cento dos jornalistas do ‘Jornal de Notícias’ aderiu à greve, apesar das manobras e pressões que a empresa desenvolveu para garantir a saída da edição. A empresa JN recorreu, inclusive, à utilização de colaboradores externos para substituir jornalistas nas delegações de Braga e Coimbra. O Sindicato requereu à Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) intervenções de urgência naquelas delegações”, reportou o SJ no comunicado que fazia o balanço da adesão à greve.

COMUNICADO DA POLÉMICA

O teor do comunicado foi considerado injurioso pela empresa detentora do ‘JN’, ‘DN’ e ‘24 Horas’, pelo que o presidente do conselho de administração da altura, Henrique Granadeiro, avançou com um processo judicial contra a direcção do Sindicato, que tinha 15 membros, acção que já tem julgamento marcado para o próximo mês.

A paralisação dos jornalistas em 10 de Dezembro de 2002 foi efectuada no contexto da greve geral convocada pela CGTP-Intersindical. O SJ, que mobilizou a classe para o protesto geral, reafirmando a sua oposição ao Código do Trabalho e alertando para a “ofensiva contra os direitos e garantias dos jornalistas” então em curso, decorrente de “imposição de rescisões de contratos de trabalho à margem das normas legais e com recurso a formas de coacção psicológica, de violentação da dignidade pessoal e profissional”, congratulou--se com a adesão à greve e num primeiro balanço, no próprio dia 10 de Dezembro, avançou com alguns números de participação nos diversos órgãos.

A informação, em comunicado, de que o ‘JN’ recorrera a colaboradores externos nas delegações de Braga e Coimbra para suprir os problemas causados pela adesão dos profissionais do quadro foi desmentida pela administração da empresa, que não gostou ainda que o SJ tivesse avançado com uma queixa e pedido de intervenção à Inspecção-Geral do Trabalho.

PARTES EM SILÊNCIO

O presidente do SJ, Alfredo Maia, não se mostrou disponível para comentar o caso ao CM, posição que não deve ser alheia ao facto de a empresa ter agora novos proprietários, após a aquisição dos vários títulos da Global Notícias, detida pela PT, por parte da Controlinveste, de Joaquim Oliveira. Também Henrique Granadeiro, actual administrador da PT, não revelou interesse em falar sobre o assunto.

PERFIL

O actual administrador da Portugal Telecom e provável presidente executivo do operador de telecomunicações tem uma larga experiência na gestão de órgãos de Comunicação Social. Antes da Lusomundo, foi administrador do ‘Expresso’. Economista de formação, foi chefe da Casa Civil do Presidente da República, no consulado de Ramalho Eanes, diplomata e também se destacou como presidente da Fundação Eugénio de Almeida. Nesta instituição teve a responsabilidade de lançar os vinhos Cartuxa e Pêra Manca.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 09:55 AM | Comentários (1)

GOOGLE ACEITA CENSURA

O Google, maior motor de busca na Internet, concordou em censurar determinados sites na China. Actualmente, o Google China funciona a partir de um endereço electrónico nos EUA e os utilizadores queixam-se que a interferência do governo chinês provoca grande lentidão na rede ou simplesmente os impede de usá-la.

Segundo o acordo estabelecido com Pequim, a empresa compromete-se a desenvolver um produto especialmente direccionado aquele mercado.
As novas buscas serão redireccionadas para o Google.cn, onde a empresa poderá restringir o acesso a sites e a serviços que oferece noutros países, como email, blogs e salas de chat.

O Google diz que pretende alertar os utilizadores de que determinados resultados estão a ser censurados e argumenta que é melhor participar do mercado chinês do que boicotá-lo.

«Embora remover resultados de buscas seja inconsistente com a missão do Google, não oferecer informação é mais inconsistente com a nossa missão», diz um comunicado institucional.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 09:53 AM | Comentários (0)

MURDOCH ACUSA BBC

O magnata Rupert Murdoch acusou na terça-feira a BBC de «concorrência desleal» durante uma entrevista que concedeu ao programa BBC Radio Five Live.

Comentando o pedido da BBC para que seja concedido um aumento de financiamento público acima da taxa de inflação, disse que a emissora pública «está a tentar colocar fora do negócio os pequenos e médios empresários» da área da comunicação.

A BBC alega que o dinheiro seria para custear a conversão do sinal televisivo para digital.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 09:49 AM | Comentários (0)

janeiro 24, 2006

MORREU RUI ANDRADE

Rui Andrade, o último dos Parodiantes de Lisboa, morreu hoje de manhã no Hospital de Santa Maria, aos 84 anos, depois de ter sido vítima de um acidente vascular cerebral no sábado.

O funeral de Rui Andrade realiza-se amanhã, pelas 11h00, no centro funerário Santa Joana Princesa, em Alvalade (Lisboa), informa a Lusa.

Rui Andrade fazia parte da equipa que, a 18 de Março de 1947, fez nascer Os Parodiantes de Lisboa, criando o programa com maior longevidade na rádio portuguesa.

O grupo - constituído pelos irmãos Rui e José Andrade, e que contava ainda com Eduardo Ferro Rodrigues, Manuel Puga, Mário Ceia, Mário de Meneses Santos, Benjamim Veludo e Santos Fernando - começou com o programa "Parada da Paródia", na Rádio Peninsular.

Seguiu-se o lançamento de novos programas, ainda nos Emissores Associados de Lisboa, e nasceu o "Graça com Todos", no Rádio Clube Português, que ficou "no ar" durante 50 anos, até 1997, ano em que Rui Andrade decidiu terminar com a actividade dos Parodiantes de Lisboa.

Fonte: Público on line

Publicado por estaccs às 11:21 PM | Comentários (0)

SINDICATO CRITICA PARTIDARIZAÇÃO DA ERC

O Sindicato dos Jornalistas desafiou hoje os membros indigitados para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que serão ouvidos amanhã no Parlamento, a explicarem as competências do organismo e de que forma pretendem agir sobre ps problemas do sector.

O comunicado da entidade sindical, divulgado um dia antes da audiência pública na Assembleia da República dos quatro nomes propostos pelos grupos parlamentares do PS e do PSD para o Conselho Regulador, apresenta seis questões sobre o sector que gostaria de ver respondidas amanhã perante a comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Entre as várias temáticas, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) gostaria que Estrela Serrano, Elísio Cabral de Oliveira, Rui Assis Ferreira e Luís Gonçalves da Silva divulgassem publicamente a sua opinião sobre as atribuições e competências do órgão para o qual foram propostos, bem como a sua composição e forma de designação.

O actual panorama da concentração da propriedade dos órgãos de comunicação social, o recurso crescente a métodos e estratégias de publicidade subliminar, "a mercantilização da informação jornalística" e os direitos de autor dos jornalistas são outros dos temas propostos pela organização sindical.

"Sendo legítimo recear que constitua uma mera formalidade, tal acto parlamentar deve contribuir para um melhor conhecimento das experiências e capacidades dos indigitados", frisou o SJ, salientando que este encontro deverá permitir "aos cidadãos saberem o que pensam e como se propõem pronunciar-se, em seu nome, sobre temas e problemas fundamentais do sector".

Críticas à partidarização do Conselho Regulador

No mesmo texto, o SJ sublinhou que a forma como foram escolhidos os membros do Conselho Regulador confirma "uma das críticas essenciais" apontadas pelo próprio sindicato ao sistema adoptado.

De acordo com o sindicato, a forma de designação reduziu a composição daquele conselho a um "negócio de concertação entre os dois maiores partidos", pelo que nem sequer reflecte a "diversidade – aliás reduzida – do arco parlamentar".

O organismo criticou igualmente a escolha político-partidária dos membros do conselho por comprometer "a independência da Entidade Reguladora para a Comunicação Social" e por excluir "representantes dos jornalistas, das empresas e da sociedade civil" o que "empobrece a regulação e desresponsabiliza os regulados".

O SJ sublinhou que não se pronuncia sobre as "escolhas individualmente consideradas" e que nada tem contra "as pessoas propostas pelos dois maiores partidos".

O Conselho Regulador da nova entidade vai ser composto por um total de cinco elementos, sendo o último membro cooptado pelos nomeados pela Assembleia, até cinco dias após a respectiva aprovação, que se encontra agendada para dia 2 de Fevereiro.

Fonte: Público on line

Publicado por estaccs às 11:19 PM | Comentários (0)

CARTA DOS DIREITOS DA INTERNET

O músico e ministro da cultura brasileiro, Gilberto Gil, apresentou hoje no Parlamento Europeu, com sede em Bruxelas, a “Carta dos Direitos da Internet”, ao lado da líder da bancada parlamentar de Os Verdes, a italiana Monica Frassoni, e do eurodeputado da Esquerda Unitária Umberto Guidoni.

Na apresentação do documento – elaborado por personalidades da União Europeia e das Nações Unidas, com apoio do Governo Brasileiro –, o ministro do Governo liderado por Lula da Silva, defendeu o uso da Internet como uma ferramenta de criação cultural. Gil sublinhou ainda a importância da liberdade de acesso à rede e a luta contra a censura.

“Como cidadão e artista, creio que é muito importante para a nossa geração ter garantido o acesso às novas ferramentas de criação que a Internet nos oferece”, frisou Gilberto Gil, defendendo o acesso livre à música e aos vídeos através deste meio de comunicação.

O ministro da Cultura brasileiro fez questão de vincar que a Internet “representa uma poderosa ferramenta de conhecimento”, ilustrando a sua argumentação com a possibilidade de aceder a “milhares de livros” através de bibliotecas virtuais em todo o mundo, permitindo “o intercâmbio entre culturas regionais”.

A censura na rede é outros dos pontos fundamentais visados pela “Carta dos Direitos da Internet”.

“É tempo de fixar alguns princípios como parte da nova cidadania planetária. Somente o pleno respeito desses princípios constitucionais nos permitirá alcançar o equilíbrio democrático com a exigência da segurança, do mercado e da propriedade intelectual”, refere o documento.

“Esta é a nossa resposta à grande luta que travamos com as companhias de software e a necessidade de refrear as suas ambições”, apontou Monica Frassoni, referindo-se à carta idealizada durante a Cimeira Mundial da Sociedade de Informação, que se realizou na Tunísia, em Novembro de 2005.

Os seus impulsionadores pretendem agora que a discussão sobre o tema seja aprofundado na cimeira entre a União Europeia e os países latino-americanos, agendada para Maio, em Viena.

Fonte: Público on line

Publicado por estaccs às 11:17 PM | Comentários (0)

WIKIPEDIA ALEMÃ ENCERRADA

Um tribunal alemão ordenou o encerramento da versão germânica da Wikipédia, como medida disuasora para que seja retirado um artigo. A decisão responde a um pedido da família de um hacker assassinado, cujo nome real é divulgado no texto em causa.

Ao aceder ao site, os visitantes da enciclopédia livre online viam uma mensagem explicando a situação e garantindo que os advogados do grupo Wikipedia Deutschland «estão a fazer o possível para retomar o acesso sem complicções ao site».

A Wikipédia é uma enciclopédia livre virtual, na qual todos os utilizadores podem participar, enviando conteúdos, que depois de revisados são colocanos na rede.

O tribunal de Berlim ordenou o encerramento na sequência do pedido da família de Tron, um dos hackers mais famosos da Alemanha, que apareceu morto num parque em 1998. Para o tribunal, o artigo vai contra o direito à honra do jovem, pelo que o site deve ficar encerrado até que toda a informação disponível seja eliminada.

O advogado da Wikipédia, Thorsten Feldmann, adiantou já que esperava revolver a questão dentro de duas semanas, e obter um sentença favorável.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 06:26 PM | Comentários (0)

MÓNICA BELO NO "DE"

Mónica Belo é a nova editora-geral do Diário Económico (DE), substituindo no cargo André Macedo, agora subdirector do jornal.A jornalista era até agora editora da revista Volta ao Mundo.

Publicado por estaccs às 09:59 AM | Comentários (0)

O BLOGUE DO PROVEDOR DO PÚBLICO

O jornal Público lançou na segunda-feira o blogue do seu provedor dos leitores. Rui Araújo, o novo provedor que iniciou funções a 1 de Janeiro, considera que esta é uma forma priveligiada de proporcionar um espaço de diálogo e de liberdade, sempre na perspectiva de uma cultura de cidadania.

Publicado por estaccs às 09:56 AM | Comentários (0)

janeiro 23, 2006

QUEIXAS CONTRA A PT

Os planos de preços da Portugal Telecom (PT) estão a originar milhares de queixas nos últimos meses, noticia o Público este domingo. Em causa está a forma como a empresa comercializa o serviço pelo telefone, levando os clientes a aderir ao prooduto sem se aperceber. A PT diz que o número de queixas é «residual» e que devolve o dinheiro a todos os clientes que reclamam.

As queixas estão a dar entrada junto das associaçõpes de defesa dos consumidores, do Istituto do Consumidor na Inspecção-Geral de Actividades Económicas e na Anacom. A larga maioria é apresentada à própria empresa, segundo aqual apenas 1% dos dois milhões de planos de preços activados desde 2003 foram alvo de queixas. A PT afirma ainda que devolve aos clientes o valor gasto nos planos de preços, através do depósito de um crédito de tráfego na conta telefónica.

Segundo as associações, a PT comercializa o serviço de forma «ilegal e abusiva dos direitos dos consumidores». Porque não existe qualquer garantia de que o consumidor aceitou o serviço, o qual representa uma alteração ao contrato inicial estabelecido com a operadora.

Fonte: Diário Digital

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CNE ANALISA CORREIO DA MANHÃ

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) vai analisar amanhã as notícias sobre a campanha eleitoral difundidas pela edição de hoje do “Correio da Manhã”, por considerar que podem configurar uma violação da lei eleitoral.

Em declarações à Lusa, Nuno Godinho de Matos, porta-voz da CNE, explicou que os dez elementos da comissão vão estar reunidos amanhã, para acompanhar o processo eleitoral, e "vão apreciar a situação e analisar o teor das notícias divulgadas pelo jornal".

Nas páginas interiores da sua edição de hoje, o diário relata o último dia de campanha eleitoral e apresenta, en topo de página, citações dos seis candidatos.

Na opinião de Nuno Godinho Matos, "as notícias meramente descritivas não violam a lei eleitoral, mas a reprodução de frases dos candidatos a apelarem ao voto já é proibido".

"Se as notícias forem meramente descritivas do que aconteceu sexta-feira poderá não haver violação da lei eleitoral, mas a reprodução de frases dos candidatos a apelarem ao voto em si próprios configura uma violação", considerou.

Segundo Nuno Matos, "esse tipo de frases não poderia ser transcrito hoje porque interfere no período de reflexão".

Outro elemento da CNE, não identificado pela Lusa, admitiu que a "matéria é controversa e que as notícias hoje publicadas podem não significar necessariamente uma violação da lei".

"Nos últimos 15 anos há uma prática pacificamente aceite de não se darem notícias de campanha no dia de reflexão e isso tornou-se quase num direito costumeiro", afirmou o membro da CNE e do Secretariado Técnico para o Processo Eleitoral (STAPE).

Segundo a mesma fonte, "apenas a divulgação de sondagens está expressamente proibida na véspera de qualquer eleição".

De acordo com o nº 1 do artigo 10º da Lei 10/2000 (referente ao regime jurídico da publicação ou difusão de sondagens e inquéritos de opinião) é “proibida a publicação e a difusão bem como o comentário, a análise e a projecção de resultados de qualquer sondagem ou inquérito de opinião (...) desde o final da campanha (...) até ao encerramento das urnas em todo o país”.

Fonte: Público on line

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APR CRITICA LEI

A Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR), pela voz do seu presidente, criticou anteontem a nova Lei da Música Nacional. José Faustino considera que a Lei, aprovada na véspera, apenas serve os propósitos da indústria fonográfica.

O presidente da APR, em declarações efectuadas no final do jantar de comemoração dos 20 anos da Rádio Condestável, de Cernache do Bonjardim, criticou o facto de o novo diploma contabilizar, para as quotas de música nacional, temas de autores estrangeiros que “veiculem a língua portuguesa” ou “representem uma contribuição para a cultura portuguesa”. “Ainda para mais, qualquer indivíduo de nacionalidade portuguesa que cante em inglês ou noutra língua estrangeira é considerado quota de música portuguesa”, acrescenta.

Faustino diz que, assim, “não se está a defender a música portuguesa”.

Fonte: Correio da Manhã

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JORNALISTA DETIDA EM BUCKINGHAM

Bethany Usher, do jornal britânico ‘News of the World’, foi ontem detida no Palácio de Buckingham por suspeita de falsificação de documentos.

Segundo a Scotland Yard, a repórter tinha como objectivo conseguir um emprego na residência oficial da rainha Isabel II.

A jornalista, de 25 anos, foi detida pela Brigada de Protecção Real e Diplomática no momento em que se apresentava para a entrevista de trabalho, sendo depois transferida para uma esquadra situada no centro de Londres, onde foi submetida a interrogatório. Usher foi colocada em liberdade mediante o pagamento de uma fiança.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 03:34 PM | Comentários (0)

ESCÂNDALO NA BBC

A estação de televisão britânica BBC desbaratou cerca de 52,5 milhões de euros em viagens e hotéis de luxo em 2005, anunciou o ‘Sunday Express’ na edição de ontem.

Os funcionários da grande estação gastaram, com autorização superior, cerca de 28,5 milhões de euros em viagens. Além disso, despenderam mais de 23 milhões em hotéis, ou seja, 64 mil euros por cada noite do ano de 2005.

O jornal inglês teve acesso às contas anuais da BBC precisamente quando o director-geral da estação, Mark Thompson, anunciou a necessidade de aumentar a taxa anual para cerca de 263 euros).

Um exemplo caricato da má gestão é o caso do jornalista George Alagiah, que voou para Jerusalém quando Ariel Sharon adoeceu. Alagiah acabou por entrevistar o correspondente da BBC no Médio Oriente, Jeremy Bowen, o que poderia ter feito nos estúdios em Londres.

Fonte: Correio da Manhã

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janeiro 21, 2006

"ANIBALZINHO" CONDENADO

‘Anibalzinho’ foi ontem condenado pelo Tribunal de Maputo a 29 anos, 11 meses e 25 dias de prisão. O juiz deu como provada a responsabilidade do réu na contratação da quadrilha que assassinou, em 2000, o jornalista moçambicano Carlos Cardoso.

Lucinda Cruz, advogada da família do jornalista assassinado, mostrou-se desagradada com o facto de o réu só ser expulso de Moçambique e extraditado para Portugal no fim da pena e recordou que Aníbal dos Santos Júnior, mais conhecido por ‘Anibalzinho’, já se evadiu da prisão de máxima segurança de Maputo em duas ocasiões.

‘Anibalzinho’, que recebeu 62 mil euros pela contratação dos assassinos, foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 480 mil euros aos herdeiros de Carlos Cardoso e 51 mil euros ao motorista que conduzia o jornalista na altura do assassinato. Cardoso, recorde-se, investigava o desaparecimento de 11,5 milhões de euros do Banco Central de Moçambique.

Fonte: Correio da Manhã

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REGIÃO DE TURISMO APOIA TELE 7

O Algarve está disposto a apoiar o Tele 7. A Região de Turismo, por exemplo, já se disponibilizou para atrair investimentos para o canal de televisão que o jornalista Paulo Lavadinho quer criar.

Macário Correia, presidente da Junta Metropolitana algarvia, mostra-se favorável à criação de um canal regional de televisão. “A afirmação do Algarve passa por projectos desta natureza. Queremos ter presença no mundo da Comunicação e é bom que o mercado funcione”, realça o político.

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), Hélder Martins, classifica o projecto de “louvável”, especialmente em termos culturais e informativos. A RTA pode apoiá-lo, nomeadamente “atraindo investimentos e informando a população. É uma questão complexa, mas pode beneficiar a região”, disse Hélder Martins ao CM.

Paulo Lavadinho, ex-jornalista da RTP, pretende avançar com o projecto em 2007, articulando o prazo com a implementação da Televisão Digital Terrestre.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 12:01 PM | Comentários (0)

SEMANÁRIO NOVO

José António Saraiva lançará, este ano, um semanário fora do universo da Impresa. Francisco Pinto Balsemão, ainda seu patrão, poderá, inclusive, ser accionista do novo projecto, que integrará os jornalistas José António Lima e Mário Ramires, á desligados há algum tempo do ‘Expresso’, jornal dirigido pelo arquitecto até final de 2005.

O projecto de José António Saraiva, apurou o CM, já tem investidores e está delineado. O estudo financeiro e o plano editorial, segundo as nossas fontes, já foram realizados.

O antigo director-adjunto de o ‘Expresso’, José António Lima, que deixou recentemente o jornal, bem como Mário Ramires – era o editor principal do primeiro caderno do semanário – integrarão, para lá, claro, de José António Saraiva, a estrutura dirigente do novo órgão de Informação. Ramires, recorde-se, saiu da publicação detida pelo Grupo Impresa antes de Lima. O seu nome fora sugerido por Saraiva para integrar a direcção de Henrique Monteiro, mas este fez outras opções.

José António Saraiva – apenas confirma a pretensão de lançar uma publicação semanal, rejeitando outro tipo de explicações adicionais – e a sua equipa ainda não escolheram nome para o jornal. O CM sabe, porém, que têm várias hipóteses em carteira e que, brevemente, o título poderá estar encontrado.

A data de lançamento do jornal também ainda não foi definida. Mas, segundo as nossas fontes, antes ou no final do Verão, no pior cenário, estará nas bancas.

Uma das grandes curiosidades do projecto prende-se com o nome de Francisco Pinto Balsemão, presidente do Grupo Impresa, ao qual ainda está ligado o arquitecto Saraiva. Balsemão poderá ser... um dos accionistas do novo semanário. Os contactos com investidores já se efectuaram, mas o processo de adesão ainda não está fechado. A hipótese de o empresário da Comunicação Social ser um deles parece remota.

O semanário, de acordo com as nossas fontes, não ficará ligado a qualquer grupo de Comunicação Social. Por outro lado, na Redacção de o ‘Expresso’ aguarda-se, claro, com expectativa a política de contratações de José António Saraiva.

Fonte: Correio da Manhã

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21 DE JANEIRO DE 1988

O Parlamento aprovava a Lei de Radiodifusão, conhecida como a Lei da Rádio, que veio abrir o espectro a emissoras privadas, regionais e locais.

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janeiro 20, 2006

DESCONVOCADA GREVE NA RTP

Os sindicatos que representam os trabalhadores de telecomunicações e audiovisual do grupo RTP desconvocaram esta sexta-feira a greve à prestação de trabalho suplementar, retomando terça-feira nova ronda negocial com a administração, disse à Lusa o sindicalista Rogério Martins.

«O STT e a administração da RTP acordaram quanto ao início para a próxima semana, terça-feira, de uma nova ronda de negociações tendente à resolução de problemas ainda pendentes, quer no STT, quer no SINTTAV», refere um ofício do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT), ao qual a Lusa teve acesso.

O ofício acrescenta que os sindicatos decidiram desconvocar a greve à prestação de trabalho suplementar, incluindo em dias de folga semanal e feriados, por tempo indeterminado, conforme pré-aviso de 21 de Dezembro.

A greve cessará os seus efeitos às 24:00 de hoje, disse à Lusa Rogério Martins.

Desde o dia 30 de Dezembro do ano passado que os trabalhadores do Departamento de Supervisão de Emissão, do Serviço de Manutenção de Estúdios e Emissão, do Serviço de Comunicações Móveis e do Serviço do Centro Nacional de Coordenação Técnica da RTP se encontram em greve.

Os cerca de 100 trabalhadores dos quatro sectores são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) e pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV).

«No dia 9 de Janeiro, e tendo em vista criar condições para o prosseguimento das negociações, embora noutros moldes, o STT alertou a empresa para a necessidade de se evitar situações de hostilização permanente a um dos sindicatos mais representativos e interessado em encontrar plataformas de entendimento que permitam a estabilidade social e o funcionamento eficaz da RTP», sublinha o mesmo documento.

Segundo os sindicatos, o conselho de administração do operador público reafirmou na altura ter disponibilidade negocial, realçando, no entanto, que se sentia prejudicada pela existência de um processo de greve decretada por tempo indeterminado.

«O STT (...) considerou que era chegado o momento de alterar o rumo do processo negocial e apelar à participação ainda mais forte dos trabalhadores envolvidos, propondo, no entanto, que a greve fosse desconvocada sob o compromisso, por parte da empresa, de se reiniciarem as negociações», conclui o ofício.

O STT e SINTTAV convocaram uma greve sectorial de quatro dias entre 30 de Dezembro passado e 2 de Janeiro no grupo público contra a «suspensão unilateral» pela administração do acordo de empresa.

Fonte: Lusa

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A LER (91)

A Identidade Da Televisão, por Carla Martins, no Clube de Jornalistas
Da Glaciação À Oligopolização, por J. M. Nobre Correia, idem.
Jornalismo Económico Em Tempo De Concentração, por Helena Garrido, idem.
A Guerra E Os Media No Olhar De Santos Pereira, por Telmo Gonçalves, idem.
Desemprego: Jornalistas Na Corda Bamba, por Vanda Ferreira, idem.
O Impacto Da Propriedade Dos Media No Jornalismo Português, por António José Teixeira, idem.

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BALDING DEMITIU-SE

O director-geral da cadeia pública de rádio e televisão Australian Broadcasting Corporation (ABC), Russell Balding, demitiu-se para ocupar a direcção do Sydney Airports Corporation, uma empresa que gere o aeroporto da cidade australiana.

O presidente da ABC, Donald McDonald, emitiu um comunicado para anunciar a decisão de Balding, que trabalha na empresa há 10 anos e da qual é director desde 2001.A demissão será efectiva em Março.

«A ABC lamenta que Rusell Balding tenha decidido deixar a empresa um ano antes da conclusão do seu contrato, porém entendemos que quer aproveitar a atractiva oportunidade que lhe foi oferecida», diz McDonald no comunicado.

Desconhece-se até ao momento quem irá substituir Balding na direcção da ABC.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 03:13 PM | Comentários (0)

REUTERS FINANCIA INSTITUTO

A Fundação Reuters vai financiar um novo instituto de jornalismo. O Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, que receberá o apoio durante cinco anos, está sedeado na Universidade de Oxford e tem como objectivo desenvolver um centro fiável de pesquisa e análise de dados noticiosos. O Instituto beneficiará da relação privilegiada entre a Oxford e a Fundação, que disponibiliza 1,75 milhões de libras (2,5 milhões de euros).

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 11:52 AM | Comentários (0)

LOCUTOR MORTO A TIRO

Um locutor de rádio foi morto a tiro esta sexta-feira na província filipina de Zamboanga do Sul, informou a Polícia local.

Desconhecidos armados dispararam contra Rolly Canete esta manhã quando o jornalista viajava de moto na cidade de Pagadian, 840 km a sudeste de Manila. A polícia está a investigar um possível motivo político na morte de Canete, que era o porta-voz do congressista Antonio Cerilles e da sua esposa e governadora provincial, Aurora.

O assassínio de Canete é o último de uma série de atentados contra os jornalistas nas Filipinas, onde 73 jornalistas foram assassinados desde o restabelecimento da democracia em 1986.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 11:50 AM | Comentários (0)

"DD" LIDERA

Em Dezembro, o Diário Digital foi consultado por 163 mil utilizadores únicos a partir de casa, mais 12 mil do que no mês anterior, sendo o quarto jornal online com mais leitores, revelam os dados do Netpanel da Marktest. Com este resultado, o Diário Digital lidera o segmento de jornais com edição exclusiva na Net.

A edição online do Público, com 262 mil utilizadores únicos, é o meio com mais leitores, seguido de o Record online com 229 mil e A Bola com 219 mil. O Expresso online desaparece do top 5 de utilizadores face aos dados de Novembro, entrando para o seu lugar o jornal O Jogo online, com 156 mil utilizadores.

Em páginas visitadas, A Bola online lidera, com 11,7 milhões de pageviews.

No mês passado, foram 758 mil os portugueses com quatro ou mais anos que acederam a sites de informação a partir de casa, mais 6,5% de utilizadores únicos do que em Novembro e mais 24,1% do que no mês homólogo de 2004. Este número representa 56,2% dos internautas desse período.

O total de páginas visitadas nestes sites esteve perto dos 45 milhões, 16,3% acima do valor registado em Novembro e 14,6% superior ao observado em Dezembro do ano passado.

O tempo total de navegação, que ultrapassou as 675 mil horas, cresceu 23,8% face a Novembro e 11,8% relativamente a Dezembro do ano anterior.

Fonte: Diário Digital

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TV'S DEVEM RECEBER O MESMO PELOS TEMPOS DE ANTENA

Ministro Augusto Santos Silva quer que as remunerações às televisões pela emissão dos direitos de antena dos candidatos à presidência da República sejam mais equilibradas do que o decidido pela Comissão Arbitral.

Esta Comissão, que é composta por dois representantes do Estado, um do STAPE, um da Inspecção-Geral de Finanças e um de cada uma das estações de rádio ou de televisão, deliberou o pagamento total às televisões de 2.296.016 euros, sendo 1.077.310 euros para a SIC, 1.167.085 para a TVI e 51.621 euros para a RTP, revelou ao DN o gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, com a tutela da comunicação social.

Por seu lado, Andrade Pereira, director-geral do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE), explicou ao DN que o "ministro, que devia homologar a decisão da Comissão, não o fez por entender que esta padecia de certos vícios formais". E adianta que "o ministro considerou que a decisão que saiu da maioria dos elementos da Comissão Arbitral ia no sentido de uma repartição desequilibrada em relação ao costume". Sobretudo, porque, "desta vez, a remuneração da RTP ficaria desequilibrada", disse. A versão é confirmada pelo gabinete de Santos Silva, que alerta, no entanto, que as obrigações de direito de antena eleitoral inscritas na lei "têm como destinatários todos os operadores de televisão indistintamente, não obtendo a RTP, fora deste quadro legal e enquanto operador público, qualquer financiamento específico pelo respectivo cumprimento". Porém, o mesmo gabinete não se pronunciou sobre a proposta que o responsável da tutela terá feito à Comissão, no sentido do pagamento de 700 mil euros a cada uma das três estações de televisão, segundo apurou o DN, traduzindo-se num corte de 300 mil euros para SIC e TVI, enquanto a RTP veria a sua remuneração crescer 200 mil euros. No final das contas, o Governo ainda pouparia 400 mil euros.

Esta é uma situação que vai ao encontro de um desejo da estação estatal, uma vez que o seu administrador Gonçalo Reis, segundo soube o DN, terá invocado igual tratamento na remuneração de direitos de antena, face às concorrentes, independentemente de se tratar de um operador de serviço público.

Ao DN, Gonçalo Reis disse apenas que "o processo está a decorrer".

Para avaliar o assunto, realizou-se ontem uma reunião, onde estiveram todos os elementos da Comissão Arbitral, com excepção dos representantes das televisões privadas. O DN sabe que estes operadores fizeram saber antecipadamente que não estariam presentes, uma vez que discordam da revisão da deliberação. SIC e TVI não comentam o assunto.

O gabinete do ministro revelou ainda os valores a dar às rádios e homologados em 5 e 6 de Janeiro 409.602 euros para a Renascença, 180.622 para a Comercial e 144.876 para a Radiodifusão Portuguesa e 26,63 euros/minuto de emissão para as rádios regionais.

Fonte: Diário de Notícias

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janeiro 19, 2006

MILÍCIAS ASSALTAM EMISSORAS

Centenas de membros das milícias pró-governamentais “Jeunes Patriotes” tomaram de assalto as estações de rádio e televisão da Radiodiffusion Télévision Ivoirienne (RTI) a 18 de Janeiro, em protesto contra a presença de militares da França e das Nações Unidas no país.

As milícias leais ao presidente Laurent Gbagbo conseguiram entrar nas instalações das emissoras apesar da presença de forças de segurança, que segundo algumas fontes locais não fizeram qualquer esforço para as repelir. Os amotinados apelaram à população para que se concentrasse em locais específicos para protestar contra a França e as Nações Unidas.

Além das emissoras estatais, os milicianos entraram na Radio Tchrato-Daloa, uma estação comunitária, cujo equipamento foi saqueado e partido por a estação se recusar a transmitir mensagens de ataque às instalações da ONU em Daloa.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas

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JORNALISTA POLACO LIBERTADO

O jornalista Andrzej Marek, do semanário regional “Wiesci Polickie”, foi libertado a 18 de Janeiro, depois do Tribunal Constitucional polaco ter decidido suspender a implementação da sua pena por difamação.

Esta decisão foi saudada pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que espera que “daqui em diante a Polónia se comporte de uma forma mais conducente à liberdade de expressão”.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas

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MICROSOFT CENSURA BLOGUE

A Microsoft encerrou o blog “An Ti”, do jornalista chinês Zhao Jing, que trabalha para o “New York Times”, por este abordar assuntos politicamente sensíveis na China, denunciou a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), que já escreveu uma carta de protesto a Bill Gates, dono da empresa de tecnologia.

Brooke Richardson, gestora de produto da divisão MSN online da Microsoft, alega que o blog foi encerrado porque “quando operamos em mercados de todo o mundo, temos de garantir que o nosso serviço cumpre as regras globais, bem como as leis e normas locais”, o que poderá explicar o motivo pelo qual o serviço de blogs da Microsoft na China proíbe o uso de palavras como “democracia” e “direitos humanos”.

“A FIJ acredita que as empresas, embora obedecendo a leis locais, devem também tomar uma posição em prol dos indivíduos. A Microsoft deveria proteger e defender o direito de Zhao Jing à liberdade de expressão”, disse o presidente da organização, Christopher Warren, sublinhando que os artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos têm prioridade sobre o poder de cada Estado.

Recordando o caso da Yahoo Inc – que forneceu informação pessoal sobre um dos seus clientes, o que levou à condenação de um repórter chinês –, Christopher Warren lamenta que a Microsoft também tenha sido cúmplice de um acto de silenciamento de informação, ao encerrar um blog que dava conta de assuntos como as relações da China com Taiwan ou a recente greve histórica de 100 jornalistas no “Beijing News”.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas

Publicado por estaccs às 10:45 PM | Comentários (0)

TVI ULTRAPASSA LIMITE LEGAL DA PUBLICIDADE

A TVI foi o único canal generalista a ultrapassar, em 2005, os limites da publicidade estipulados na lei da televisão, de 20% do espaço total de emissão. A estação dirigida por José Eduardo Moniz foi ainda a única a aumentar o espaço de transmissão publicitária face a 2004. A TVI dedicou 24,2% do seu tempo de emissão a anúncios, mais 1,6 pontos percentuais do que no ano anterior.

A estação pode ser punida com uma coima que vai desde 20 mil a 150 mil euros.

De acordo com a lei da televisão, a estação pode ser punida com uma coima que vai desde 20 mil euros a 150 mil euros. Contactada pelo DE, a TVI não comenta estes valores. Já em 2004, a estação tinha ultrapassado o limite, com 22,6%, ano em que a SIC também excedeu, com 20,7%. Em 2005, a estação de Carnaxide fixou-se nos 19,9%, um decréscimo de 0,8 pontos face a 2004.

A RTP1 também baixou o tempo dedicado à publicidade, uma quebra de 3,8 pontos percentuais para os 15,3% devido, essencialmente, à descida do espaço dedicado às telecompras registada nos meses de Agosto, Setembro e Outubro. Na 2: os valores desceram de 13,8% para 1,2%, devido também à estação ter deixado de emitir espaço dedicado às telecompras.

Já no que se refere às autopromoções – tempo que as estações dedicam à sua própria promoção – a SIC foi o canal que mais tempo despendeu, com 4%, mais 3,5 pontos do que em 2004. A RTP1 aumentou em 2,8 pontos para 3%. Já a TVI e a 2: diminuíram o tempo de emissão das autopromoções, para 2,7% e 2,1%, respectivamente.

Canais espanhóis reduzem a publicidade

Todos os canais de televisão espanhóis emitiram em 2005 menos publicidade face a 2004, segundo os dados da Media Planning. A Antena 3 foi a estação que mais tempo dedicou aos ‘spots’, com 16,9%, uma décima a menos que em 2004. Esta percentagem é, no entanto, muito inferior à dos canais portugueses, onde a TVI dedicou 24,2% do tempo de emissão a anúncios, e a SIC 19,9%. A Telecinco reservou 16,4% da sua emissão para a publicidade, duas décimas a menos que no ano anterior. Em relação à TVI, a primeira estação dedicou 14% do seu tempo, e a La 2 10,7%, com decréscimos de três e sete décimas respectivamente. Finalmente a Cuatro, pertencente ao grupo Prisa, e que começou as emissões a 4 de Novembro, dedicou 7.6% da sua programação em publicidade. A TVE foi, no entanto, a estação que mais autopromoções fez, seguida da Antena 3.

Fonte: Diário Económico

Publicado por estaccs às 10:30 PM | Comentários (0)

LEI DAS QUOTAS APROVADA

A lei da música nacional, que prevê quotas mínimas de música portuguesa nas rádios entre 25 e 40 por cento, foi hoje aprovada no Parlamento por todos os partidos excepto o PSD que se absteve.

PS, CDS-PP, PCP, Bloco de Esquerda e Partido dos Verdes aprovaram a proposta, enquanto o PSD preferiu abster-se. Os três deputados do PPM eleitos nas listas do PSD - Nuno da Câmara Pereira, Miguel Pignatelli Queiroz e Pedro Quartine Graça - foram também favoráveis à aprovação da proposta legislativa.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por estaccs às 08:15 PM | Comentários (1)

INVESTIGAÇÃO NÃO ESTÁ PRONTA

O Procurador-geral da República voltou ao Palácio de Belém esta quinta-feira, seis dias depois do presidente Jorge Sampaio ter pedido que as averiguações acerca dos registos telefónicos incluídos no processo Casa Pia estivessem «concluídas a curtíssimo prazo».

No final da audiência, realizada a pedido do PGR, Souto Moura indicou que aquelas averiguações ainda não estavam concluídas.
«Vim apresentar ao Presidente da República um conjunto de elementos que já tenho relativamente à investigação (...) A investigação vai continuar», disse Souto Moura.

A audiência durou cerca de 25 minutos e, segundo fonte do Palácio de Belém, não está prevista qualquer declaração de Jorge Sampaio acerca do encontro com Souto Moura.

O presidente da República chamou o PGR ao Palácio de Belém na passada sexta-feira de manhã, depois do jornal 24 Horas ter anunciado a existência no processo Casa Pia de registos telefónicos de altas figuras do Estado.

Horas depois, a PGR garantiu que a notícia era «falsa», mas ao início da noite o Presidente da República fez uma comunicação ao País afirmando que «a natureza e o conteúdo dos factos noticiados permitem e exigem que essas averiguações estejam ultimadas a curtíssimo prazo».

«Independentemente da responsabilidade disciplinar e criminal a que, concluídas as urgentes averiguações em curso, possa haver lugar pelos factos hoje noticiados, também delas tirarei, se for o caso, as adequadas consequências no exercício das minhas competências constitucionais», avisou o Presidente da República.

A audiência de hoje no Palácio de Belém ocorreu um dia antes de Souto Moura ser ouvido no Parlamento.

O PGR é nomeado pelo Presidente da República, por proposta do governo.

Fonte: Lusa

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CHINA FECHA JORNAIS E REVISTAS

A China encerrou 79 jornais e 169 revistas em 2005 no âmbito da sua campanha para «purificar» o mercado cultural e acabar com a pornografia e a pirataria, segundo dados oficiais divulgados pela imprensa local esta quinta-feira.

Além disso, foram fechadas 17 linhas de produção de discos piratas e proibidos 50 softwares para jogos digitais, declarou o director do Departamento de Publicidade do Comité Central do Partido Comunista da China (PCCh), Liu Yunshan.

As organizações de direitos humanos consideram, no entanto, que a campanha foi uma desculpa para aumentar a pressão sobre os meios de comunicação independentes.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 06:48 PM | Comentários (0)

AL-JAZEERA NO ZIMBABWE

A cadeia de televisão árabe Al-Jazeera está a estudar a possibilidade de abrir uma delegação no Zimbabué, um país onde as leis dificultam sobremaneira o estabelecimento de empresas jornalísticas estrangeiras, informaram esta quinta-feira órgãos de comunicação locais.

A Al-Jazeera esteve quarta-feira reunida com o ministro da Informação zimbabueano, Tichaona Jokonya, e outros representantes governamentais, para falar sobre a possibilidade da cadeia televisiva abrir uma delegação no país, disseram as mesmas fontes.

Na reunião, o director de Informação da Al-Jazeera, Steve Clarke, explicou que os países africanos não estão a receber a cobertura objectiva que merecem, porque as agências internacionais só se concentram nos conflitos, fome e doenças.

As autoridades zimbabueanas cobram uma importância monetária muito alta para o registo de órgãos de comunicação estrangeiros que pretendam estabelecer-se no país e só permitem a contratação de jornalistas locais devidamente acreditados pelo Governo.

A lei da imprensa zimbabuena tem sido constantemente atacada pelos órgãos comunicação social nacionais e internacionais, nomeadamente depois da expulsão do país de vários jornalistas estrangeiros.

Desde 2002, a Comissão Estatal de Informação e Meios de Comunicação do Zimbabué encerrou três jornais.

A Al-Jazeera tem delegações em vários países africanos, nomeadamente Nigéria, África do Sul, Quénia e Egipto.

Fonte: Lusa

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PAULO LAVADINHO QUER TV DO ALGARVE

O ex-jornalista da RTP, Paulo Lavadinho, actualmente director da produtora Tele 7, disse esta quinta-feira à agência Lusa que está a preparar um canal regional do Algarve que deverá começar a funcionar em 2007.

O novo canal, que terá programas e informação próprias, precisa apenas de uma plataforma de distribuição para avançar, sendo que o director já apresentou o projecto à TV Cabo.

«Tivemos algumas conversas com a TV Cabo, mas até agora a operadora não mostrou muito interesse», afirmou, admitindo estar a contar mais com a implantação da Televisão Digital Terrestre (TDT).

O projecto nasceu enquanto funcionava como jornalista da RTP na região do Algarve, o que, como adiantou, «permitiu perceber que a informação regional tinha muita procura e suscitava muito interesse por parte da população».

Daí à ideia de criar um canal dedicado aos temas da região «foi um pulo», até porque Paulo Lavadinho se deu conta que «Portugal é um dos pouquíssimos países da Europa que não tem canais regionais».

O facto de estar a preparar uma televisão para o Algarve não significa «uma restrição a um só território», sublinhou.

«Se for tecnicamente possível, tencionamos que o canal chegue também ao Alentejo», acrescentou.

Embora esteja aberto a parcerias para poder levar avante o projecto, o responsável rejeita a hipótese de incluir as câmaras municipais na estrutura accionista.

«Entendo que as câmaras municipais são fontes» de informação e não podem pertencer ao grupo de decisão, sob pena de «haver um conflito de interesses», explicou.

Para angariar receitas, Paulo Lavadinho prefere recorrer à tradicional publicidade ou «a outras formas de receita que a tecnologia vai permitindo».

Escusando-se a adiantar valores necessários à criação e manutenção do canal, o director do projecto garante que serão sempre «montantes razoáveis» até porque «nunca poderá ser um canal com programas originais que permitam emitir 24 horas».

Além disso, «como não estamos a pensar fazer uma RTP ou um canal generalista nacional», torna-se mais fácil usar «tecnologia hoje existente que permite fazer um canal com menos meios», concluiu.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 06:46 PM | Comentários (1)

QUEM VEM LÁ (ERC)

Os futuros membros da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) serão equiparados, em termos de vencimento, a dirigentes de institutos públicos. Por outras palavras, o presidente poderá ganhar entre 6415 e 3655 euros.

Para lá do ordenado, o presidente, bem como os restantes membros, os quatro já escolhidos anteontem, têm direito a despesas de representação, carro de serviço e telemóvel com um ‘plafond’ de valor variável. Os montantes não estão, contudo, determinados, pois ainda não se sabe qual a tabela escolhida. Na Função Pública, no que aos institutos diz respeito, há nove tabelas. Por isso, não se sabe exactamente quanto cada um dos membros do futuro órgão regulador irá ganhar.

Estrela Serrano, Luís Gonçalves da Silva (escolhidos pelo PS), Rui Assis Ferreira e Elísio Cabral de Oliveira (indicados pelo PSD), os quatros nomes já conhecidos e que terão de eleger uma quinta personalidade, ainda não sabem quanto vão ganhar, pois um deles será presidente, um outro ‘vice’ e os restantes vogais. Sabe-se, isso sim, que o presidente de um instituto ganha, na melhor das hipóteses, 4752 euros, mais 1663 de despesas de representação, o que, somado, dá 6415 euros, além, claro, do carro de serviço e telemóvel.

O deputado socialista Arons de Carvalho reconhece que, “para a importância da função que [os membros da ERC] têm, não é um grande salário. Há entidades reguladoras com salários muito bons, mas os da Comunicação Social vão ter ordenados mais baixos”, disse ao CM. Por sua vez, Estrela Serrano, contactada pelo nosso jornal sobre o valor dos vencimentos, não quis se pronunciar, argumentando desconhecer o quantitativo exacto. De resto, a professora de Jornalismo frisa que não falará sobre a ERC enquanto a Assembleia da República não encerrar o processo.

Voltando ao ordenado do presidente. O seu vencimento poderá ser enquadrado na tabela mínima. Nesse caso receberá 2812 euros de vencimento e 843 de despesas de representação, o que se traduz num total de 3655, mais, claro, as outras regalias: carro de serviço e telefone.

Os futuros membros da ERC irão, em princípio, funcionar nas instalações onde está sediada a Alta Autoridade para a Comunicação Social, em Lisboa, bastante próximo do Parlamento. “Pelo menos, transitoriamente”, garantiram-nos algumas das fontes envolvidas no processo.

A escolha dos quatro membros da futura entidade reguladora, recorde-se, ficou definida mais tarde do que era estimado. Convém, porém, lembrar que o processo não se iniciou em Dezembro e que não foi fácil. “Houve divergências, mas acabou por se reunir um naipe interessante”, garantiu ao CM um parlamentarista.

TUDO PRONTO ATÉ DIA 15

Tudo se conjuga para que o novo órgão regulador esteja a funcionar em pleno até meados de Fevereiro, altura em que expira o prazo de deferimento tácito das licenças de televisão à SIC e TVI. Por isso, até lá, o processo, admite-se no Parlamento, será célere. Os quatro membros serão ouvidos pelos deputados e terão de reunir dois terços dos votos para serem eleitos. Concluída essa fase, os quatros escolherão um quinto elemento, decidindo depois qual será o presidente.

PERFIS

ESTRELA SERRANO

Foi jornalista, da RTP e da RDP, e assessora, em dois mandatos, de Mário Soares em Belém. A antiga provedora dos leitores do ‘Diário de Notícias’ é professora de Jornalismo.

RUI ASSIS FERREIRA

O antigo administrador da RTP presidiu ao Instituto da Comunicação Social e integrou a Alta Autoridade para a Comunicação Social em duas fases distintas, tendo chegado à vice-presidência.

ELÍSIO OLIVEIRA

O antigo director da RTP Porto e da FOCO, produtora ligada

à estação estatal, presidiu, até há pouco tempo, ao Instituto de Cinema e Audiovisual e Multimédia. Foi professor do Ensino Superior.

LUÍS SILVA

É docente de Direito, autor de várias obras nas áreas do Direito do Trabalho, Administrativo, Constitucional e Arrendamento, e colunista do ‘Diário Económico’.

VENCIMENTO

Valores entre 4752 e 2812 €; Telemóvel; Carro de serviço; Despesas representação: Valores entre 1663 e 843 €

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 10:06 AM | Comentários (0)

LEI DA RÁDIO VOTADA HOJE

A nova Lei da Rádio, que define uma quota mínima de 25% a 40% para a transmissão de música portuguesa, deverá ser aprovada esta quinta-feira na Assembleia da República.

Publicado por estaccs às 09:29 AM | Comentários (0)

janeiro 18, 2006

PGR NÂO FALA ATÉ SEXTA

Souto Moura não fará qualquer declaração pública até ser ouvido sexta-feira no Parlamento, assegurou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).

«O senhor Procurador-Geral da República podendo, embora, estar na posse de alguns elementos resultantes da investigação em curso, nunca os tornaria públicos, antecipando-se ao conhecimento que deles quer dar à Assembleia da República», precisou o Gabinete de Imprensa da Procuradoria.

O inquérito instaurado pela PGR sobre a existência no processo Casa Pia do registo de telefonemas de titulares de vários órgãos de soberania «ainda não estará concluído até sexta-feira, mas já haverá dados suficientes para debater o assunto», revelou o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Osvaldo Castro.

Não foram adiantados pormenores sobre a eventualidade de, antes de ir ao Parlamento, Souto Moura ser recebido novamente em audiência pelo Presidente da República.

Fonte: Expresso on line

Publicado por estaccs às 07:24 PM | Comentários (0)

AACS APROVA WEMANS

A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) aprovou terça-feira, por unanimidade, a nomeação de Jorge Wemans para o cargo de director de serviço de programas do canal 2:, anunciou esta quarta-feira a entidade, em comunicado.

No comunicado, o órgão regulador manifestou igualmente a esperança «de que a anunciada alteração da Lei da Televisão não comprometa a vocação do canal», bem como defendeu que a RTP terá de cumprir «rigorosamente» as normas legais no que diz respeito à destituição de directores que tenham a seu cargo áreas de programação e informação.

Contactado pela agência Lusa, Jorge Wemans afirmou «registar com agrado o facto da Alta Autoridade ter aprovado por unanimidade» a sua nomeação, escusando-se, no entanto, a adiantar pormenores sobre o seu projecto para o canal.

Jorge Wemans substitui na direcção do canal da televisão pública Manuel Falcão, que pediu a demissão a 30 de Setembro passado devido às alterações previstas para o projecto da estação.

Diplomado pela Escola Superior de Jornalismo de Paris, Wemans foi subdirector do semanário Expresso, esteve ligado à fundação do jornal Público, no qual foi director-adjunto, e foi director de informação da agência Lusa.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 05:02 PM | Comentários (0)

ERC ANDA A 2 DE FEVEREIRO

Os membros da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) serão eleitos pela Assembleia da República no dia 2 de Fevereiro.

O PS e o PSD anunciaram ontem uma lista conjunta de candidatos ao conselho regulador da entidade que irá substituir a actual Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS). Estrela Serrano, Elísio Cabral de Oliveira, Rui Assis Ferreira e Luís Gonçalves da Silva são os quatro nomes propostos. Falta conhecer o quinto elemento, que será cooptado (escolhido) pelos membros eleitos até cinco dias depois da eleição.

De acordo com a lei 53/2005 que cria a ERC, os candidatos deverão ser ouvidos em audição pública na 1.ª Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias até cinco dias antes da eleição, na Assembleia da República.

Osvaldo Castro, deputado do PS e presidente da 1.ª Comissão, disse ao Diário de Notícias que vai propor "que a audição da lista que já existe, subscrita pelo PS e PSD, ocorra na próxima semana entre segunda e quinta-feira, em data a marcar amanhã [hoje]".

Depois de eleitos no Parlamento por maioria de dois terços, os membros da ERC tomam posse depois da publicação em Diário da Assembleia da República, o que deve acontecer nos cinco dias seguintes à eleição. O seu mandato é válido por cinco anos, não renovável. O conselho regulador é composto por um presidente, um vice-presidente e três vogais.

De acordo com a lei, a AACS "é extinta na data da posse dos membros do conselho regulador e do fiscal único da ERC".

O DN quis saber, junto da AACS, quais os passos seguintes na passagem de poder entre as duas entidades. Armando Torres Paulo, presidente da AACS, disse não poder dar qualquer explicação sobre o processo, porque a Assembleia ainda não "comunicou nada oficialmente". A AACS "merecia mais consideração, ainda é um órgão constitucional e a AR deveria ter outro comportamento", sublinhou.

"Renovação não será tácita"

A renovação das licenças da SIC e TVI é a questão mais urgente para o futuro regulador. Em função das datas apresentadas, Torres Paulo acredita que será já a ERC a tratar da renovação das licenças da SIC e TVI, cujo prazo termina em meados de Março, "a 12 ou a 22", adiantou. Torres Paulo garante mesmo que este processo não ficará por terminar "a renovação não será tácita, pelo menos por parte da AACS".

A Impresa (dona da SIC) pediu, a 8 de Dezembro último, ao Tribunal Administrativo e Fiscal o reconhecimento da renovação tácita da licença de televisão da SIC, por falta de resposta da AACS. A SIC entregou o pedido de renovação de licença a 31 de Maio.

Já a Media Capital, que detém a TVI, fez saber, dois dias depois, que considera a licença tacitamente renovada a interpretação do grupo foi "a de que o prazo para a resposta da AACS já decorreu, pelo que se pode concluir que a licença da TVI foi já renovada", disse na altura fonte da Media Capital ao DN. A TVI entregou o processo a 30 de Junho.

Competências

Assegurar o direito à informação e à liberdade de imprensa, zelar pelo pluralismo e a diversidade no sector da comunicação social e zelar pela independência dos meios de comunicação social perante os poderes económico e político são algumas das competências da ERC.

Fonte: Diário de Notícias

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PGR VAI SEXTA-FEIRA À AR

O procurador-geral da República, Souto Moura, vai na próxima sexta-feira ao Parlamento para ser ouvido na Comissão dos Assuntos Constitucionais acerca dos registos de chamadas telefónicas de altas figuras de Estado que constam no processo da Casa Pia, foi hoje anunciado.

O presidente daquela comissão, o deputado socialista Osvaldo Castro, afirmou que foi aceite a «sugestão» de José Souto Moura para ser ouvido naquele dia, depois de o procurador-geral ter mostrado indisponibilidade para comparecer antes na Assembleia da República.

Osvaldo Castro disse ter falado com o procurador-geral da Republica, sendo que este concordou ir ao Parlamento na sexta-feira às 14h30.

O inquérito instaurado pela Procuradoria-Geral da República sobre a existência no processo da Casa Pia do registo de telefonemas de altas figuras de Estado «ainda não estará concluído até sexta-feira, mas já haverá dados suficientes para debater o assunto», frisou também Osvaldo Castro.

O mesmo deputado indicou que o procurador voltará ao Parlamento na próxima terça-feira (dia 24), no âmbito das audições acerca da nova lei do Governo sobre a política criminal.

Osvaldo Castro falava no final de uma reunião, realizada hoje, da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias, onde deu a conhecer aos deputados um ofício do procurador-geral, no qual Souto Moura «manifesta indisponibilidade de ser ouvido [no Parlamento] antes de sexta-feira».

O parlamentar do PS disse que o procurador-geral «admite» fazer ainda hoje ou amanhã uma declaração pública sobre o caso do registo das chamadas telefónicas de várias personalidades, incluindo o Presidente da República, Jorge Sampaio, constantes no processo de abuso sexual de menores da Casa Pia de Lisboa e divulgadas na última sexta-feira pelo jornal «24 Horas».

Souto Moura terá ainda justificado não poder deslocar-se à Assembleia da República antes de sexta-feira por ter uma reunião do conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República na quinta-feira e por estar «muito envolvido no inquérito» que instaurou sobre a divulgação dos registos telefónicos, acrescentou Osvaldo Castro.

Embora os deputados dos vários partidos com assento naquela comissão tenham mostrado posições divergentes sobre a questão, após quase uma hora de reunião, acabaram por concordar com a sugestão do procurador-geral para ser ouvido na sexta-feira.

Fonte: Expresso on line

Publicado por estaccs às 12:43 PM | Comentários (1)

SAMPAIO CONDECORA BALSEMÃO

O Presidente Jorge Sampaio condecorou hoje Francisco Pinto Balsemão, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante.

Jorge Sampaio quis distinguir o contributo do presidente do Grupo Impresa no domínio da comunicação social e destacou, por isso, o papel do EXPRESSO, da SIC e da SIC Notícias. Sampaio referiu ainda a actividade política de Pinto Balsemão e o contributo que dá à democracia.


Na mesma cerimónia, foram também condecorados Murteira Nabo, bastonário da ordem dos economistas, e o empresário Rui Nabeiro.

Fonte: Expresso on line

Publicado por estaccs às 12:42 PM | Comentários (0)

CIBERPARCERIA

RTP e RDP celebraram uma parceria com o portal da Internet Ciberdúvidas no sentido de garantir aos seus jornalistas uma nova ferramenta de apoio à língua portuguesa.

A notícia surge na edição desta quarta-feira do jornal Diário de Notícias, que cita declarações do administrador da RTP, Luís Marques, segundo as quais o serviço «para as áreas de informação da RTP e RDP consubstancia uma vontade de contribuir para a defesa e boa divulgação da língua portuguesa».
Já Mário Costa, do Ciberdúvidas, enfatizou, também ao DN, que «a televisão e a rádio públicas devem ser um padrão da língua portuguesa».

Disponível através da Intranet da RTP, o serviço permitirá aos jornalistas colocar qualquer questão sobre língua portuguesa através de telefone ou e-mail.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 12:41 PM | Comentários (0)

TRIBUNAL DE CONTAS SATISFEITO COM RTP

O Tribunal de Contas (TC) está satisfeito com o desempenho da RTP, revela o Diário Económico citando declarações de Almerindo Marques, presidente do Conselho de Administração da televisão pública.

Na edição desta quarta-feira, o jornal cita o TC num balanço às 15 recomendações feitas em 2002 à empresa pública de comunicação social.
No relatório, «constata-se que em 2005, que foram globalmente acolhidas» as sugestões de há quatro anos, entre as quais se incluiam medidas de restruturação financeira (redução de custos e de pessoal).

No entanto, o TC dá seis meses à RTP para apresentar medidas que melhorem o serviço público, «ainda com algumas falhas», cita o artigo.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 12:40 PM | Comentários (0)

"FT" PAGA 438.225 EUROS A GRUPO FINANCEIRO

O Financial Times, propiedade do Grupo Pearson, perdeu uma das batalhas mais importantes da história da imprensa britânica. Após um acordo entre as partes, o diário vai pagar 300.000 libras - 438.225 euros - por danos provocados ao grupo financeiro Collins Stewart Tullet por causa de uma informação publicada pelo FT.

O FT fica ainda obrigado a pagar 2,2 milhões de libras (3,2 milhões de euros) pelos custos do processo, que se prolongou por dois anos e meio.

O jornal terá ainda que publicar um «pedido de desculpas formal» na primeira página da sua secção «Companies & Markets».

O processo foi instaurado pela Collins Stewart depois de o FT ter publicado quatro artigos em Agosto de 2003. Neles recolhia o testemunho de um antigo funcionário da empresa, James Middleweek, que acusou o grupo de certas irregularidades no decurso de uma negociação laboral.

A empresa acusou o jornal de fazer uma cobertura difamatória e danosa das acusações de Middleweek e de praticar um jornalismo «profundamente irresponsável».

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 11:14 AM | Comentários (0)

janeiro 17, 2006

A LER (90)

A Força da Comunicação Social, por Miguel Félix António, no Democracia Liberal.

Publicado por estaccs às 02:54 PM | Comentários (0)

17 DE JANEIRO DE 1921

Os jornalistas portugueses entravem em greve pela primeira vez.

Publicado por estaccs às 10:07 AM | Comentários (0)

NA IMPALA COLABORADORES NÃO RECEBEM

Um grupo de colaboradores da editora Impala (proprietária de titulos como Nova Gente, TV 7 Dias ou Maria) no Brasil está sem receber desde Maio de 2005, o que está a provocar alguma revolta nas redacções da empresa de Jacques Rodrigues no Rio de Janeiro e São Paulo.

O Diário de Notícias confrontou o director-geral de publicações do Grupo Impala, Ventura Martins com este assunto, mas este escusou-se a fazer qualquer comentário, alegando tratar-se de "assuntos administrativos". Já a administradora do grupo Impala Paula Rodrigues referiu-se ao caso dizendo apenas que "é tudo mentira. A Impala não deve dinheiro a colaboradores nenhuns no Brasil", sublinhou.

No entanto, a produtora Constança Fontes, 34 anos, que trabalha como colaboradora para o grupo desde 2003, revela ao Diário de Notícias que a empresa lhe deve cerca de quatro mil reais (1459 euros). "Desde Outubro que não recebo qualquer pagamento. Chamaram-me em Dezembro, para lhes fazer uma produção com o Alexandre Frota. Ficaram de me pagar em dinheiro, porque avisei que não estaria interessada de outra forma. Disse-lhes que ia casar-me a 18 de Janeiro e precisava desse pagamento." Mas, segundo adianta, nem esse argumento demoveu os responsáveis. "Puseram 400 reais na minha conta, não me atendem o telefone, nem querem falar comigo", salienta.

Constança Fontes tem feito produções regulares para entrevistas e reportagens que envolvem actores e actrizes das novelas que passam nas televisões portuguesas, o tipo de abordagem regular nas revistas de Jacques Rodrigues. "Sou eu que visto os actores que posam nas fotos. Vou às lojas e escolho a roupa mais indicada", explica a produtora que adianta haver mais colaboradores a reclamar as dívidas. "Serão uns sete ou oito no total, desde produtores a maquilhadores, gente que torna possíveis aquelas sessões de fotografias que vocês vêem aí em Portugal". Ultimamente, especifica, estes colaboradores têm recebido pagamentos mensais de 250 reais (90 euros).

Nem sempre foi assim. Constança Fontes lembra que de início "era óptimo, eles chamavam-me, fazia a minha produção e passados 30 dias tinha o dinheiro. Agora isso não acontece mais".

Também produtora do caderno da zona Sul do jornal O Globo, Constança Fontes, com 13 anos de produção, foi convidada para trabalhar para o Grupo Impala no Brasil a partir da editora de moda Lu Catoira do Rio de Janeiro. "Estou chocada. Acho que o que está a acontecer é triste. Se o grupo Impala tem dinheiro em Portugal, porque está a fazer isso à gente que aqui no Brasil já tem a vida tão difícil?"

O Diário de Notícias sabe que as dificuldades se estendem às redacções do Rio de Janeiro e São Paulo e envolvem cerca de 20 pessoas. Um dos jornalistas que não se quer identificar disse que os redactores e repórteres fotográficos e outros funcionários das duas delegações estão com um mês de salários em atraso.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 10:06 AM | Comentários (0)

TEERÃO RECUA

A cadeia de televisão norte-americana CNN foi de novo autorizada no Irão, depois de ter apresentado desculpas por um erro de tradução que atribuiu ao presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, a intenção de possuir a bomba atómica.

«Tendo em conta as desculpas apresentadas pela cadeia de televisão, solicitamos que ela seja autorizada a retomar as suas actividades», escreveu Mahmud Ahmadinejad numa mensagem ao ministro da Cultura, que horas antes tinha decidido proibir a difusão e actividades da CNN no país.

A proibição fora decidida depois de, durante uma conferência de imprensa de Ahmadinejad, transmitida em directo pela CNN, a intérprete ter afirmado, citando o líder iraniano: «Acreditamos que todas as nações devem ser autorizadas a possuir armas nucleares».

O Ministério da Cultura iraniano esclareceu que o presidente, que falou em persa, utilizou uma palavra que significa «tecnologia» e não «arma».

Em Atlanta, Geórgia, a CNN apresentou desculpas pelo erro de tradução, sublinhando que divulgou a correcção em todas as emissões internas e internacionais.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 09:55 AM | Comentários (0)

A MEU VER

O livro de fotografias "A Meu Ver", do jornalista Carlos Pinto Coelho, é hoje lançado em Lisboa, com apresentação de José Carlos de Vasconcelos, editor do Jornal de Letras, e do fotógrafo António Homem Cardoso.

O livro reúne dezenas de fotos captadas em países da Europa, África, Ásia e América, tem prefácio do fotógrafo Gérard Castello- Lopes, direcção gráfica de Armando Alves e é editado pela Asa.

José Saramago, Sérgio Godinho e Miguel Sousa Tavares estão entre as 175 figuras da vida pública portuguesa (escritores, actores, realizadores, cartoonistas e artistas plásticos, fotógrafos, jornalistas e políticos) que escreveram textos para as imagens.

Para a sessão de apresentação, no Pestana Palace Hotel, está prevista uma leitura de textos pelos actores Carmen Dolores e Luís Lucas e actuações do compositor Amílcar Vasques Dias, do tenor Carlos Guilherme e do Quinteto Amália, dirigido pelo maestro José Marinho.

Além das fotos seleccionadas por nomes da cultura portuguesa, também personalidades do Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe escreveram textos inéditos para acompanhar as images.

Carlos Pinto Coelho, jornalista que ficou conhecido sobretudo como apresentador do magazine cultural "Acontece", na RTP2, tem um interesse de longa data pela fotografia, sendo autor de um outro álbum, "De Tanto Olhar", que a Campo das Letras publicou em 2002.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 09:42 AM | Comentários (0)

BALSEMÃO DEFENDE REDUÇÃO DE RESTRIÇÕES

O presidente da Impresa defendeu hoje uma redução das restrições impostas aos media e a existência de grupos dedicados apenas a este sector como forma de aumentar a competitividade das empresas de comunicação social.

"Deve haver menos pressão e desconfiança do poder político nacional e europeu", nomeadamente "quanto às restrições à publicidade" que tornam as empresas de comunicação social "menos competitivas", afirmou Francisco Pinto Balsemão na conferência "Do papel ao On-line:uma Travessia Turbulenta", hoje apresentada em Lisboa.

Considerando que apenas as empresas "mais organizadas e ousadas" conseguirão fazer a "travessia", Pinto Balsemão lembrou que os meios tradicionais de comunicação (jornais, revistas, televisões generalistas) concorrem, actualmente, com novos modelos de negócio que "a médio ou longo prazo" irão tornar-se predominantes.

No entanto, defendeu, essa "travessia" enfrenta problemas sobretudo em Portugal, "por ser um mercado muito pequeno", mas também na Europa em geral "por ter legislação excessiva" face aos Estados Unidos.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 09:35 AM | Comentários (0)

janeiro 16, 2006

AVISO AOS ALUNOS (II)

Informa-se os alunos do 3º ano que têm a disciplina de Introdução ao Direito em atraso que foi marcada uma frequência para dia 1 de Fevereiro de 2006, às 10.30 horas.

Publicado por estaccs às 08:17 PM | Comentários (0)

LEI FRANCESA SOBRE DIREITOS DE AUTOR MENOS RESTRITIVA

O governo francês viu-se obrigado a rever o projecto de lei sobre os direitos de autor, após a derrota parlamentar do primeiro texto.

O projecto original era muito restritivo relativamente às cópias para uso privado de obras que podem ser retiradas da Internet. Agora, o novo texto tornará possível proceder a um número ilimitado de cópias, desde que sem intuito comercial.

Segundo o Ministério da Cultura francês, em comunicado, os objectivos deste novo diploma são dois: adaptar a legislação nacional à comunitária e assumir a influência da Internet na difusão de obras.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 06:49 PM | Comentários (0)

CNN PROIBIDA NO IRÃO

A cadeia de televisão norte-americana CNN foi proibida no Irão por ter «deturpado» declarações do Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, dando a entender que este pretendia produzir a bomba atómica, referiu hoje o Ministério da Cultura.

«Tendo em conta acções contrárias à ética profissional da CNN nestes últimos anos e da desinformação acerca da declaração do Presidente da República na sua conferência de imprensa de sábado, as actividades do jornalista da CNN em Teerão estão proibidas e os jornalistas da cadeia não poderão viajar para o Irão», refere o ministério, em comunicado.

Durante a conferência de imprensa de Ahmadinejad, transmitida em directo pela CNN, a intérprete afirmou, citando o Presidente: «nós acreditamos que todas as Nações devem ser autorizadas a possuir armas nucleares».

O ministério esclarece que o Presidente, que falou em persa, utilizou uma palavra que significa «tecnologia» e não «arma».

O chefe de Estado iraniano afirmou ainda que o seu país «não pretende produzir a arma atómica» e que a «posse e a utilização da bomba é contrária à religião» muçulmana.

De acordo com os meios de comunicação social iranianos, a CNN «pediu desculpas, alegando que se tratou de um erro de tradução».

A conhecida jornalista da CNN Christiane Amanpour, de origem iraniana, encontra-se actualmente no Irão.

Os «media» iranianos mais conservadores já criticaram a sua presença no país, nomeadamente a forma como foi vestida à conferência de imprensa do Presidente.

«Os meios políticos e jornalísticos interrogam-se sobre a autorização concedida a Christiane Amanpour e a sua presença na conferência de imprensa do Presidente», escreve hoje o jornal ultra-conservador Jomhuri Eslami.

«Esta jornalista, que tem maus antecedentes, estava presente na conferência de imprensa do Presidente com uma aparência vulgar», escreve o jornal, referindo o facto de a jornalista não usar o tradicional véu.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 06:48 PM | Comentários (0)

RDP PROPÔE DEBATE A SEIS

Cavaco Silva manifestou-se hoje indisponível para participar no debate com os seus adversários na Rádio Difusão Portuguesa (RDP), sexta-feira, invocando questões de agenda. Os outros cinco candidatos às presidenciais do próximo domingo tinham já aceite, em resposta a um desafio lançado por Garcia Pereira, depois de ter sido excluído dos debates televisivos realizados em Dezembro.

«Mário Soares sempre considerou injusto que Garcia Pereira ainda não tenha participado em qualquer debate para as presidenciais e está disponível para participar no debate entre todos os candidatos na manhã de sexta-feira, na RDP, alterando a agenda para esse dia», afirmou o assessor da candidatura, João Paulo Velez.

Por enquanto, a candidatura de Cavaco Silva indicou apenas não estar em condições de responder ao convite da RDP para um debate a seis.

Fonte da RDP confirmou que a estação radiofónica renovou a 6 de Janeiro um convite a todos os candidatos para um debate no último dia da campanha, entre as 10h00 e as 12h00.

O primeiro convite para debates na RDP tinha sido feito a 2 de Novembro e não incluía Garcia Pereira, que agora foi igualmente contactado, acrescentou a mesma fonte.

As candidaturas de Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã mostraram-se disponíveis para aceitar a proposta da RDP, à semelhança de Manuel Alegre, que considerou, no entanto, que «os debates a seis não são muito eficazes».

Fonte: Expresso on line

Publicado por estaccs às 03:57 PM | Comentários (0)

AVISO AOS ALUNOS

Informa-se os alunos do 3º ano que têm a disciplina de Introdução ao Direito em atraso que foi marcada uma frequência para dia 1 de Fevereiro de 2006, às 10.30 horas.

Publicado por estaccs às 10:22 AM | Comentários (0)

A TELEVISÃO E AS CRIANÇAS

É sempre bom recordar a Directiva Genérica da AACS sobre a protecção de menores nos meios audiovisuais.

ALTA AUTORIDADE PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL

(Deliberação publicada no "Diário da República", II Série,
n.º 291, de 14 de Dezembro de 2004, p. 18 641)

Deliberação n.º 1439/2004. - Directiva genérica da Alta Autoridade para a Comunicação Social sobre promoção de programas televisivos que possam influir de modo negativo na formação de crianças - Os programas televisivos "susceptíveis de influirem de modo negativo na formação da personalidade das crianças ou de adolescentes" só podem "ser transmitidos entre as 23 e as 6 horas e acompanhados da difusão permanente de um identificativo visual apropriado." (n.º 2 do artigo 24.º da Lei da Televisão, Lei n.º 32/2003, de 22 de Agosto).

Esta restrição "abrange quaisquer elementos de programação, incluindo a publicidade ou as mensagens, extractos ou quaisquer imagens de autopromoção" (n.º 5 do artigo acima citado).

No entanto, o texto da lei não será suficientemente claro quanto aos limites da representação publicitária e promocional de programas que influam de modo negativo designadamente na formação de crianças.

Convém pois especificar o âmbito da lei nesta matéria, esclarecendo o evidente intuito regulador do n.º 5 do artigo 24.º da Lei de Televisão. O que se vai fazer aliás num patamar minimalista, ou seja, no patamar mais favorável para a liberdade de programação dos operadores, uma vez que se confina o efeito redutor do entendimento daquela norma, quer quanto aos públicos a proteger, as crianças, quer quanto aos espaços a considerar, os períodos programativos infanto-juvenis.

Assim, a Alta Autoridade para a Comunicação Social emite, ao abrigo do disposto na alínea g) do artigo 3.º e do n.º 1 do artigo 23.º, em ambos os casos da Lei n.º 43/98, de 6 de Agosto, a seguinte directiva genérica:

1- Entende-se enquadrada na definição normativa do n.º 5 do artigo 24.º da Lei da Televisão, Lei n.º 32/2003, de 22 de Agosto, toda e qualquer promoção dos programas referidos no n.º 2 do mesmo artigo 24.º, ainda que essa promoção não insira palavras ou imagens que, em si mesmas, possam ser reputadas como susceptíveis de influir de modo negativo na formação da personalidade das crianças.

2 - Assim, promoções de programas susceptíveis de influir de modo negativo na formação das crianças, no sentido que decorre do n.º 2 do artigo 24.º da Lei da Televisão, não poderão nunca ter lugar durante os períodos programativos infanto-juvenis, independentemente da sua estrutura de imagem e som.


Esta directiva genérica foi aprovada por unanimidade com votos a favor de Sebastião Lima Rego (Relator), Armando Torres Paulo, Artur Portela, José Garibaldi, João Amaral, Maria de Lurdes Monteiro e Carlos Veiga Pereira.

24 de Novembro de 2004. - O Presidente - Armando Torres Paulo

Publicado por estaccs às 10:14 AM | Comentários (0)

ACONTECIMENTOS TELEVISIVOS DE INTERESSE GENERALIZADO

Lista dos acontecimentos que deverão ser negociados entre os operadores televisivos, com vista à sua transmissão em sinal aberto, por via hertziana terrestre, com cobertura nacional, definida em Despacho de Outubro de 2005, do Ministro Augusto santos Silva:

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS

Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares

(Despacho publicado no "Diário da República" - II Série, n.º 209,
Suplemento, de 31 de Outubro de 2005, página 15 396-(2)

Despacho n.º 22 620-A/2005 (2.ª série). - O artigo 28.º da Lei da Televisão visa salvaguardar o acesso televisivo da generalidade da população a acontecimentos de maior relevo social. Na medida em que a aquisição de direitos exclusivos de transmissão por operadores de televisão que emitem em regime de acesso condicionado pode, quando incida sobre tais eventos, inviabilizar esse objectivo, entendeu o legislador estabelecer a obrigatoriedade da sua cedência a quaisquer operadores televisivos que emitem em aberto por via hertziana terrestre, cobrindo a generalidade do território nacional. Semelhante regime é acompanhado da necessidade de o Governo identificar anualmente os acontecimentos em questão por meio de uma lista, a publicar com a devida antecedência, de modo a respeitar as expectativas dos operadores envolvidos.

Foi consultada a Alta Autoridade para a Comunicação Social.

Assim, nos termos do n.º 4 do artigo 28.º da Lei n.º 32/2003, de 22 de Agosto:

1 - Torna-se pública a lista dos acontecimentos que devem ser qualificados de interesse generalizado do público para efeitos do disposto no n.º 2 do artigo 28.º da Lei da Televisão, devendo o seu acesso ser facultado, em termos não discriminatórios e de acordo com as condições normais do mercado, pelos adquirentes dos respectivos direitos exclusivos que emitam em regime de acesso condicionado ou sem cobertura nacional, aos operadores interessados na sua transmissão televisiva que emitam por via hertziana terrestre com cobertura nacional e acesso não condicionado:

a) Jogos oficiais da Selecção Nacional A de Futebol;

b) Jogos oficiais da Selecção Nacional de Futebol Sub-21 para o play-off e fase final do Campeonato da Europa de 2006;

c) Cerimónias de abertura e de encerramento, bem como jogos de abertura, quartos-de-final, meias-finais e final do XVIII Campeonato do Mundo de Futebol, organizado pela FIFA (Alemanha, 2006);

d) Final da Taça de Portugal de Futebol;

e) Um jogo por jornada do campeonato nacional de futebol da I Liga, envolvendo necessariamente uma das três equipas melhor classificadas nos campeonatos das últimas cinco épocas, considerando para o efeito o cômputo acumulado das respectivas classificações no conjunto dessas épocas;

f) Um jogo por jornada, ou por mão de uma eliminatória, da Liga dos Campeões em que participem equipas portuguesas;

g) Um jogo por eliminatória da Taça UEFA, a partir dos quartos-de-final, em que participem equipas portuguesas;

h) Finais das competições de clubes organizadas pela UEFA, incluindo a Supertaça Europeia;

i) Volta a Portugal em Bicicleta;

j) Provas em que participem atletas portugueses nos Campeonatos do Mundo de Pista Coberta (Rússia, Moscovo) e da Europa (Suécia, Gotemburgo) de 2006, em Atletismo;

l) Jogos das Selecções Nacionais A de Andebol, Basquetebol, Hóquei em Patins e Voleibol a contar para a fase final dos Campeonatos Mundial e Europeu;

m) Finais das competições oficiais internacionais entre clubes em que participem equipas portuguesas nas modalidades de andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol.

2 - Os acontecimentos referidos nas diferentes alíneas do número anterior do presente despacho são obrigatoriamente facultados para transmissão integral e em directo pelos operadores beneficiários da cedência dos respectivos direitos, ao abrigo do n.º 2 do artigo 28.º da Lei n.º 32/2003, de 22 de Agosto.

3 - Exceptua-se do disposto no número anterior do evento previsto na alínea i) do n.º 1, cuja cedência de direitos para transmissão deverá contudo abranger a cobertura em directo de uma parte significativa do evento, e nunca inferior à última meia hora de cada etapa diária, bem como a faculdade de efectuar resumos alargados diários da prova com a duração mínima de quinze minutos.

26 de Outubro de 2005. - O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Ernesto Santos Silva.


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COFINA NA AVANZIT

A Cofina anunciou ter adquirido cerca de nove milhões de acções da espanhola Avanzit, representativas de 5,731% do capital social da empresa. O grupo Avanzit opera no mercado ibero-americano e é um fornecedor de soluções globais para os operadores, empresas e clientes institucionais, baseando-se na convergência das telecomunicações e media. Tem actualmente filiais operativas na Argentina, Chile e Perú e outras em fase de desenvolvimento e consolidação noutros países da América latina e em Portugal. O capital social cifrava-se há um ano em 125 milhões de euros.

Fonte: Clube de Jornalistas

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janeiro 15, 2006

DEPUTADO NO "BIG BROTHER"

George Galloway, líder do Partido Respect, está no centro da polémica devido à participação no ‘Big Brother Famosos’ britânico.

O Partido Trabalhista considera a participação de Galloway uma falta de respeito pelos seus eleitores e relembra que o deputado, de 51 anos, já perdeu, na última semana, um voto importante para o círculo que o elegeu.

O Partido Trabalhista decidiu então avançar com uma recolha de assinaturas para exigir que o seu antigo militante abandone o ‘reality show’.

Recorde-se que George Galloway abandonou o Partido Trabalhista por se opor à intervenção militar no Iraque, para criar um novo partido de esquerda. Já no Respect, o concorrente do ‘BB’ roubou o lugar parlamentar ao antigo partido.

Fonte: Correio da Manhã

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RENUMERAÇÃO DAS CARTEIRAS

Pela primeira vez em 33 anos, as carteiras profissionais dos jornalistas estão a ser objecto de renumeração.O processo de renovação dos títulos para o biénio 2006/07 está praticamente concluído e os novos números baixarão consideravelmente. A alteração só foi possível com a informatização da Comissão da Carteira de Jornalistas, que atribui os títulos.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 06:29 PM | Comentários (0)

15 DE JANEIRO DE 1911

Sai o primeiro número do jornal República, fundado por António José de Almeida.

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janeiro 14, 2006

AS ESCUTAS TELEFÓNICAS E A LEI

As escutas reentraram na moda judiciária e na agenda da discussão pública. Será talvez útil saber exactamente o que diz a Lei, no caso o Código de Processo Penal, sobre o assunto:

Artigo 187.º

(Admissibilidade)

1 - A intercepção e a gravação de conversações ou comunicações telefónicas só podem ser ordenadas ou autorizadas, por despacho do juiz, quanto a crimes:

a) Puníveis com pena de prisão superior, no seu máximo, a três anos;

b) Relativos ao tráfico de estupefacientes;

c) Relativos a armas, engenhos, matérias explosivas e análogas;

d) De contrabando; ou

e) De injúria, de ameaça, de coacção, de devassa da vida privada e perturbação da paz e do sossego, quando cometidos através de telefone, se houver razões para crer que a diligência se revelará de grande interesse para a descoberta da verdade ou para a prova.

2 - A ordem ou autorização a que alude o n.º 1 do presente artigo pode ser solicitada ao juiz dos lugares onde eventualmente se puder efectivar a conversação ou comunicação telefónica ou da sede da entidade competente para a investigação criminal, tratando-se dos seguintes crimes:

a) Terrorismo, criminalidade violenta ou altamente organizada;

b) Associações criminosas previstas no artigo 299.º do Código Penal;

c) Contra a paz e a humanidade previstos no título III do livro II do Código Penal;

d) Contra a segurança do Estado previstos no capítulo I do título V do livro II do Código Penal;

e) Produção e tráfico de estupefacientes;

f) Falsificação de moeda ou títulos equiparados a moeda prevista nos artigos 262.º, 264.º, na parte em que remete para o 262.º, e 267.º, na parte em que remete para os artigos 262.º e 264.º, do Código Penal;

g) Abrangidos por convenção sobre segurança da navegação aérea ou marítima.

3 - É proibida a intercepção e a gravação de conversações ou comunicações entre o arguido e o seu defensor, salvo se o juiz tiver fundadas razões para crer que elas constituem objecto ou elemento de crime.

Artigo 188.º

(Formalidades das operações)

1 - Da intercepção e gravação a que se refere o artigo anterior é lavrado auto, o qual, junto com as fitas gravadas ou elementos análogos, é imediatamente levado ao conhecimento do juiz que tiver ordenado ou autorizado as operações, com a indicação das passagens das gravações ou elementos análogos considerados relevantes para a prova.

2 - O disposto no número anterior não impede que o órgão de polícia criminal que proceder à investigação tome previamente conhecimento do conteúdo da comunicação interceptada a fim de poder praticar os actos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova.

3 - Se o juiz considerar os elementos recolhidos, ou alguns deles, relevantes para a prova, ordena a sua transcrição em auto e fá-lo juntar ao processo; caso contrário, ordena a sua destruição, ficando todos os participantes nas operações ligados ao dever de segredo relativamente àquilo de que tenham tomado conhecimento.

4 - Para efeitos do disposto no número anterior, o juiz pode ser coadjuvado, quando entender conveniente, por órgão de polícia criminal, podendo nomear, se necessário, intérprete. À transcrição aplica-se, com as necessárias adaptações, o disposto no artigo 101.º, n.ºs 2 e 3.

5 - O arguido e o assistente, bem como as pessoas cujas conversações tiverem sido escutadas, podem examinar o auto de transcrição a que se refere o n.º 3 para se inteirarem da conformidade das gravações e obterem, à sua custa, cópias dos elementos naquele referidos.

Artigo 189.º

(Nulidade)

Todos os requisitos e condições referidos nos artigos 187.º e 188.º são estabelecidos sob pena de nulidade.

Artigo 190.º

(Extensão)

O disposto nos artigos 187.º, 188.º e 189.º é correspondentemente aplicável às conversações ou comunicações transmitidas por qualquer meio técnico diferente do telefone, designadamente correio electrónico ou outras formas de transmissão de dados por via telemática, bem como à intercepção das comunicações entre presentes.

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PT DIZ QUE HOUVE LAPSO

A Portugal Telecom (PT) assumiu um lapso na inclusão no processo da Casa Pia da facturação detalhada dos telefones fixos de algumas das mais altas individualidades do Estado, como Jorge Sampaio, Souto Moura, Mário Soares ou Almeida Santos, entre finais de 2001 e Maio de 2002, noticia hoje o Público.

O incidente levou sexta-feira o Presidente da República a fazer uma comunicação ao país, exigindo a realização de um inquérito urgente e garantindo que seriam retiradas todas as consequências. Jorge Sampaio viu-se pela segunda vez envolvido no processo da Casa Pia, desta feita com a junção aos autos de algumas dezenas de telefonemas feitos a partir da sua casa de férias, em Sintra.
A 1 de Janeiro de 2004, Sampaio também tinha sabido pelos jornais que os procuradores tinham anexado ao processo uma denúncia anónima envolvendo-o a si e a outras personalidades, em alegados abusos sexuais de menores.

Jorge Sampaio recebeu sexta-feira numa breve audiência o procurador-geral da República, José Souto Moura, que à saída de Belém prometeu a abertura de um inquérito para apuramento de responsabilidades relativamente a uma situação que, durante algumas horas, adensou ainda mais o clima de suspeição sobre alegadas violações da reserva da intimidade, através de transcrições de diálogos escutados em inquéritos sem qualquer ligação com as investigações.

A questão leva terça-feira a uma audição parlamentar do PGR, altura em que este incidente deverá também ser analisado.

A notícia da junção ao processo da Casa Pia da facturação detalhada, de cerca de cinco meses, dos interlocutores de 207 individualidades agitou a classe política e foi ontem tema de capa do jornal 24 Horas, que referiu uma listagem de 80 mil telefonemas, anexos ao processo.

Dos mais variados quadrantes políticos multiplicaram-se as , reclamando o cabal esclarecimento da situação. A meio da tarde, a PGR emitiu um comunicado desmentindo ter pedido informação sobre aqueles números, enquanto garantia que o inquérito, para apurar o sucedido, seria célere. Anunciava ainda a intenção de proceder criminalmente contra os jornalistas do 24 Horas.

Na origem desta situação esteve o envio da informação prestada pela PT. Estava em causa a facturação detalhada do ex-deputado Paulo Pedroso, então arguido, mas que à data dos factos em investigação exercia funções governativas e cujo telefone era pago pelo Estado.

Segundo o Público, o que está em causa neste processo é que aqueles ficheiros têm um filtro que não permite que sejam imediantamente visíveis, o que significa que nunca será possível demonstrar que o Ministério Público sabia da existência destes números na listagem, nem sequer que conhecia o procedimento para que fossem levantados os ditos filtros.

A listagem faz assim parte do anexo D, composto por três caixas, sendo que o envelope nove, com 15 ficheiros pequenos e cinco grandes, é onde estão guardadas as listagens referentes ao número da casa de Paulo Pedroso.

Significa então que para além das folhas iniciais de ficheiros de Excel, acessíveis a quem abre o programa e onde só consta efectivamente o número do telefone fixo de ex-deputado socialista, existe outra informação que se encontra filtrada. É então aí que estão “escondidos” todos os registos telefónicos envolvendo individualidades como Jorge Sampaio, Souto Moura, Mária Soares ou Almeida Santos.

No entanto, segundo o jornal, alguma informação que suporta o envio desses registos continua sem fazer sentido. Por exemplo, existe um documento no processo, assinado por Maria de Lurdes Cunha, funcionária da PT, que dá conta do envio das disquetes, explicando que tal seria para satisfazer «o prometido na reunião no DIAP», no dia 29 de Abril de 2003. Não existe qualquer registo desse encontro nas milhares de folhas que constam nos autos.

Fonte: Diário Digital

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janeiro 13, 2006

SOARES E OS JORNALISTAS

As acusações de Mário Soares à Comunicação Social são um absurdo. E a sua repetição constante é um verdadeiro perigo.

É este o tema do artigo de hoje de Ricardo Costa no Diário Económico.

Corro o risco de começar a ser repetitivo. Na semana passada fiz uma analogia entre o mercado de Inverno do futebol e as transferências de gestores na EDP, GALP, PT e afins. Hoje vou fazer uma analogia entre política e futebol. A analogia é muito fácil mas começa a ser preocupante, porque há certos discursos que, repetidos muitas vezes, podem ter consequências perigosas.
As acusações de Mário Soares à Comunicação Social são um absurdo. E a sua repetição constante é um verdadeiro perigo para a Democracia. Não tenho dúvidas de que o trabalho dos jornalistas pode ser escrutinado e criticado. Pode e deve. Mas é importante que um dirigente político saiba que as críticas feitas num contexto de campanha eleitoral provocam muitas vezes o ódio das massas (???) que acompanham os comícios e as caravanas, transformam o trabalho dos jornalistas num inferno diário e acabam por condicionar o seu trabalho, sobretudo dos menos habituados a aguentar cenas destas.

O discurso de Soares é rigorosamente igual ao dos dirigentes desportivos, a começar na escolha dos adversários (de preferência um grupo de media, para dar uns laivos de maquinação capitalista) e a acabar no extraordinário “blackout”. E o que torna este discurso mais complexo é que muitos dirigentes desportivos levaram a sua avante, acantonando os jornais desportivos em áreas de influência dos clubes, dificultando cada vez mais o jornalismo livre nesta área com consequências que qualquer leitor consegue ver (a crítica não é geral porque ainda há muitas coisas boas por aí).

Como se viu nos tempos áureos do F.C. Porto, como já se esteve quase em ver em alguns tempos recentes do Benfica e como se vê de quando em vez no mais polido Sporting, a crítica fácil e disparatada são a melhor arma de resposta a algo que corre mal. São quase sempre argumentos básicos, assentes num discurso simplista e que têm o medo como último fim. Pelo meio, têm os seus adeptos mais renhidos contra o jornal A ou a Televisão B, tentando condicioná-los pelo lado das vendas ou das audiências. É um mecanismo tão primário que faz pena vê-lo na política. É claro que a emoção e disputa explicam muita coisa. Mas não desculpam.

Quase tão absurdo, mas um pouco menos grave, são as críticas de Manuel Alegre à Eurosondagem de Rui Oliveira e Costa, pela simples razão de ter feito a primeira sondagem que o colocou em terceiro lugar nas intenções de voto. É absurdo e risível que os candidatos critiquem o trabalho dos jornalistas e das empresas de sondagens conforme aparecem melhor ou pior na fotografia. E ainda é mais absurdo que estas críticas surjam pela boca de políticos que sempre tiveram na Comunicação Social livre uma garantia de que noticiavam as suas ideias e iniciativas.

Peço a Mário Soares que faça um pequeno exercício. Peça à sua ex-asessora Estrela Serrano algumas cassetes das suas presidências abertas entre 1992 e 1994. Estrela Serrano fez uma tese de mestrado sobre este assunto e está bem documentada. Mário Soares vai lá ver os jornalistas a “chatear” toda a gente, a filmar de ângulos esquisitos, a gravar conversas mais menos formais, a trocarem os discursos oficiais por pormenores relevantes. E vai ver muitos jornalistas da SIC que hoje estão na campanha eleitoral. Eles estão a fazer o mesmo trabalho que faziam em 1992. Mário Soares é que não.

Fonte: Diário Económico

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RTP AINDA TEM GENTE A MAIS

A entrevista a Emídio Rangel, Professor universitário e consultor, publicada hoje no Semanário Económico.

“A RTP ainda tem gente a mais”

Tem como “filhas” a rádio TSF e a estação de televisão SIC e como “enteada” a RTP. Emídio Rangel, um dos homens que mais sabe de rádio e de televisão em Portugal, fala dessas suas “sementes”, e relembra o processo conturbado da saída da SIC. Analisa o sector e vê espaço para mais uma televisão, uma rádio de informação e talvez mais um semanário. Por princípio, está disponível para abraçar todos os projectos na área da comunicação social. Na corrida à Presidência da República, Rangel apoia Soares e acredita que o grupo Balsemão prejudica a candidatura do ex-Presidente. Para já, quer fazer um filme.


13-01-2006, Francisco Ferreira da Silva e Catarina Carneiro de Brito

Como vê o desempenho da RTP?
A administração da RTP e a tutela fizeram uma coisa bem feita que foi a união da RTP e da RDP. Por essa via, recuperaram uma receita importantíssima - a taxa de radiodifusão - que serve para financiar a rádio e a televisão. No entanto, fala-se muito dos grandes resultados da RTP, confesso que conheço a situação com algum detalhe e sei como as coisas se passavam. Antes de Nuno Morais Sarmento ter a pasta da comunicação social, a RTP tinha uma situação muito fragilizada porque o Estado não pagava as indemnizações compensatórias que decorriam do serviço público. O dinheiro nunca faltou à RTP a não ser durante o Governo de António Guterres. A administração actual beneficiou de uma mudança estratégica adoptada pelo poder político que levou a que nunca mais se falasse em dificuldades financeiras. Com dinheiro o inevitável é a redução de pessoal. A RTP tinha gente a mais. Já se sabia quantas pessoas estavam a mais. Tudo o que faltava era o dinheiro para pagar as indemnizações.

O que está a querer dizer é que esta administração não fez nada de mais porque teve os meios para o fazer?
É necessário pôr as coisas no devido lugar e não exagerar nos méritos, como ainda há dias vi, ainda por cima pelo próprio presidente do conselho de administração. Almerindo Marques dá a impressão de ter praticado actos que ninguém era capaz de poder realizar. E não é nada disso. As soluções estavam todas equacionadas. Ele teve o mérito de as levar por diante. No entanto, acho que há falhas na RTP.

Ainda há gente a mais na RTP?
Ainda há gente a mais na RTP. Aí, esta administração ainda não chegou. Como também me parece que do ponto de vista da prestação do serviço de televisão e da rádio há muito trabalho a desenvolver. A estrutura de programação que a Antena 1 tem fui eu que deixei. A RTP África e Internacional são canais com uma programação muito pobre. É uma questão de interesse nacional que estas duas estações se convertam em estações muito vistas, sobretudo do ponto de vista da informação. Acho que deveria ser vocação natural da própria RTP, ainda por cima, dispondo de todas as condições para o fazer. Era muito fácil pôr de pé um canal de notícias que chegasse a todos os sítios onde se fala português.

Gosta da grelha de programação da estação pública?
A RTP tem que, sendo paga pelos contribuintes, atrair a atenção dos portugueses. Tem de ter mais audiências.

Acha que a RTP deveria ter mais audiências do que aquilo que tem?
Em toda a Europa, a tradição é transformar a estação pública naquela que tem mais audiência.

Então a RTP deve bater-se pela liderança das audiências?
Acho que a RTP, sem nunca pôr em causa princípios que acho que devem presidir ao exercício televisivo, deve bater-se por esse objectivo e não precisa de entrar em programas que ferem a sensibilidade dos portugueses. A grelha deve ser uma alternativa e uma referência para as próprias televisões privadas. Acho que esse é o caminho.

O “Big Brother” marcou os portugueses e marcou a sua saída da SIC. O que foi que aconteceu?
Defendi que o “Big Brother” (B.B.) era um formato desfasado da tradição da estação, mas muito perigoso porque podia pôr em causa a posição que tínhamos em termos de mercado publicitário. A minha proposta à administração foi pagar o formato à Endemol e depois decidir o que fazer com ele para evitar que fosse parar à concorrência. Na altura, o programa custava um milhão de contos quando naquele ano a SIC ia ter cerca de sete milhões de contos de lucro.

E a administração não quis...
A administração não compreendeu a minha argumentação. A comissão executiva já tinha comunicado aos accionistas o lucro esperado e não queria dizer depois que afinal era de seis milhões. Com muita antecedência disse que o B.B., apesar de trazer muita perturbação a uma estação como a SIC, tinha uma enorme capacidade de ganhar espectadores e iria perturbar completamente o percurso da SIC. Quando a SIC rejeitou o formato, a TVI comprou e os resultados estão à vista. A administração finalmente percebeu que eu tinha razão e portanto a saída que encontrou para a situação, eu diria enviesada, foi através da Globo, que era accionista e vice-presidente do conselho de administração da SIC. A Globo negociou com a Endemol o programa B.B. para o Brasil e, no mesmo pacote, negociou mais reality shows que pudessem ser usados em Portugal. Um deles foi os “Acorrentados”. A partir daí o ciclo foi de conflito e culminou com a minha saída.

Neste momento a SIC não atravessa um bom momento. A que se deve essa situação?
É o resultado dos erros cometidos a partir da altura do B.B., que levaram ao convencimento que a SIC podia ser a segunda estação, gastando muito menos e aumentando os lucros. Sempre combati esta tese e acho que os resultados mostraram isso mesmo. Num mercado tão pequeno como o nosso, o primeiro é que leva a grande fatia e o segundo, mesmo que fique muito perto, leva sempre muito menos do que aquilo que é o seu share de audiência. A SIC desinvestiu. Deixou de produzir programação própria. A SIC transmite mais novelas da Globo que a própria Globo, o que é caricato.

Agora a direcção de Francisco Penim parece ter mais dinheiro.
Agora estão a gastar dinheiro.

E o que pensa das opções tomadas por Francisco Penim?
Acho que Penim devia falar menos e fazer mais. É um rapaz inteligente, muito trabalhador, mas a SIC generalista é um “buraco” muito grande e complicado. Ele tem cometido alguns erros graves. Penim pegou numa estação que estava destroçada, mas que ainda tinha horários onde era líder, como por exemplo as manhãs, com o “SIC 10 horas”. Em vez de ir mexer em horários piores, foi mudar onde liderava. Criou um programa ao estilo da Oprah Winfrey [transmitido pela SIC Mulher], que não funciona para o público que está disponível para ver o programa àquela hora da manhã. Resultado: passou a ser a terceira estação nesse horário.

Portanto, não está a resultar...
É muito fácil dar um tombo em televisão e muito difícil recuperar. Acho que ele precisa de sorte, mas também tem que ter maturidade e conhecimento dos públicos para conseguir obter resultados. Mas pode ser que faça um bom trabalho.

No que diz respeito à informação da SIC, qual é a sua apreciação?
Estão lá profissionais muito qualificados na redacção, mas é evidente que também na área da informação, a SIC perdeu ambição. No início, a informação foi usada como elemento diferenciador entre a SIC e a estação pública. A SIC perdeu uma parte das características que faziam da sua informação líder de audiências.

Uma das coisas de que era acusado enquanto esteve na SIC era de ser muito gastador...
Quando não havia argumentos para produzir crítica ao trabalho que desenvolvi, espalhou-se essa informação. Eu gastava, mas como os relatórios e contas são publicados, pode ver-se que no terceiro ano a SIC já teve lucros e até eu sair teve sempre lucros.

Como classifica o trabalho de José Eduardo Moniz à frente de um canal que lidera as audiências?
José Eduardo Moniz é um profissional qualificado desta área. É um profissional com capacidade de gerir equipas. É evidente também que Moniz chegou e colocou a TVI como líder de audiências por força de circunstâncias como o B.B.

Mas aguentou o barco...
E muito bem. Ao nível da informação, acho-a a menos credível que temos em televisão. Também esperava que um profissional como ele tivesse mais imaginação e procurasse soluções mais inovadoras. Por exemplo, enquanto estive na RTP lancei o espaço de informação “7/10” que ainda hoje é líder. Moniz foi criar um espaço igual. O mesmo aconteceu com os “Malucos do Riso”. Acho que uma estação líder tem de ter capacidade de inovar e de recriar, deixando aos outros o património para que estes imitem. No entanto, é preciso reconhecer o mérito da TVI na produção de novelas, que é um dos pontos marcantes e pelo qual se deve louvar José Eduardo Moniz. Acho que é preciso despertar estas capacidades e esse é um trabalho que a televisão pode fazer. A TVI, ou antes a NBP e os seus responsáveis, têm o mérito de produzir com uma qualidade que não perde em nada na comparação com a produção brasileira da Globo, que é a melhor produtora de novelas do mundo. Esta última novela da TVI, “Ninguém Como Tu”, bate-se com as melhores novelas da Globo. Conquistou audiências e a ligação afectiva ao público. Por isso se fala da programação local que, mais do que qualquer programa concebido para agradar aos europeus ou aos norte-americanos, tem sempre uma probabilidade maior de criar laços de afectividade e ter sucesso, como aconteceu com esta novela.

“Há espaço para um novo canal de televisão em Portugal”
Como vê a entrada de estrangeiros na comunicação social nacional?
Confesso que não tenho nenhum problema em relação a participações de capital estrangeiro nas empresas portuguesas. Não vejo que isso cause qualquer perturbação, antes pelo contrário. É até salutar que venha aí um toque de fora.

O “El País”, tem uma imagem “pesada” e “institucional”. A TVI, pelo contrário, não tem essa imagem. Terá de haver uma transformação?
Não sei. Pode haver. Mas não acho que esteja estabelecido na ordem de valores de investimento de um grupo como a Prisa que tudo deva estar de acordo com essa imagem “pesada” e “institucional” do “El País”. Convém não uniformizar, sobretudo quando estamos a falar de países diferentes. Seria errado se chegasse aqui e entendesse que a TVI não devia ser o que é na realidade. Penso que é necessário ver o que tem de positivo, ver o que tem de negativo, e melhorar os factores negativos ou que não trazem uma contribuição para o sucesso e a implantação da empresa em termos não apenas económicos, mas também sociais. Se a Prisa não adoptar uma atitude parecida com esta, do meu ponto de vista, comete um erro.

Tem-se falado da saída de José Eduardo Moniz da TVI. Estaria disponível para assumir a TVI?
Acho que José Eduardo Moniz está muito bem onde está. Fez um trabalho meritório.

Tem-se falado na saída e é normal que o seu nome seja falado.
Admito que as pessoas pensem e especulem, muitas vezes sem nenhum fundamento. O que acho é que a realidade dos dias de hoje é esta e não vale a pena construir cenários que não existem.

Mas estaria ou não disponível se essa oportunidade surgisse?
Por uma questão de princípio estou sempre disponível para trabalhar nas áreas que conheço, que estudo, que têm sido a minha profissão e de que gosto.

O que está a fazer agora?
Estou a fazer estudos e trabalhos de consultoria em Portugal e também em Espanha e isso dá-me muita satisfação interior e gratifica-me do ponto de vista intelectual, para além do aspecto financeiro, que também é importante. Por isso, estou muito bem a fazer o que faço. Posso continuar a dar aulas na Universidade e acabar o guião de um filme que está por acabar…

Um filme para cinema?
Para cinema.

De que será realizador?
Não. Cabe-me conceber o guião e não me afastar de nenhuma das áreas de intervenção do filme. Embora goste muito de cinema não sou cineasta, mas tenho ideias, algumas das quais já foram levadas à prática nos 30 filmes da SIC. Gostava de fazer este filme porque é uma ideia antiga que quero tentar concretizar.

Que tipo de filme?
Conta a história de um homem que morre aqui de saudade da África onde nasceu.

É a sua história?
Não é a minha história.

Fala-se por vezes na hipótese de criar um novo canal de televisão em Portugal. Acha que há espaço?
Acho que existem condições para isso e não é uma questão de fé - digo-o com base em números que me foram apresentados e que vou verificando e avaliando. Também acho que a televisão piorou significativamente nos últimos anos e perdeu ambição. A oferta televisiva é hoje mais pobre e mais fraca e, curiosamente, o investimento publicitário em televisão cresceu muito acima da economia. No ano passado cresceu na ordem dos 11%. Por isso, acho que há condições para poder aparecer uma outra estação. Até porque não vejo razões para uma atitude proteccionista tão exagerada aos actuais detentores de licenças privadas de televisão nos últimos três ou quatro anos. A atitude foi de tal forma proteccionista em relação às estações que estas acharam que era melhor desinvestir e tentar ganhar mais algum dinheiro. Não há razão nenhuma para este sector ter um tratamento diferente de outros sectores da economia. Os consumidores de televisão só teriam vantagens se, por ventura, outro canal de televisão aparecesse e fosse espevitada a competição.

Estaria disponível?
A minha atitude é igual à que já explicitei em relação à TVI. Estou disponível porque esta é a minha profissão.

Revê-se na actual TSF?
Revejo-me na actual TSF. Tem um papel histórico importante e permanece nessa linha de rumo com um trabalho muito bem dirigido por José Fragoso.

Mas a concorrência das rádios da Media Capital vai fazer bem.
A concorrência faz sempre bem.

Há espaço para uma outra TSF?
Se calhar há. É ver quantas rádios de música existem em Portugal se contarmos com as locais, que são todas rádios de música.

A regulação da comunicação social está em mudança. O que acha?
Penso que deve existir uma instituição que tenha uma tarefa mais pedagógica e que em circunstâncias-limite, em que sejam ultrapassados os limites comummente aceites, pode ter um papel punitivo. Tudo é possível desde que o Estado não se envolva nos conteúdos. A questão dos conteúdos tem a ver com a liberdade jornalística e dos cidadãos em termos gerais e se há alguma situação conflitual deve ser dirimida nos tribunais. Não acho que toda a regulação deva ser feita por uma entidade que dependa de um Governo e que, inevitavelmente, terá a tentação de ter uma intervenção política.

Não devia existir um regulador?
Admito que exista, desde que não toque na questão dos conteúdos.

“Grupo Balsemão prejudica candidatura de Mário Soares”
Em 2003, disse que apoiaria Cavaco Silva numa eventual candidatura à Presidência. Mantém o apoio?
Não. Embora tenha uma grande admiração pelo trabalho desenvolvido por Cavaco Silva, sobretudo enquanto primeiro-ministro. Sei quais são as suas qualidades e os seus defeitos e não teria dificuldade nenhuma em apoiá-lo se, porventura, não estivesse em confronto com Mário Soares. Nestas circunstâncias apoio Mário Soares sem nenhuma hesitação, por tudo o que fez e pela democracia em Portugal. Acho que foi um excelente Presidente da República. Já não penso o mesmo em relação ao seu trabalho enquanto primeiro-ministro, já não tenho uma opinião tão positiva.

Cavaco foi melhor primeiro-ministro que Soares?
Sem dúvida. Mas acho que quem conferiu à função Presidencial um formato de intervenção que não chocasse com a acção do Governo, mas que fosse, na mesma, uma instituição marcante na sociedade, foi Soares. Aquilo a que o próprio chamou “magistratura de influência”. Por isso acho que se ganhasse estas eleições, coisa que se antevê difícil, se não mesmo impossível, seria sempre um bom Presidente da República.

Mário Soares tem-se queixado da comunicação social e das televisões, designadamente da SIC. Acha que tem razão?
Seria irresponsável da minha parte fazer um juízo global, muito embora leia todos os jornais todos os dias e ouça rádio todos os dias e me esforce por ver a informação televisiva todos os dias, a verdade é que não consigo abarcar tudo. Acho, no entanto, que existem alguns sinais a que Mário Soares alude e que são significativos.

Por exemplo?
Vi-o queixar-se da fotografia inserida na última edição do “Expresso”. Como jornalista e com a distância que tenho em relação à questão, não tenho nenhuma dúvida que tem razão. A ideia que se pretende passar desde o primeiro minuto em que se apresentou como candidato presidencial é de que está incapacitado, quando mostra com frequência sinais de grande lucidez e frescura física e mental. Entendo estas acções como uma tentativa de acentuar uma questão que não corresponde à realidade e que foi, nem mais nem menos, que uma campanha contra ele.

A SIC também?
Já vi coisas na SIC, em termos de tratamento jornalístico estrito, que me deixam dúvidas. Comparo as notícias de um acontecimento sobre Mário Soares na RTP e na TVI e houve ocasiões em que vi que o assunto foi mal tratado pela SIC. Custa-me dizer isto, porque não tenho os dados suficientes para fazer um juízo definitivo sobre esta matéria, mas pude constatar isso antes mesmo de Soares se ter queixado. E não é nada que me cause admiração quando me ponho a especular politicamente sobre esses assuntos. Portanto, penso, em última instância, que alguma coisa se passa.

Acha que o grupo Balsemão está a fazer uma campanha deliberada para prejudicar Mário Soares?
Acho que o grupo Balsemão se envolveu até numa lógica incoerente com aquilo que foi sempre postura do seu presidente. Mas o certo é que Francisco Balsemão, que foi um grande crítico de Pedro Santana Lopes, envolveu-se e apadrinhou as acções de Santana Lopes. O certo é que Francisco Balsemão era um adversário, com posições muito críticas, em relação a Cavaco Silva e agora vejo-o com uma atitude completamente diferente. Isso faz-me pensar sobre as coisas. Quando estava na SIC, Balsemão não tinha intervenção nos conteúdos, mas sei que, depois de eu ter saído, essa matéria passou a estar-lhe próxima.

Deu a entender que existe uma intenção do grupo Balsemão de prejudicar um dos candidatos e que essa atitude pode vir do próprio Francisco Balsemão. É grave.
Mesmo que essa seja a minha análise, se não disponho de dados objectivos para a fundamentar, prefiro não fazer acusações dessa gravidade. De qualquer forma, repito, já assisti àquilo que referi e essa é a minha experiência enquanto telespectador. Também vi o “Expresso” e acho que é fácil concluir que aquilo não é inocente.

José António Saraiva, já não dirigiu a última edição do “Expresso” e diz que vai fazer um novo semanário. Acha que há espaço?
Venham os meios e depois se verá quais os que são mais capazes. Mas é outra coisa estranha para mim. As pessoas têm muita dificuldade em assumir com frontalidade e clareza o que querem fazer. Sou levado a pensar, não sei se acertadamente, que afinal aquela mutação na direcção do “Expresso” deixou o anterior director numa posição desconfortável, que nunca exibiu publicamente e que não assumiu como sendo de ruptura, dando ideia que iria contribuir para o engrandecimento desse mesmo grupo. Quinze dias depois aparece a dizer que vai lançar um novo semanário e que se não for com Francisco Balsemão será com outro investidor. É algo que me deixa estupefacto, mas confesso que de José António Saraiva não espero coisas muito sensatas.

Fonte: Semanário Económico

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O Nº 1

A direcção da Associação Museu da Imprensa, Porto, decidiu esta sexta-feira por unanimidade escolher o Presidente da República, Jorge Sampaio, como seu primeiro sócio honorário, disse à Lusa o director do museu, Luís Humberto Marcos.

«O Presidente da República, desde a primeira hora, manifestou sempre grande simpatia pelas actividades do museu», disse Luís Humberto Marcos, lembrando as várias visitas de Jorge Sampaio ao Museu Nacional da Imprensa, inaugurado em 4 de Abril de 1997 pelo chefe de Estado.

Jorge Sampaio voltou ao Museu da Imprensa para inaugurar a primeira edição do Festival Porto Cartoon e a Galeria da Caricatura, tendo presidido também à inauguração em Lisboa da exposição do museu «Lápis Azul - Meio Século de Censura».

Luís Humberto Marcos referiu que a decisão de hoje irá agora ser ratificada pela Assembleia-Geral da associação proprietária do museu.

Fonte: Lusa

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RTP COM 90 A MENOS

O grupo RTP reduziu, no ano passado, o seu número de funcionários em 90 pessoas, o que se traduziu numa poupança de 3,6 milhões de euros anuais, afirmou à agência Lusa o presidente da estação.

Com esta diminuição dos quadros da RTP, RDP, RTP Meios e Produção e RTP holding, o grupo passou a contabilizar 2.350 funcionários, disse Almerindo Marques, admitindo que «este número poderá ainda ser reduzido».

«Não creio que o processo [de rescisões voluntárias dos contratos de trabalho] tenha acabado definitivamente», disse o responsável, que explicou a previsão com «as inovações tecnológicas» e consequente diminuição da necessidade de mão-de-obra em vários sectores.

O custo das indemnizações para a redução de pessoal contabilizada no ano 2005 é de «aproximadamente oito milhões de euros» valor que, segundo Almerindo Marques, «já está contabilizado nas contas finais do ano passado».

Um custo que «não altera o equilíbrio das contas da RTP em 2005 já anunciado em Julho» para o final do ano, concluiu.

Fonte: Lusa

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18º NA INOVAÇÃO DIZ A UE

Portugal ocupa o 18º lugar entre os 25 Estados membros da União Europeia em matéria de inovação. Apesar de registar um desempenho "fraco", o "Ranking Europeu da Inovação" indica que o país está "em recuperação".

O estudo divulgado pela Comissão Europeia analisa comparativamente o desempenho nesta matéria dos 25 Estados membros, dos três membros do espaço Económico Europeu (Noruega, Islândia e Liechtenstein), dos países candidatos à adesão (Roménia, Bulgária e Turquia), e da Suíça, dos Estados Unidos e do Japão.

De acordo com o director de Inovação da Direcção-Geral da Indústria, David White, que falava na conferência de imprensa de apresentação do documento,

"Portugal e Espanha têm um desempenho preocupante, que poderá provocar problemas a longo prazo, se não houver qualquer alteração". Isto porque "um desempenho económico sustentável só será possível com um desempenho significativo na inovação", justificou o responsável.

Sublinhando que, "em geral, o desempenho da inovação em Portugal está abaixo da média", Bruxelas dá como exemplo de pior "performance" "a educação da população, embora a tendência seja positiva". Neste indicador, o país revela níveis baixos de licenciados em Ciência e Engenharia, na penetração da banda larga, na participação da população em acções de aprendizagem ao longo da vida e na conclusão dos estudos do ensino secundário entre os jovens.

Portugal é colocado no grupo dos países "em recuperação" e "com potencial", juntamente com os líderes Eslovénia e Hungria, e com República Checa, Lituânia, Letónia, Grécia, Chipre e Malta.

Entre os 26 indicadores analisados - que incluem a percentagem de universitários, o investimento na ciência, os gastos em tecnologias da informação e o número de patentes -, o desempenho português só é melhor a nível do espírito empresarial, onde o país se coloca em 7º lugar entre os 25 Estados membros.

"Os resultados são assimétricos, com boa performance nos novos mercados e muito pobre nos indicadores tecnológicos. Pouco é esperado, neste momento, no que respeita às patentes, que dependem da melhoria dos mercados, da criação de conhecimento, particularmente na investigação e desenvolvimento nos negócios", refere-se no documento.

A tabela apresentada pela Comissão Europeia é liderada pela Suécia, Finlândia, Dinamarca e Alemanha, a que se junta a Suíça, que não é membro da União.

No grupo dos países com desempenho médio - onde consta a maioria dos antigos 15 Estados membros - estão França, Luxemburgo, Irlanda, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Áustria, Noruega, Itália e Islândia.

Já no conjunto dos que estão a "perder terreno" encontram-se Estónia, Espanha, Bulgária, Polónia, Eslováquia, Roménia e Turquia

Segundo o documento, existe ainda uma grande diferença entre a União Europeia e os Estados Unidos no que respeita à área da inovação, para a qual contribuiu o facto de a Europa investir menos um terço do que os Estados Unidos em investigação.

A diferença entre os 25 e os EUA mantém-se estável, enquanto que em relação ao Japão tem vindo a crescer.

Fonte: Público on line

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RTP COM EXCLUSIVO

A RTP adquiriu à Sport TV os direitos exclusivos para televisão em sinal aberto dos resumos alargados de todos os jogos do Mundial 2006, a realizar na Alemanha, anunciou hoje a estação pública.

O contrato é válido para todo o território português (continente, Madeira e Açores) e envolve o acesso exclusivo a resumos de 20 minutos de cada uma das 64 partidas da competição mundial, traduzindo-se num total de 1280 minutos de emissão desportiva.

Os resumos dos jogos serão emitidos no próprio dia e vão ser inseridos numa estratégia de programação desportiva de produção própria, que a RTP irá anunciar mais tarde.

O canal estatal poderá ainda difundir pequenos resumos com duração até 90 segundos, em programas regulares de natureza informativa geral.

A SIC garantiu os direitos exclusivos de transmissão em sinal aberto dos jogos da selecção portuguesa de futebol.

A estação privada de Carnaxide vai transmitir 12 jogos, incluindo todos os de Portugal - os três da fase de grupos e restantes, caso Portugal avance na competição -, o jogo de abertura, quatro encontros dos oitavos-de-final, dois jogos dos quartos-de- final, as duas semi-finais e a final do torneio.

Os restantes jogos vão ser transmitidos pela Sport TV, estação codificada que detém o exclusivo da competição para o mercado português.

O Mundial de Futebol vai realizar-se na Alemanha entre 9 de Junho e 9 de Julho deste ano.

Fonte: Público on line

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NET PANEL

Os sites dos jornais generalistas com edições impressas estão no topo das preferências dos cibernautas portugueses. Em segundo lugar, surgem os sites noticiosos exclusivamente online e, em terceiro, os sites dos jornais desportivos.

O mais recente Net Panel (feito pela Marktest e que monitoriza mensalmente a utilização de Internet em mil lares) revela que os sites dos jornais de informação geral - Público, Expresso, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Correio da Manhã - receberam, em Dezembro de 2005, 432 mil visitantes únicos, tendo registado um crescimento de 19%, face a 2004. Estes utilizadores únicos representam cerca de 57% do total de visitantes em sites noticiosos.

No topo da tabela dos sites de jornais generalistas surge o Público (262 mil visitantes), seguido do Expresso (146 mil) e do Correio da Manhã (126 mil). O Diário de Notícias está em quarto lugar, seguido do Jornal de Notícias.

Apesar da liderança e de ter aumentado em 80 mil o número de visitantes relativamente a 2004, este segmento foi o único a registar uma queda contínua ao longo do último trimestre de 2005. Em Outubro, os jornais generalistas registavam 487 mil utilizadores.

Os órgãos sem presença fora da Rede (onde se agrupam sites como o Mais Futebol, o Diário Digital, o Portugal Diário e serviços automotizados como a versão portuguesa do Google News ou o mais recente Sapo Notícias) conseguiram no último mês 412 mil visitantes, mais 89 mil do que o conjunto dos sites dos três jornais desportivos. Neste sector, A Bola lidera, com 229 mil visitantes, mais dez mil do que o Record e muito longe dos 156 mil registados pelo site de O Jogo.

Excluídas as versões online dos suplementos de publicações impressas, o último lugar da tabela é ocupado pelos sites dedicados à economia, que não conseguiram ir além dos 108 mil utilizadores únicos.

Já no caso das revistas, registaram-se 162 mil visitantes. Na frente, está a Automotor, com 43 mil visitantes. Em segundo surge a Visão Online (31 mil), seguida de perto pela PC Guia (30 mil).

Ao todo, 758 mil pessoas procurara notícias na Web em Dezembro de 2005, mais 140 mil do que o número registado no mesmo mês do ano anterior.

Menos de uma hora por dia

De acordo com o Net Panel, cada utilizador passou, em Dezembro do ano passado, uma média de 53 minutos a ler ou pesquisar notícias, menos seis minutos do que em 2004.

O relatório mostra ainda que é o público masculino que prefere aceder a informação online. Ao longo do último semestre, o número de mulheres a acederem a sites noticiosos foi sempre significativamente inferior. Já no que diz respeito às faixas etárias, são os jovens entre os 15 e os 24 anos os que mais acedem a notícias na Web, seguidos de perto pelos indivíduos com idades entre 25 e os 34 anos. Os mais novos, entre os quatro e os 14 anos, são os que menos usam a Internet para informação de actualidade.

Os dados indicam ainda que não há grandes variações nos números de acesso ao longo do dia. O período entre as 1900 e as 23:30 é o preferido pelos cibernautas para se informarem a partir de casa, registando-se um pequeno declínio à hora dos telejornais. A partir da meia-noite, o número de utilizadores cai abruptamente, começando a recuperar a partir das oito da manhã.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 01:25 PM | Comentários (2)

TEMPO DE MUDANÇA

José Alberto de Carvalho ao Diário de Notícias de hoje.

Gosto de olhar com relatividade para as audiências de televisão. Sempre o fiz, sobretudo agora, com a tranquilidade que o serviço público permite e exige.

Com essa tranquilidade, longe da obrigação de convocar as massas para lhes vender publicidade, as audiências servem assim dois efeitos avaliar a eficácia da comunicação e aferir da capacidade de gerar e manter o interesse do público.

No entanto, integrados numa grelha de programas e colocados em confronto com várias propostas de todos os outros canais, cada programa de televisão é um somatório de três forças essenciais a herança do programa anterior, a qualidade do próprio programa e a expectativa do programa seguinte.

Um programa de televisão pode ser assim comparado - perdoem-me os engenheiros! - a uma ponte em que os dois pilares são os programas que estão imediatamente antes e depois e em que o programa em causa pode ser simbolizado pelo tabuleiro. Se os pilares forem muito sólidos e elevados, o tabuleiro pode ser mais frágil e ceder, como nas pontes de liana e bambu. Se, pelo contrário, o tabuleiro for sólido e estável, o programa manterá o interesse do público e até, desejavelmente, aumentá-lo. É o que acontece hoje em dia com o Telejornal, o mais regular dos serviços informativos da televisão portuguesa, no ar desde Outubro de 1959.

Ao longo do último ano, o Telejornal tem vindo a apresentar notáveis índices de solidez, com uma recuperação superior à dos outros jornais oferecidos à mesma hora aos portugueses. Ou seja à hora das notícias, os portugueses preferem o Telejornal.

Estes resultados, conseguidos num período de recuperação financeira da empresa, devem-se ao esforço conjunto de um vasto número de pessoas empenhadas que têm demonstrado que, a par da recuperação financeira, a informação da RTP é construída, imaginada, trabalhada por profissionais de primeira água e que não se satisfazem com o muito que já alcançaram.

Desejamos ainda um novo tempo de mudança move-nos a coragem de alargar o leque de assuntos; a vontade de nos aproximarmos das verdadeiras preocupações das pessoas; a preocupação de compreender os espectadores, ouvindo-os e falando com eles; explicando aquilo que os novos tempos exigem.

Anunciam-se, acredito, tempos de mudança, em que, com orgulho, vamos desafiar o espírito português e inspirar a alma portuguesa. Assim haja meios e vontade.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 01:22 PM | Comentários (0)

GRAZIA

A Media Capital lança na próxima quinta-feira para as bancas uma nova revista semanal feminina. Grazia destina-se a mulheres urbanas, das classes A, B e C1, entre os 25 e 45 anos, segundo a edição de hoje do Jornal de Negócios.

A revista, com 116 páginas, garante que não concorre com as outras publicações destinadas ao público feminino, nomeadamente a Mulher Moderna, Maria, Máxima e Activa. O primeiro número terá uma tiragem de 220 mil exemplares, 150 mil dos quais serão vendidos com a revista Lux e Lux Woman, outras duas publicações do grupo media Capital. Segundo o jornal, o grupo está a preparar o lançamento de um outro título, ainda em Janeiro, desta vez sobre automóveis. Mais pormenores serão dados a conhecer para a semana.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 01:20 PM | Comentários (1)

GQ TAMBÉM MUDA

A revista masculina GQ vai mudar de direcção já em Março. Tony Smith sucede a Manuel Dias Coelho no cargo de director da publicação, editada pela Cofina. Já Manuel Dias Cunha passará a dedicar-se em exclusivo à direcção editorial da divisão Vogue e Máxima.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 01:20 PM | Comentários (0)

VOLTA AO MUNDO COM NOVO DIRECTOR

José Jaime Costa, até agora director da revista Evasões, assumiu este mês a direcção da Volta ao Mundo, passando a acumular os dois cargos.
A mudança foi motivada pela transição de Francisco Camacho para a direcção da revista de fim-de-semana do Diário de Notícias «NS», segundo a Meios&Publicidade. Entretanto, está a ser equacionada uma reformulação editorial da revista Evasões para redifinir o público-alvo.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 01:19 PM | Comentários (0)

RANGEL DEFENDE SOARES

O grupo de comunicação social de Pinto Balsemão «prejudica a candidatura de Mário Soares», diz Emídio Rangel citado no Semanário Económico. O profissional de rádio e televisão que já esteve no grupo Impresa deu uma entrevista ao jornal na qual afirma que a SIC trata mal Soares.

Além da apreciação que faz ao tratamento das televisões e do grupo de Balsemão às candidaturas presidenciais, Rangel (que apoia Soares) analisa a actual situação dos media em Portugal e diz que há espaço para mais uma televisão, uma rádio de informação e talvez mais um semanário.

O professor universitário e consultor afirma ainda que a RTP «ainda tem gente a mais» e fala dos actuais projectos, dos quais o semanário destaca a concepção de um guião para um filme: a história de um homem «que morre aqui de saudade da África onde nasceu».

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 09:29 AM | Comentários (0)

janeiro 12, 2006

PRÉMIO PARA BLOGUES EDUCATIVOS

Um grupo de professores entusiastas da tecnologia lançou um concurso na Internet para premiar os blogues em português e espanhol que tiram melhor proveito desta ferramenta para fins educativos, disse hoje fonte da iniciativa.

Vítor Relvas disse à Agência Lusa que os Prémios Blopes visam dar maior reconhecimento aos blogues (ou weblogs) sobre educação, mas também "encontrar e xemplos que possam servir de inspiração para o que é possível fazer com os `edub logues` por parte de alunos e educadores".

A fase de nomeação de candidatos decorre até ao final de Janeiro no blo gue do concurso (http://osblopes.blogspot.com, estando prevista para Fevereiro a votação pelos cibernautas do melhor blogue em cada categoria.

Em Março, decorrerá a votação do Melhor Blogue de Educação do Ano 2005, entre os vencedores das nove categorias, destacando-se as de melhores blogues f eitos por uma escola, professor ou criança, e de ciência, biblioteca ou museu.

"A decisão de aceitar participantes de duas línguas visa, não só alarga r o âmbito das participações, como permitir que os falantes de uma língua possam aprender com as experiências dos da outra língua", referiu Vítor Relvas.

O blogue dos prémios registava hoje cerca de 80 nomeações, a maioria da s quais nas categorias de melhor blogue feito por professor e de melhor blogue, serviço ou programa ao serviço da educação.


Fonte: Lusa

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CHINA: MANTÉM-SE CENSURA

Metade dos artigos centrou-se em medidas tomadas pelo executivo chinês e três colocavam em destaque progressos em várias áreas. Apenas dois artigos ostentavam uma visão negativa – uma catástrofe natural, e a gripe das aves – mas mesmo nestes, a Xinhua preferiu enaltecer a acção das autoridades na resolução dos problemas. De fora ficou uma das histórias mais importantes de 2005: o despedimento e a detenção de vários editores e jornalistas que desafiavam a autoridade do governo e os propagandistas.

Terminado 2005, a agência noticiosa chinesa Xinhua elaborou um ‘top’ com os 10 melhores artigos do ano. Um exemplo do tipo de cobertura que os dirigentes de Pequim gostam de ver.

As vítimas mais recentes são Yang Bin, editor do tab<< No dia seguinte ao despedimento de Yang, uma colega do Beijing News teve a rara oportunidade de interpelar o director do Gabinete de Informação do Governo Central, sobre o que achava da imprensa comercial, ou “jornais urbanos”, como o seu. O director, Cai Wu, realçou que os novos jornais devem “participar na construção de uma sociedade espiritualmente socialista”.
Em tempos, os media eram uma espécie de “prolongamento” do governo de Pequim. Hoje, porém, é-lhes pedido que se afirmem num mercado mais competitivo. Muitos analistas chineses acham que o crescimento da imprensa comercial vai enfraquecer o controlo estatal. Opinião reforçada pela dificuldade em controlar a informação na Internet. Figuras do aparelho, como Cai Wu, limitam-se a transmitir aos editores quais devem ser as prioridades. Mas a “queda” de Yang ajuda os censores a manter jornais e ‘sites’ “na linha” nos próximos tempos.
Muitos jornalistas chineses não escondem o desejo de retratar a realidade tal como ela é, sem a mordaça da Xinhua. Num blogue, pode ler-se um manifesto baseado nas personagens de “Espada Cintilante”, uma série de TV que tinha por pano de fundo a invasão japonesa nos anos 30 e 40. “Qual é, afinal, o Espírito da Espada Cintilante? É saber mantê-la cintilante [honrada] mesmo quando se enfrenta um poderoso adversário que se sabe, de antemão, que não iremos vencer. No fundo, o jornalismo é uma espécie de ideal. Por isso, espero que os idealistas que fazem dele profissão saibam manter o sangue-frio e a ousadia. Espada Cintilante! Que a derrota seja honrada!”.

Fonte: Diário Económico

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COFINA PODE ENTRAR EM "O INDEPENDENTE"

O grupo de Paulo Fernandes pode vir a ficar com 20% do semanário.

O contrato da venda do semanário “O Independente” começa a ser discutido hoje com a formalização da proposta de Alberto do Rosário.

O empresário revelou ao DE a intenção de “detelhar as questões formais do contrato, para que a Cofina possa tomar uma decisão”.
Segundo Alberto do Rosário, o grupo de Paulo Fernandes poderá ser seu parceiro, ficando com uma posição minoritária de cerca de 20%.

O antigo administrador da Lusomundo e actual consultor da Cofina espera chegar a acordo com os accionistas do semanário ainda esta semana. Contactada pelo DE, a Cofina não fez qualquer comentário.
Para a compra do “Indy” existiram três propostas em cima da mesa, “mas nenhuma foi da Lusomundo Media, nem da Cofina”, afirmou Inês Serra Lopes.

Fonte: Diário Económico

Publicado por estaccs às 10:13 PM | Comentários (0)

O TEXTO DA POLÉMICA

Nota sobre revelação de fontes confidenciais

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas condenou o comportamento do director do «Jornal da Madeira», Rui Nogueira Fino, pela forma como violou o segredo prissional, ao denunciar publicamente uma fonte confidencial de informação com o deliberado intuito de a prejudicar.

Na sua edição de hoje, o Jornal da Madeira inclui uma «Nota do Dia», da autoria do seu Director Adjunto, Rui Nogueira Fino, onde, a propósito da intervenção de um parlamentar regional, se lê:

«Então não é que um intrépido deputado socialista se atirou ao JM por causa de uma questão que não conhece e que erradamente relacionou com a liberdade de expressão! O facto é verdadeiramente de pasmar. Porque o deputado da "estória" é exactamente o mesmo que, não há muito tempo, conspirava contra os seus correlegionários, a coberto de um anonimato que só a si convinha. E o JM é o mesmíssimo jornal que deu guarida às informações que o dito cujo passava, ocultando-lhes a proveniência, não fosse o directório a que agora pertence penalizá-lo.»

Estamos, portanto, perante um dos comportamentos mais indignos de um jornalista: o desrespeito pelo sigilo profissional e a revelação das fontes com o explícito objectivo da vindicta e do desforço. Isto para além de revelar o nebuloso processo «jornalístico» de dar guarida a «conspirações» de políticos «contra os seus correlegionários» a coberto do anonimato!

O nº 6 do Código Deontológico estipula claramente que «o jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação». Além disso, o Estatuto do Jornalista, no n.º 2 do seu artigo 11.º determina que:

«Os directores de informação dos órgãos de comunicação social e os administradores ou gerentes das respectivas entidades proprietárias, bem como qualquer pessoa que nelas exerça funções, não podem, salvo com autorização escrita do jornalista envolvido, divulgar as suas fontes de informação».

É intolerável para a dignidade dos jornalistas e da informação que um jornalista, para mais com responsabilidades de direcção, se permita denunciar uma fonte confidencial de informação com o intuito de a prejudicar.

O Conselho Deontológico do SJ decidiu propor a instauração de um processo disciplinar ao associado Rui Nogueira Fino, com a intenção de expulsá-lo do Sindicato. No entanto, dado que o referido jornalista não paga quotas há cinco anos, foi considerado «ipso facto» expulso. Em todo o caso, o Conselho Deontológico decidiu apresentar, na próxima reunião do Conselho Geral do SJ, uma proposta no sentido de que Rui Nogueira Fino seja considerado «persona non grata» para o Sindicato dos Jornalistas, de modo a que não seja readmitido no Sindicato.

Quanto à empresa do Jornal da Madeira, resta apenas um caminho para preservar a dignidade daquele jornal: afastar, de imediato, Rui Nogueira Fino das funções de direcção

Fonte: Sindicato dos Jornalistas

Publicado por estaccs às 07:16 PM | Comentários (0)

CONSELHO DEONTOLÓGICO ABSOLVIDO

Os cinco elementos do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas (SJ) foram absolvidos pelo 1º Juízo Criminal do Funchal das acusações de autoria material de um crime de difamação através de meio de comunicação social contra eles formuladas por Rui Nogueira Fino, ex-director-adjunto do “Jornal da Madeira”.

O caso remonta a 14 de Maio de 1999, dia em que, na sequência de um editorial de Rui Nogueira Fino no “Jornal da Madeira” em que era revelada a identidade de um fonte confidencial, o Conselho Deontológico do SJ decidiu propor a instauração de um processo disciplinar ao referido associado, com vista à sua expulsão do Sindicato.

Como não pagava quotas há cinco anos, Rui Nogueira Fino foi considerado ipso facto expulso, tendo o Conselho Deontológico decidido apresentar uma proposta ao Conselho Geral do SJ no sentido de considerar o jornalista persona non grata para o Sindicato, de modo a que não fosse readmitido na estrutura.

Perante esta proposta, posteriormente divulgada no “Diário de Notícias da Madeira”, Rui Nogueira Fino sentiu-se lesado e apresentou queixa por difamação contra os cinco elementos do Conselho Deontológico – o presidente Oscar José Mascarenhas, o secretário Luís Miguel Ramos Gilsanz Viana e os vogais Agostinho Alberto Carvalho Serra, António Pedro Ramalho Ferreira e José Manuel Valentim Peixe.

Depois de julgar os factos e ouvir diversas testemunhas, o tribunal decidiu não aceitar a acusação de difamação, por não terem sido os membros do Conselho Deontológico os autores da notícia do “DN da Madeira” considerada difamatória por Rui Nogueira Fino.

O tribunal considerou ainda que, ao punir Rui Fino por ter revelado informações que permitiam identificar uma fonte confidencial, a estrutura sindical actuou em conformidade com os seus estatutos e no sentido de reforçar o direito ao sigilo profissional, que está consagrado na Constituição, na Lei de Imprensa e no Estatuto do Jornalista.

Na sentença emitida pelo tribunal madeirense lê-se ainda que, a considerar a existência de difamação em todo o processo, ela poderia ser imputada a Rui Nogueira Fino, uma vez que o editorial onde permitiu reconhecer a fonte prejudicou “a honorabilidade e a credibilidade” do então deputado socialista António Sampaio perante a opinião pública.

Assim que possível, o SJ disponibilizará no sítio a versão integral desta sentença emitida a 10 de Janeiro.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas

Publicado por estaccs às 07:14 PM | Comentários (0)

"A MEU VER"

O jornalista Carlos Pinto Coelho lança, no próximo dia 17, às 18:30, no Pestana Palace Hotel, em Lisboa, um novo livro de fotografias, tiradas por todo o mundo, com o título «A Meu Ver».

A notícia surge na edição desta quinta-feira do Diário de Notícias, que refere ainda que as fotos são acompanhadas de textos inéditos, da autoria de nomes como José Saramago, Óscar Lopes, Fernanda Botelho, Luís Forjaz Trigueiros, António Alçada Baptista, Mafalda Leite, Fernando Dacosta, António Manuel Couto Viana e Maria Teresa Horta, entre outros. Editado pela ASA e com um prefácio de Gérard Castello Lopes, o livro será apresentado por José Carlos de Vasconcelos e António Homem Cardoso.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 03:36 PM | Comentários (0)

LUSA E RADIOBRÁS

A Lusa - Agência de Notícias de Portugal e a Radiobrás assinarão sexta-feira, em Brasília, um acordo para reforçar a cooperação e aumentar a circulação da informação noticiosa entre os dois países e na comunidade de língua portuguesa.

O acordo será assinado pelo administrador-delegado da Lusa, José Manuel Barroso, e pelo director de jornalismo da Radiobrás, José Roberto Garcez.

A Lusa e a Radiobrás pretendem desenvolver projectos de interesse comum na área da comunicação, promover o intercâmbio dos seus profissionais e possibilitar um maior conhecimento das respectivas realidades nacionais em cada um dos países.

O acordo prevê a criação de links de acesso aos sites das duas empresas e maior integração em coberturas jornalísticas de interesse mútuo.

A cooperação entre a Lusa e a Radiobrás poderá estender-se às áreas de fotografia e de produção e intercâmbio de imagens destinadas ao serviço de TV de cada uma das empresas.

A parceria entre os dois órgãos de comunicação social abrange ainda o apoio e assistência recíprocos no campo jornalístico, técnico e logístico aos correspondentes e enviados especiais de cada uma das partes, através de suas estruturas no país e no estrangeiro.

As empresas comprometem-se, igualmente, a avaliar a implantação de um programa anual de formação e qualificação de jornalistas e fotógrafos.

O acordo é válido por um ano e renovado automaticamente se nenhuma das partes pedir a sua anulação ou revisão.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 03:32 PM | Comentários (0)

RITA ENTREGA CARTEIRA

Rita Ferro Rodrigues entregou a carteira profissional de jornalista para integrar o trio de apresentadores do novo programa das tardes da SIC. ‘Contacto’ estreia segunda-feira, às 15 horas e, garante Pedro Costa, subdirector de programas, vai ser um formato de gerações.

“Este é um programa de puro entretenimento. Por respeito ao Estatuto do Jornalista e à Redacção, entreguei a carteira”, esclareceu Rita Ferro Rodrigues, até então jornalista da SIC Notícias. “Pedi à Comissão [da Carteira Profissional de Jornalistas] a suspensão do título”, especificou, ontem, na apresentação de ‘Contacto’ à Imprensa.

À “conquista de novos públicos”, o formato tem também como desafio “colmatar a solidão de quem está em casa”, como frisou Rita, incumbida das entrevistas em estúdio. “Nunca estive tão entusiasmada com um projecto”, admitiu. Também no ‘plateau’, Nuno Graciano faz a ligação com os intervenientes, quer sejam do público (em estúdio), colaboradores ou convidados musicais. “E vou tirar a Rita do sério”, brincou o apresentador, que está ainda a gravar os últimos programas ‘Flagrante Delírio’ (em antena até Março). Na rua, Cláudia Semedo caça histórias. “Vou tentar ser a neta que todas as avós queriam ter.”

Fonte: Correio da Manhã

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CANIBAL QUER IMPEDIR EMISSÃO DE FILME BIOGRÁFICO

Armin Meiwes, também conhecido por «Canibal de Rotenburg» por ter comido partes de um ser humano, vai processar a produtora norte-americana que fez um filme inspirado na sua história.

Harald Ermel, advogado de Meiwes, disse que «Rothenburg» (título original) foi produzido pela Atlantic Streamline sem autorização do mandatário que «estigmatiza-o como um bárbaro assassino». O causídico pretende interpor uma providência cautelar para impedir que o filme seja exibido quer nos Estados Unidos, quer na Alemanha.

O filme foi realizado por Martin Weisz, um especialista em vídeo-clips que se estreia nas longas-metragens, e para o papel de Meiwes foi escolhido o alemão Thomas Kretschmann, que recentemente protagonizou o épico King Kong.

O advogado de Meiwes garantiu que a produtora norte-americana «ofereceu uma elevada soma em dinheiro» ao seu constituinte para fazer o filme, mas este não aceitou.

«Não se trata de dinheiro, mas sim de uma apresentação verídica», disse Ermel à revista Stern.

O advogado anunciou ainda que irá processar uma firma britânica que colocou na Internet fotos de violentas cenas em que Meiwes aparece a esquartejar a sua vítima.

A Polícia Judiciária de Kassel terá agora de investigar se as cenas foram retiradas do vídeo que o próprio Meiwes rodou, quando estava a cometer o seu crime.

O advogado do «Canibal de Rotenburg» disse ainda que irá proceder contra o grupo rock alemão Ramstein, alegando que no tema «Mein Teil» (A Minha Parte), que chegou ao topo das tabelas de vendas nos Estados Unidos, há «claras alusões» ao seu constituinte.

Entretanto, a imprensa alemã noticiou que Meiwes vendeu os direitos da história à produtora Stampfwerk de Hamburgo.

O director da Stampfwerk, Guenter Stampf, já confirmou que teve várias conversas com Meiwes na cadeia sobre um documentário e sobre a publicação de um livro.

«Trata-se de apresentar o caso e os bastidores de forma verídica e jornalística, sobretudo no que se refere aos fóruns sobre canibalismo na Internet», adiantou Stampf, referindo-se aos seus projectos.

Os planos apontam para um documentário de 90 minutos a realizar pela BBC e pelo canal norte-americano HBO, e as filmagens só deverão começar depois da sentença definitiva sobre o caso Meiwes, que vai ser reaberto esta semana.

Armin Meiwes vai ser novamente julgado a partir de quinta-feira, em Frankfurt, depois de já ter sido condenado, há dois anos, pelo Tribunal de Kassel a oito anos e meio de prisão por homicídio involuntário.

O Ministério Público recorreu da sentença, alegando que o juiz não teve em conta «vários critérios» que permitem considerar o crime cometido pelo «Canibal de Rotenburg» um homicídio agravado, e o Supremo Tribunal Federal deferiu o pedido.

A 9 de Março de 2001, Meiwes, 44 anos, atraiu à sua casa em Rotenburg um engenheiro de Informática de Berlim que conheceu através da Internet, cortou-lhe o pénis - que ambos cozinharam e tentaram comer -, e horas depois matou-o, com duas facadas no pescoço.

As cenas foram filmadas em vídeo, alegadamente por acordo mútuo entre o homicida e a vítima.

Meiwes cortou depois o corpo em pedaços, guardou-o numa arca frigorífica e comeu algumas partes, antes de a polícia o deter.

Fonte: Lusa

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JORNAL DA REGIÃO DE MÃO EM MÃO

O Jornal da Região passou a ser entregue directamente ao leitor, em vez da distribuição nas caixas de correio. O jornal está disponível em mil expositores espalhados por Lisboa. Este jornal gratuito passa a ter também mais páginas e uma vertente editorial reforçada.

Fonte: Diário Digital

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CONTRATOS NÃO SÃO RESPEITADOS

A qualidade do serviço de Internet em Portugal é globalmente boa, mas as velocidades máximas publicitadas pelos operadores raramente são atingidas, segundo um estudo da Anacom - Autoridade Nacional das Comunicações divulgado esta segunda-feira.

Em média, as velocidades a que se conseguem aceder à informação na Internet é entre 50 a 60% abaixo do máximo publicitado pelos operadores, conclui o estudo. Isto significa que, se um consumidor compra um produto que lhe oferece uma velocidade máxima de download (velocidade a que a informação é transmitida) de dois megabits por segundo, em média, o consumidor acede à informação a metade dessa velocidade.

Em conferência de imprensa, a administradora da Anacom, Teresa Maury, considerou «ser importante que os consumidores conheçam esta diferença» apesar de defender que as velocidades efectivamente oferecidas pelos operadores serem «boas mesmo a nível internacional».

A Anacom alerta, no entanto, para o mau desempenho dos operadores no acesso aos sites internacionais, com a média de velocidade de transmissão a descer para um quarto do máximo contratado.

Muitos dos problemas que os consumidores experimentam no acesso aos sites resultam da configuração das páginas e dos conteúdos nelas contidas, considerou o director de fiscalização, António Vassalo, também presente na conferência de imprensa.

O director defendeu, no entanto, que «se os operadores quiserem, há muito para fazer em termos de rede no tráfego internacional».

No mercado dos dois megas ADSL (pelo fio do telefone), a Telepac é a que oferece as melhores velocidades, em média, e no mercado dos 512k, a melhor escolha é a Oni, revela o estudo.

No cabo, a Cabovisão revela um melhor desempenho, próximo do máximo contratado, enquanto a TV Cabo tem um comportamento instável, oferecendo as melhores e as piores velocidades dependendo das horas do dia.

Globalmente, as ofertas de 512k por segundo permitem velocidades mais próximas do máximo, adianta.

«O consumidor deve, no entanto, perceber bem o tipo de utilização que quer fazer da Internet», lembrou António Vassalo, porque «se quiser usar a Internet para fazer o download de músicas, ou jogar jogos, a oferta de 512k torna-se fraca».

A Anacom analisou também as ofertas de Internet dial-up, que usam uma ligação telefónica normal, concluindo que a velocidade oferecida está muito próxima do máximo contratado e o consumidor consegue estabelecer a ligação à Internet à primeira tentativa em 92% dos casos.

Fonte: Lusa

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2005 EM DOMÍNIOS

A Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) anunciou que foram registados 22.151 domínios em .PT no ano de 2005, 20% dos quais em COM.PT.

Em comunicado divulgado esta quarta-feira, a FCCN corrige uma informação anteiro que referia um incremento de 17 mil domínios.
A FCCN refere que, desde final do ano passado, os registos de domínios em .PT aumentaram de 57.795 para 79.974.

Para a fundação, estes dados representam uma evolução muito favorável do número de registos em .PT, o que, na prática, significa que este é considerado cada vez mais o verdadeiro domínio dos portugueses.

Ao mesmo tempo, também os domínios em .EDU sofreram um crescimento, com 9.000 registos durante o último ano, em grande parte, devido à migração das escolas públicas do ensino básico ao secundário para esta hierarquia.

A FCCN revela ainda que, desde 1991, ano da sua criação, foram já registados cerca de 80.000 domínios, dos quais cerca de 22% no ano de 2005, e 1.565 só no mês de Dezembro.

Fonte: Diário Digital

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PORTUGAL IRÁ MESMO AO MUNDIAL?!...

O site oficial do Mundial de futebol 2006 está disponível a partir de hoje. No entanto, a página dedicada à competição, que se realiza entre 9 de Junho e 9 de Julho, não tem conteúdos em português, apesar de Portugal, Brasil e Angola participarem na competição. De acordo com a edição desta quarta-feira do Diário Económico, o site www.FIFAworldcup.com pode ser consultado apenas em alemão, inglês, francês e espanhol. O site do Mundial 2006 contempla informação sobre os estádios, cidades, meios de transporte e alojamento nas regiões mais próximas da competição.

Fonte: Diário Digital

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TV ALENTEJO ON LINE

A www.tvalentejo.tv, a primeira televisão online do Alentejo, iniciou esta semana as emissões experimentais. O projecto é privado e produzido em Beja, segundo o Correio da Manhã. Luís Lança Silva é o mentor e director desta nova plataforma de divulgação de conteúdos.

Fonte: Diário Digital

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E SE OS JORNAIS PORTUGUESES SEGUISSEM OS BONS EXEMPLOS?!...

Quatro jornais diários britânicos baixaram os preços de capa, segundo informou o The Guardian. Os Daily Express, Daily Star, e Daily Mail reduziram os preços para 30 pence e o The London Evening Standard para 20. Segundo o jornal, os diários rivais The Sun e Daily Mirror, que têm estado envolvidos numa batalha de preços, mantêm para já a capa a 35 pence. Já o The Guardian e o concorrente The Independent passaram a custar 70 pence.

Fonte: Diário Digital

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SEGURO PARA QUIOSQUES

A distribuidora de imprensa Vasp criou, através de uma parceria com a seguradora de créditos Cosec, um sistema de seguros de créditos para quiosques, papelarias e livrarias.

Até agora, cada agente era obrigado a apresentar ao distribuidor uma garantia bancária no valor dos produtos não vendidos, o que implicava custos elevados para os pontos de venda.

O projecto «Garantia +» consiste na aplicação de uma taxa entre 0,15% e 0,20% ao valor da factura semanal de cada agente. O projecto «Garantia +» tem como objectivo cobrir mais de quatro mil agentes de venda até Outubro, segundo a edição de hoje do Diário Económico.

Fonte: Diário Digital

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TIME QUER RESCINDIR CONTRATOS

A revista norte-americana Time quer rescindir contrato com metade da equipa editorial responsável pela versão europeia, sediada em Londres.

Segundo a imprensa desta quinta-feira, o plano de rescisões voluntárias envolverá 20 profissionais da publicação do grupo AOL Time Warner.

Fonte: Diário Digital

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OUTRA GREVE NO LIBERATION

Os trabalhadores do diário francês Libération aprovaram na quarta-feira à noite regressar hoje à greve após uma assembleia geral que se prolongou durante hora e meia. Caso a adesão venha a ser grande, há fortes probabilidades de o jornal não sair para as bancas na sexta-feira.

Os trabalhadores deram 24 horas à administração para voltar atrás na intenção de prosseguir com a externalização de serviços de venda (difusão) e Internet. O plano de reestruturação implica uma redução de 52 postos de trabalho, mas os sindicatos conseguiram negociar com a administração baixar este número para 47, salvaguardando cinco postos de trabalho.

Fonte: Diário Digital

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A POLÉMICA DAS QUOTAS

A nova Lei da Rádio contempla uma quota para a música portuguesa que varia entre os 25 e os 40%, estabelecida anualmente pelo Governo, "ouvidas as associações representativas dos sectores envolvidos e tendo em conta os indicadores disponíveis em matéria de consumo de música portuguesa no mercado discográfico nacional", refere o texto de trabalho a que o Diário de Notícias teve acesso.

Esta alteração à lei foi votada e aprovada na terça-feira à noite na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. A quota é válida para o período entre as 07.00 e as 20.00. A música portuguesa emitida deve incluir 35% de novidades (com menos de 12 meses) e 60% de "música composta ou interpretada em língua portuguesa por cidadãos dos Estados-membros da União Europeia".

Cabe à Entidade Reguladora para a Comunicação Social fiscalizar o cumprimento da lei. As multas oscilam entre os três mil e os 50 mil euros e dependem da cobertura da rádio (local, regional ou nacional).

O documento não está ainda fechado, estando marcada a sua votação final para a próxima terça-feira. Em cima da mesa estará o prazo de entrada em vigor da lei (para dar tempo às rádios para se adaptarem), a definição das excepções à lei (as rádios temáticas) e a flexibilização dos grupos (a quota ser aplicada aos grupos de comunicação e não a cada uma das rádios).

O PSD votou contra as quotas. "Não é só a passar discos que se promove a música portuguesa", disse o deputado Agostinho Branquinho ao Diário de Notícias. Em vez de ter uma "atitude punitiva", o Estado deveria atribuir incentivos às rádios que passassem música portuguesa, sublinhou. Por exemplo, "consignar 5% da taxa de radiodifusão para apoio às rádios que passem mais de 50% de música portuguesa". Também as evoluções tecnológicas não foram, para o PSD, tidas em conta "o problema desta lei é que legisla sobre o passado, é uma lei datada" porque "os suportes digitais, como as rádios online, o DAB, as rádios no cabo ou na futura televisão digital terrestre não são abrangidas", refere.

António José Seguro, socialista, presidente da Comissão, lembra que as iniciativas chegaram ao Parlamento em Julho, numa audição pública, e que "as propostas são o corolário lógico do grupo de trabalho que foi criado em Setembro". Seguro salientou que a lei prevê a sua avaliação dois anos depois da entrada em vigor.

Depois de aprovado o texto final, a Lei da Rádio deverá ser votada em Plenário no próximo dia 19.

Prós e contras.

David Ferreira, administrador da EMI e porta-voz da Plataforma pela Música - que inclui autores, intérpretes e editoras -, em declarações ao Diário de Notícias disse que "arrancar com 25% é mais que razoável", desde que "pelo menos metade seja música nova, senão algumas rádios podem repetir até à exaustão música antiga". O que pretende a Plataforma é "a multiplicação de oportunidades", diz.

José Luís Ramos Pinheiro, administrador do Grupo Renascença, considera que as quotas não vão alterar as vendas e adiantou a percentagem de música portuguesa nas rádios do grupo cerca de 12% na RFM e na Mega FM, entre 25 e 27,5% na Renascença.

José Fragoso, director da TSF, considera que esta "é uma questão de princípio, o legislador não deve intrometer-se numa área de conteúdos". Sublinhando que "a rádio é o meio que mais promove a música portuguesa", lamenta "a lei da quota", que considera "uma medida avulsa quando toda a lei da rádio está desajustada". Diz ainda que a quota da TSF situa-se nos 30%.

António Craveiro, administrador da Media Capital Radios, remeteu para hoje um comentário por falta de elementos.

Fonte: Diário de Notícias

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janeiro 11, 2006

AACS PRONUNCIA-SE SOBRE COBERTURA TELEVISIVA DA CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Tendo verificado que, concluído o processo de oficialização das candidaturas a Presidente da República se regista uma manifesta discriminação retrospectiva da cobertura dada aos diferentes projectos eleitorais em presença, a Alta Autoridade para a Comunicação Social entendeu dever chamar a atenção dos operadores de televisão para a necessidade de criarem condições que permitam ao candidato António Garcia Pereira expor, de forma mais detalhada, o seu projecto eleitoral, e para a conveniência em adequar a informação eleitoral, na presente fase, ao desiderato de cobertura equilibrada das candidaturas presidenciais.

Alta Autoridade para a Comunicação Social,em 4 de Janeiro de 2006

O Presidente,

Armando Torres Paulo
(Juíz-Conselheiro)

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janeiro 10, 2006

PARA MAIS TARDE RECORDAR

A primeira página do Diário de Notícias de ontem, depois da remodelação gráfica da responsabilidade de Henrique Cayatte.

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A LER (89)

Temos DN, por Patrick Blese, em A Cidade de Deus
Remodelação Gráfica, por Rui Costa Pinto, em Quando o Blog Bate Mais Forte
O DN, por Nuno Simas, no Glória Fácil

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PÚBLICO ENCOLHE

A administração do Público decidiu fechar três pontos de venda próprios. Segundo a edição desta terça-feira do Correio da Manhã, os espaços do CascaiShopping e do Coimbra-Shopping encerraram na semana passada e o ponto de venda do Centro Comercial Vasco da Gama fecha esta terça-feira.

Fonte: Diário Digital

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O INDEPENDENTE MUDA HOJE DE MÃOS

A venda do semanário «O Independente» a Alberto do Rosário vai começar a ser formalizada na terça-feira, confirmou à agência Lusa o empresário, revelando aguardar uma resposta do grupo Cofina com vista a uma parceria no negócio.

O processo de negociação do contrato deverá estar concluído «até final da semana», adiantou Alberto do Rosário, antigo administrador da Lusomundo e actual consultor da Cofina.

O empresário afirmou estar a agir em nome individual, mas sublinhou o interesse em contar com a parceria do grupo liderado por Paulo Fernandes.

«Fiz a abordagem e estou à espera da resposta deles», adiantou Alberto do Rosário, mostrando-se optimista quanto à resposta do grupo que detém títulos como o «Correio da Manhã» e o «Record» e cuja intenção de lançar um jornal semanário foi comentada no mercado, embora sem qualquer confirmação oficial.

Alberto do Rosário disse estarem em causa «sensivelmente» 76 por cento do capital do jornal «O Independente», estando os actuais accionistas «a decidir entre eles» com que participação decidirão ficar.

Alberto do Rosário adiantou «ainda ser cedo» para falar de quaisquer alterações à linha editorial de «O Independente», limitando-se a confirmar a saída de Inês Serra Lopes (accionista e actual directora), por «iniciativa própria».

Acrescentou ainda que a «intenção é que passe a vender mais» do que os cerca de 11 mil exemplares que vende actualmente.

Em declarações à Lusa, Serra Lopes disse ser «prematuro» fazer quaisquer comentários sobre o assunto, confirmando apenas que tem «havido conversas e há disposição para negociar».

A jornalista é uma das principais accionistas do semanário, com cerca de 20 por cento do capital, a par de José Gonçalves, com 30 por cento, e da sociedade Segecamp, com 24 por cento.

Segundo os dados do último relatório da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens, «O Independente» fixou a sua circulação média paga (assinaturas e vendas) na fasquia dos 11.642 exemplares nos primeiros nove meses do ano passado, representando uma quebra de 19,4 por cento em relação a período homólogo de 2004.

Entre Janeiro e Setembro de 2004, as vendas do semanário ultrapassavam os 14 mil exemplares.

Fonte: Expresso on line

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janeiro 09, 2006

TUNÍSIA BLOQUEIA SÍTIO DA FIJ

O governo tunisino bloqueou o acesso no país ao sítio da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o que levou a organização a protestar junto do executivo de Ben Ali, instando-o a levantar a proibição e a acabar com todas as restrições de acesso à Internet na Tunísia.

Depois de a organização ter criticado o governo tunisino pelo apertado controlo do acesso à Internet durante a Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação, em Novembro, o acesso ao sítio da FIJ na Tunísia esteve bloqueado nas semanas seguintes, durante as quais a organização publicou duras críticas às restrições ao uso da Internet e ao assédio das autoridades tunisinas a activistas dos direitos humanos.

“É impossível não concluir que a única razão para esta proibição seja um acto político de provocação com vista a penalizar a Federação por defender os direitos de todos os jornalistas na Tunísia e pelas suas críticas às autoridades”, afirmou o secretário-geral da FIJ, Aidan White.

No comunicado em que deu conta deste protesto, a FIJ lembrou ainda que o seu Comité Executivo reiterou em Dezembro, numa reunião em Sydney, o seu apoio à Associação de Jornalistas Tunisinos e ao Sindicato de Jornalistas Tunisinos, ambos membros da FIJ, na defesa dos direitos da classe no país, apelando ainda ao relançamento de uma campanha pela liberdade de expressão no território.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas

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JORNALISTA CAMBODJANO DETIDO

O jornalista cambojano Pa Guon Tieng foi detido a 4 de Janeiro e formalmente acusado um dia depois por cumplicidade num caso de difamação, em virtude da sua participação numa manifestação contra o acordo fronteiriço entre o Camboja e o Vietname.

A detenção foi levada a cabo pela polícia fronteiriça quando Pa Guon Tieng, responsável pela produção de um programa de rádio do Centro Cambojano para os Direitos Humanos (CCHR) chamado “Voice of Democracy” – que é transmitido pela Beehive Radio 105 FM –, estava em reportagem com duas outras pessoas na província de Stung Treng, no nordeste do país.Os dois acompanhantes de Pa Guon Tieng foram entretanto libertados, mas o jornalista foi levado para a prisão de Prey Sar, na capital Phnom Penh, onde não tem direito a visitas nem a fiança.O Comité para a Protecção dos Jornalistas (CPJ) considera que esta detenção “reflecte um padrão de deterioração da liberdade de imprensa no Camboja”, e lembra que nos últimos meses o governo prendeu vários jornalistas e activistas dos direitos humanos, alguns dos quais por criticarem o acordo fronteiriço com o Vietname.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas

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JORNALISTAS TIMORENSES PREOCUPADOS COM NOVO CÓDIGO PENAL

A inexistência de limites às multas e restantes penalizações por difamação no código penal que entrou em vigor a 1 de Janeiro preocupa os jornalistas de Timor Leste, afirma a Aliança de Imprensa do Sudeste Asiático (SEAPA).

Sublinhando que os apelos de jornalistas e juristas locais para que houvesse um debate parlamentar e consultas públicas sobre este novo código penal foram ignorados pelo governo de Mari Alkatiri, a SEAPA teme que as provisões legais relativas à difamação prejudiquem a cobertura mediática das eleições presidenciais e legislativas de 2007, dada a pouco experiência e a debilidade do sistema judicial timorense.

A organização destaca ainda que, de acordo com o artigo 173º do diploma, qualquer pessoa pode ser presa até três anos e multada por publicar comentários negativos para a reputação de qualquer funcionário público, o que é entendido por alguns peritos legais como a consagração no código de uma protecção maior aos funcionários públicos do que aos restantes cidadãos.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas

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WEMANS OUVIDO

Jorge Wemans é o novo Director indicado pela Administração da RTP para "A Dois", substituindo Manuel Falcão.

O director indicado pela administração da RTP para substituir Manuel Falcão na 2 é Jorge Wemans, que é hoje (dia 5 de Janeiro) ouvido pela Alta-Autoridade para a Comunicação Social (AACS), que emitirá parecer sobre a nomeação, obrigatório por lei. Além de Jorge Wemans, 52 anos, jornalista, é também ouvido o presidente da administração, Almerindo Marques, e o parecer deverá ser emitido na próxima semana.

O director indigitado estudou jornalismo em Paris, estagiou no Diário de Notícias, foi subdirector do Expresso e director adjunto do PÚBLICO, de que foi um dos fundadores. Depois, dirigiu a agência Lusa e foi director do serviço de comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian - que deixou para dirigir a 2.

Fonte: Clube de Jornalistas

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QUEM VÊ "A DOIS"?

Apresentada como um novo canal, a 2 consolidou a sua rede de parcerias. A grande Lisboa é a região onde penetra menos.

Paulo Miguel Madeira ("Público")


O canal 2, que hoje completa dois anos, entra muito melhor nas classes A/B - as que têm maior instrução e poder económico - do que nas restantes e é mais visto por mulheres (53%) do que por homens (47%). Por idades, é junto das crianças até aos 14 anos que faz mais sucesso, mas os mais idosos também estão sobre-representados entre a sua audiência, que fechou o ano de 2005 com uma quota média (share) de cinco por cento.

Estas audiências foram obtidas com uma programação em que durante o dia há uma forte presença de programas das várias dezenas de entidades parceiras do canal - a sua marca distintiva - e à noite uma grelha com base em sitcoms, um telejornal de meia hora, documentários de qualidade e séries de sucesso dos Estados Unidos. "Mais do que as audiências, o que interessa é a prestação enquanto serviço público em áreas como a programação infantil, articulação com os parceiros do canal e trabalho realizado com a produção independente", afirmou Manuel Falcão, o director que conduziu o canal durante os dois anos em que viveu com este formato.

O formato da 2 foi definido em Dezembro de 2002 pelo Governo de Durão Barroso, com a novidade da ideia da forte ligação do canal à "sociedade civil", de quem se pedia a contribuição com produção própria, mesmo se com o apoio da RTP. Simultaneamente, o canal deixava de estar integrado na mesma concessão de serviço público da RTP, passando a ter uma concessão própria.

No primeiro ano do novo modelo, em 2004, houve uma quebra de audiências face a 2003, de que recuperou em 2005. Mas abaixo dos níveis do modelo anterior da RTP2 - quota de 5,6 por cento em 2001 e 5,3 em 2002. É no entanto preciso não esquecer que a penetração dos canais por cabo tem vindo a crescer e que estes deverão ser o principal concorrente da 2, dado o seu carácter alternativo face aos outros canais de sinal aberto.

Aliás, deverá ser a maior penetração do cabo na Grande Lisboa do que no resto do país que justifica as relativamente fracas audiências do canal nesta região. De acordo com dados da Marktest, vivem ali 19,6 por cento dos portugueses, mas a 2 apenas consegue captar 16,4 por cento da sua audiência nesta região. As regiões onde penetra mais são o Litoral Centro e o Litoral Norte. À primeira vai buscar 18 por cento do seu público, quando aí se encontra apenas 16,2 por cento da população de Portugal Continental; à segunda, que reúne 19,6 por cento da população, deve 20,7 por cento do seu público.

Forte implantação junto do público infantil

A aposta na área da programação infantil traduziu-se por uma forte implantação junto deste público - 17,2 por cento das audiências do canal estão nas crianças dos 4 aos 14 anos, que representam apenas 12,1 por cento da população. Mas onde a sua penetração é menor é justamente nos escalões dos 15 aos 24 anos e dos 25 aos 34 anos.
Manuel Falcão anunciou em 18 de Novembro a sua saída de director do canal no fim de 2005, dizendo discordar da ideia de a concessão especial de serviço público de televisão do canal passar a integrar a concessão da RTP - como o actual ministro da tutela, Augusto Santos Silva, já disse que tenciona fazer. Falcão iniciou entretanto funções como director-geral da agência de meios Nova Expressão, uma empresa que faz pesquisa, planeamento, avaliação, negociação e compra de espaço publicitário na comunicação social.

("Público" - Edição de 5 de Janeiro 2005)

Fonte: Clube de Jornalistas

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CRISE NO "LE MONDE DIPLOMATIQUE"

O chefe de redacção e um seu adjunto demitiram-se dos cargos, depois de o director, Ignacio Ramonet, ter manifestado apoio pessoal à direcção da associação Attac .

Veja a notícia do Liberation.

Fonte: Clube de Jornalistas

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NOVO PROVEDOR DO "PÚBLICO"

Rui Araújo, novo Provedor dos Leitores do Público, iniciou ontem a sua Provedoria.

Durante o ano de 2006, manterá um diálogo semanal com os leitores sobre o conteúdo do jornal e as questões relativas ao exercício do jornalismo.

Entre as suas funções, que iniciou no dia 1 de Janeiro, conta-se a avaliação da pertinência das queixas, sugestões e críticas dos leitores. Poderá também produzir recomendações, transmitindo aos leitores a sua reflexão sobre eventuais desrespeitos pelas normas deontológicas que regem a actividade dos profissionais de informação do jornal.

"Não serei figura ornamental", afirmou Rui Araújo ao PÚBLICO. "O provedor pode e deve ajudar os leitores a entenderem o funcionamento da redacção e as razões das diferentes opções editoriais", acrescenta. Entende, ainda, que lhe cabe sobretudo "tratar de questões concretas" e que isso significa, na prática, "dar voz tanto aos leitores como aos jornalistas que trabalham no jornal". Os primeiros "podem identificar-se mais com o jornal através do provedor". Aos segundos, espera poder "ajudá-los a questionarem o que fazem, promovendo uma relação diferente entre quem lê e quem escreve".
O novo provedor considera que não são apenas os leitores e os jornalistas a ganhar com a existência desta função. "O jornal também pode ganhar mais credibilidade", diz.

Porque aceitou Rui Araújo o cargo? "Um amigo jornalista australiano com quem comentei o assunto disse-me: "Eu não aceitava." Mas era um desafio e eu gosto de desafios. Aceitei." Disse que sim, porque "o PÚBLICO é o jornal português de referência". E também porque apesar de estar ciente de que não pode "mudar muita coisa", considera ser "importante que as organizações sejam transparentes, e essa transparência começa por nós, pelo rigor, isenção e qualidade do que fazemos".

O novo provedor não ignora que o "desafio não pode ser ganho se os leitores não participarem". E, se for caso disso, "questionarem o jornal". A necessidade de resposta e adesão dos leitores é recorrente no discurso de Rui Araújo, sabedor de que "temos uma opinião pública frouxa e que faltam hábitos de crítica e participação".

O exercício da crítica do jornal nas suas próprias páginas não intimida Rui Araújo: "De facto, sou pago para "dar na cabeça" de quem faz o jornal", afirma com humor. E acrescenta: "Tenho a noção de que a procura da verdade é a missão dos jornalistas. As ferramentas de trabalho - o Livro de Estilo do PÚBLICO e o Código Deontológico dos Jornalistas são isso mesmo, ferramentas. Mas ser árbitro nunca é fácil, pois há que fazer opções e estas são sempre questionáveis."

Provedor na televisão pode ser "missão impossível"

Como está menos ligado aos textos e às histórias que eles contam ("não há cordão umbilical"), o provedor tem a seu favor o "distanciamento" face à matéria em apreciação, que lhe permite "ter outro olhar sobre as coisas". E conta com o "factor tempo", pois tem "uma semana para analisar as situações antes de se pronunciar sobre elas".

Apesar de "não poder fazer reportagem", Rui Araújo tem da sua nova função a perspectiva de que "pode ser extremamente aliciante": "Associo esta experiência de um ano como provedor ao tempo que passei em Harvard [foi bolseiro da Nieman Foundation for Journalists], onde o trabalho era pensar o jornalismo. A diferença é que em vez de escrever sobre as grandes teorias da comunicação ou os grandes mestres da escrita, tenho de tratar de questões práticas e concretas".

A recente criação de provedores na televisão e rádio públicas suscita uma apreciação crítica a Rui Araújo. "A realidade da paisagem audiovisual portuguesa é extremamente preocupante. A televisão nivelou o jornalismo televisivo por baixo e ali informar não é um serviço, mas uma mercadoria. E isso é preocupante porque para a maioria dos portugueses aquela é a única fonte de informação do que se passa no mundo."

"Por outro lado", acrescenta, "a programação dos canais generalistas é muito pobre - telenovelas seguidas em horário nobre, ausência de programas de reportagem e culturais, telejornais muito longos."
Com tal diagnóstico, o provedor dos leitores do PÚBLICO considera que a existência de um provedor do telespectador "será importante se ele for competente, honesto e objectivo, e não um mero "pau-mandado" da administração". Ou seja, conclui Rui Araújo, "pode ser uma missão impossível".

Carlos Pessoa — ("Público" - 7 JAN 05)

Fonte: Clube de Jornalistas

Publicado por estaccs às 12:08 PM | Comentários (0)

CLUBE DE JORNALISTAS NA DOIS: 2º ANIVERSÁRIO A !! DE JANEIRO

O “Clube de Jornalistas” – o único programa que na televisão portuguesa se dedica exclusivamente a analisar o mundo do jornalismo –festeja o seu segundo aniversário a 11 de Janeiro, dia em que vai para o ar, no canal A 2:, às 23 e 30, uma edição inteiramente dedicada ao balanço de dois anos de vida.

Em estúdio estarão os jornalistas Miguel Gaspar (hoje chefe de redacção do “DN” e durante um largo período responsável pela página de media daquele matutino), Pedro d’Anunciação (que no "Expresso" tem uma coluna de análise de televisão) e Eduardo Cintra Torres (crítico de TV no “Público”).

No programa, moderado por Ribeiro Cardoso, serão ainda passados dois excertos da 1ª edição, emitida a 11 de Janeiro de 2004, ambos referentes a intervenções de um dos convidados de então – Augusto Santos Silva, na altura deputado do PS na oposição e hoje ministro dos Assuntos Parlamentares com a tutela da Comunicação Social.

Vejamos esses excertos, que serviram de mote para o debate de uma “velha”, mas actualíssima, questão que funcionou como pano de fundo de todo o programa: “Quem deve, hoje, ‘vigiar’ os media?”:

« (... O jornalismo) como qualquer outra profissão tem que estar sujeito ao nosso escrutínio crítico. Faz-se em determinadas condições e hoje não podemos pensar a profissão de jornalista sem pensar na concentração empresarial, na integração vertical dos vários media, no peso fortíssimo dos media na cultura de massas, nas ligações estreitas do campo mediático e o campo político – e esta profissão tem que ser objecto de escrutínio crítico. Na sociedade de hoje tem que haver apertada vigilância sobre o que fazem os jornalistas” (...) “A surpresa com que os jornalistas se descobriram em crise tem a ver com o facto de ter feito parte da cultura profissional dos jornalistas acharem que eles é que tinham que criticar os outros e eles próprios não podiam ser objecto de crítica».

Outro excerto:

«(...) As dependências dos jornalistas são hoje mais fortes na área do jornalismo económico do que na área do jornalismo político. Diz-se à boca cheia que há um processo de colocação de notícias na área do jornalismo económico desenvolvido por agências de comunicação em nome de empresas ou grupos económicos ou grupos políticos ligados a grupos económicos. Isto é verdade? Não vejo jornalistas a reflectir colectiva e publicamente sobre este aspecto crucial. O que posso dizer como leitor é que muitas vezes, lendo páginas económicas de vários jornais diários e semanários, incluindo alguns de referência, tenho muita dificuldade em distinguir e classificar o que é publicidade, publicidade encapotada ou até publicidade efectiva, apresentada como se fosse notícia.

«Outro exemplo evidente é na área do jornalismo cultural. Aliás, há até uma teoria na militância do jornalismo cultural, que transformou páginas de crítica em verdadeiras guardas avançadas de promoção de certos autores, ou de certas companhias, de certas correntes estéticas ou, mais censurável, de liquidação, moralmente muito repreensível, de outros autores que todos conhecemos (...) No jornalismo político: há a traficância, ou comércio, de caixas. Uma parte considerável das primeiras páginas da imprensa, ou abertura de telejornais, são conseguidas numa troca entre aqueles que fornecem as notícias e as garantias que jornais, rádios e televisões dão de visibilidade ( a essas caixas)».

Alguns dados sobre o programa “CJ”

O programa “Clube de Jornalistas” arrancou a 11 de Janeiro de 2004 com um tema/interrogação permanentemente actual: “O que é ser jornalista hoje?”

Moderado por Ribeiro Cardoso, teve em estúdio três convidados: o já citado Augusto Santos Silva, Estrela Serrano (então Provedora de Leitores do “DN”) e Eduardo Dâmaso (na altura subdirector do “Público” e hoje director-adjunto do “DN”).

Por outro lado, contou ainda com depoimentos dos seguintes jornalistas: António Cerejo e Ana Sá Lopes (do “Público”), Maria Augusta Santos Silva (“DN”), Cecília Carmo e Daniela Santiago (“RTP”), Peres Metelo (“TVI”), Manuel Vilaboas e Paulo Guerra (“TSF”), Tiago Fernandes (“Visão”) e José Luís Garcia (sociólogo).

Emitido semanalmente – excepção feita às semanas de Agosto, mês de “pousio” devido à programação do canal – o “Clube de Jornalistas” já conta com 94 edições, levou a estúdio cerca de 200 destacados jornalistas dos principais órgãos de informação do país e registou a opinião de muitas dezenas de outros profissionais do jornalismo escrito, radiofónico, televisivo e on-line.

Porém, como desde a primeira hora foi afirmado, o “Clube de Jornalistas” não é um programa corporativo. Não pretende discutir o jornalismo em circuito fechado, virado para dentro. Não ouve apenas jornalistas e tem sempre uma perspectiva crítica do exercício da profissão. Ao longo destes dois anos foram também convidados para estúdio e gravaram depoimentos mais de cem personalidades de relevo de diversos quadrantes ideológicos e profissões várias: sociólogos, professores universitários, historiadores, políticos, juízes, advogados, patrões dos media e empresários.

A partir de Outubro de 2004 o “CJ” passou a contar, mensalmente, com um outro formato: o da entrevista a personalidades ligadas à comunicação social ou com opinião relevante sobre este sector. Até hoje foram entrevistados Pacheco Pereira, Miguel Sousa Tavares, Emídio Rangel, Francisco Pinto Balsemão, António Barreto, Manuel Vilaverde Cabral, Augusto Santos Silva, Eduardo Prado Coelho e José António Saraiva.

Uma estrutura mínima

Para concretizar este projecto, e face aos escassos meios de que dispõe, o Clube de Jornalistas montou uma estrutura, naturalmente pequena, mas que mesmo assim apenas é possível devido ao empenhamento e paixão de sócios seus.

Em primeiro lugar, constituiu-se um Conselho Editorial, que reúne semanalmente nas instalações do Clube para escolher os temas a debater e as formas de os abordar, bem como para decidir quais os convidados para estúdio e para prestar depoimentos. Mário Mesquita , Estrela Serrano, Fernando Correia, Carla Martins (todos docentes universitários que são ou foram jornalistas), Daniel Ricardo (Visão), António Borga (RTP), Maria Flor Pedroso (RDP) e Patrícia Fonseca (Visão), constituíram o núcleo inicial desse Conselho, que inclui ainda os responsáveis editoriais do projecto: Eugénio Alves e Ribeiro Cardoso, respectivamente Presidente e vice-presidente do Clube.

João Alferes Gonçalves, Paula Moura Pinheiro e ultimamente João Paulo Meneses (TSF, Porto) juntaram-se entretanto ao grupo.

Outro ponto relevante foi a disponibilidade e entusiasmo com que sete sócios do CJ aceitaram ser moderadores dos debates: Estrela Serrano, Maria Flor Pedroso, António Borga, Ribeiro Cardoso, Carla Martins, Paula Moura Pinheiro e João Paulo Meneses.

Factor igualmente importante para que o projecto se pudesse concretizar foi o protocolo estabelecido entre o CJ e a Escola Superior de Comunicação Social (Lisboa) que, graças ao empenhamento do seu Conselho Directivo e ao interesse manifestado desde o primeiro momento pelo prof. Vítor Macieira e pelos docentes da área de televisão, disponibilizou meios técnicos e humanos, com destaque para Miguel Baptista e Diogo Justino

Uma palavra ainda para a Produtora “Mínima Ideia”, que presta apoio ao CJ na área da produção executiva do programa: cinco dos seus profissionais – Ana Rodrigues, Luís Hipólito, Paulo Galvão, Joana Pessoa e Maria Rita – integraram-se com entusiasmo no espírito deste projecto e têm possibilitado o seu bom andamento.

Por fim, de registar o excelente entendimento com todos os profissionais da RTP Meios, que “vestiram a camisola” e todas as semanas, tendo por fundo o sugestivo cenário do arquitecto António Polainas, “jogam” com entusiasmo no Clube de Jornalistas.

E assim se faz semanalmente um programa de televisão de 55 minutos chamado “Clube de Jornalistas”, o único que na televisão portuguesa tem por finalidade debater exclusivamente questões relacionadas com o mundo da informação – escrita, radiofónica, televisiva e on-line.

Audiências

Nos seus dois anos de vida o programa “Clube de Jornalistas” já conheceu quatro dias diferentes de emissão: domingos ao fim da tarde, e segundas, quartas e quintas-feiras ao fim da noite e até de madrugada.

De Janeiro a Julho de 2004 foi emitido às 19 horas de domingo. Nesse período esteve quase sempre no “top-ten” dos programas mais vistos do canal, com excepção dos dias em que, à mesma hora, havia futebol em directo num dos outros três canais abertos.

Por duas vezes chegou mesmo a ser o programa mais visto de “A 2:”: no dia 25 de Janeiro, com o tema “O jornalismo e o Poder Político”, moderado por Estrela Serrano e com Jorge Coelho, José Arantes e Ricardo Costa como convidados (208 mil espectadores, 5,7% de share); e no dia 8 de Fevereiro de 2004, com o tema “As Fontes e o Sigilo Profissional dos Jornalistas”, moderado por Maria Flor Pedroso e com o advogado António Pinto Ribeiro, a jornalista Cristina Figueiredo e o sociólogo Paquete de Oliveira em estúdio (161,5 mil espectadores, 5% de share).

A partir de Setembro de 2004 e até hoje o “Clube de Jornalistas” mudou por três vezes de dia de emissão e, apesar de anunciado para as 23 e 30 de segunda-feira, primeiro, de quinta-feira, depois, e de quarta-feira a seguir (dia em que continua a ir para o ar) começa quase sempre muito próximo ou até depois da meia-noite. Mesmo assim, por vezes situa-se entre os programas mais vistos do canal, como, entre outras emissões, aconteceu no dia 12 de Janeiro de 2005 com a entrevista a Pinto Balsemão, que se classificou em 8º lugar no «ranking» do canal, com 93,7 mil espectadores e 6,2% de share. Curiosamente, este programa foi repetido às 15 horas do dia seguinte e o número de telespectadores subiu para 130 mil, com 4,1% de share.

Este, contudo, é apenas um apontamento que pode dar uma pequena ideia do potencial do programa. Significativo mesmo, pelo menos para os responsáveis do Clube de Jornalistas, é que há um canal que transmite regularmente o debate de importantes questões do exercício do jornalismo (uma profissão de importância maior e estruturante em qualquer sociedade democrática) e muita gente o vê, ultrapassando largamente o âmbito dos profissionais do sector.

Fonte: Clube de Jornalistas

Publicado por estaccs às 11:36 AM | Comentários (0)

DVD MORREU

O DVD está com os dias contados, dizem os especialistas que acompanharam a feira de alta tecnologia de consumo, realizada em Las Vegas, dando conta de dois potenciais formatos vídeo para o suceder: o HD-DVD, da Toshiba, e o Blu-Ray, da Sony.

As duas empresas digladiam-se para dar a conhecer ao mundo o formato que sucederá ao DVD, mas a Toshiba leva vantagem, anunciando a comercialização do primeiro leitor HD-DVD já em Março, por um preço a rondar os 410 euros, já considerado bastante acessível.

O ‘combate’ entre Sony e Toshiba assume outras proporções, uma vez que o formato HDTV (televisão de alta definição) está a ganhar adeptos por todo o mundo e, como consequência, representa uma possibilidade de negócio à escala mundial.

Em jeito de comparação, os especialistas garantem que o suporte HD-DVD consegue conter informação equivalente a três DVD.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 11:00 AM | Comentários (1)

HAMAS JÁ TEM CANAL

O Movimento da Resistência Islâmica (Hamas) inaugurou no domingo o seu primeiro canal de televisão em Gaza. A Al-Aksa TV, que é como se chama, transmite durante uma hora por dia, com uma programação predominantemente constituída pela leitura dos versículos do Corão, um breve boletim e canções do Hamas. Este é já o segundo órgão de comunicação deste movimento islâmico, que já tem há dois anos uma estação de rádio local.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 10:04 AM | Comentários (1)

PRÓS E CONTRAS

É nome de um programa da RTP, empresa concessionária do serviço público de radiotelevisão. É um programa de debate político e social. O problema é que, salvo raras excepções, não há programa sem que um dos oradores seja ministro. Este é claramente um contra do programa.

Jorge Ferreira

Publicado por estaccs às 10:02 AM | Comentários (0)

NOVO GRAFISMO

O Diário de Notícias estreia hoje novo grafismo e novos suplemnentos. O responsável pela nova imagem do jornal é Henrique Cayatte.

Publicado por estaccs às 09:57 AM | Comentários (0)

FUTEBOL NÃO É SERVIÇO PÚBLICO

Almerindo Marques ao Diário de Notícias de hoje:

A RTP mudou as suas prioridades. Ninguém duvida que o futebol gera muitas audiências, mas a administração entende que essa não deve ser a prioridade absoluta. O nosso objectivo é fazer serviço público. Não estou a dizer que o futebol não é de interesse público. É evidente que é, basta aliás olhar para as audiências.

Foi consciente, um risco calculado. E assumimo-lo claramente, aliás, dentro de uma tendência europeia dos operadores públicos, que estão cada vez menos a interferir no mundo do futebol, por virtude do preço dos direitos desportivos e da gestão dos recursos. Além disso, esta opção estratégica da RTP em nada prejudica o interesse público pelo futebol.

O interesse público é que seja possível ao espectador ver futebol em sinal aberto. A RTP, mesmo não transmitindo os jogos, está a assegurar isso, porque o futebol é exibido noutros canais generalistas, acessíveis a todos. A RTP tem é de preocupar-se com outro tipo de conteúdos de serviço público, libertando recursos, nomeadamente financeiros, para essa preocupação. O que não quer dizer que, de forma complementar, também não possa dar futebol.

É evidente que os jogos de futebol são de interesse público, mas não se inscrevem no conceito de serviço público que um operador como a RTP tem de respeitar.

Não tenho nada contra o futebol, que fique bem claro. O problema não está no espectáculo futebol. O que eu não gosto é o que o futebol representa no meu País. Neste caso, limito-me à minha condição de gestor da RTP. E o facto é que, somando o tempo de emissão com o futebol, é óbvio que havia um exagero na RTP. Não sou só eu a dizê-lo. Há órgãos independentes, como por exemplo o Tribunal de Contas, que o comprovam.

Essas são contas que cabem à administração. É preciso recordar que a RTP tem seis minutos de publicidade por hora, enquanto os operadores privados têm 12. O que significa uma capacidade diferente de rentabilizar o investimento que é feito num determinado produto.
Continuamos interessados em intervir no fenómeno, desde que essa intervenção obedeça aos critérios que sublinhei em primeiro lugar, o interesse público tem de ser satisfeito; em segundo lugar, esse investimento tem de integrar a lógica da gestão empresarial.
Excactamente, essa é uma das condições.

Precisamente. Se houver um outro operador em sinal aberto, já estará assegurado o interesse público.

Os vários operadores fizeram as suas propostas. Apresentámos uma com o valor que julgámos adequado ao pacote de jogos. Porque sabíamos que o interesse público estava acautelado, já que os restantes operadores também concorriam. Se os outros operadores não estivessem na corrida, nesse caso a RTP concorreria e ganharia naturalmente. Mas aí também o preço seria menor, porque a procura era mais reduzida.
Essa é a tendência europeia.

Quem faz esse tipo de críticas pode agora, com esta entrevista, ter a oportunidade de perceber a lógica empresarial da RTP. Eu não ouvi essa intervenção do professor Marcelo, mas provavelmente ele não estava na posse de toda a informação de que a administração dispõe.
A RTP fará uma proposta para adquirir esses direitos, dentro da lógica que vos referi. Mas não entrará em loucuras.

futebol deixou de ser uma prioridade para a RTP. Quem o diz é o presidente do Conselho de Administração da empresa. Para Almerindo Marques, o futebol, apesar do seu "óbvio interesse público", não é um conteúdo de serviço público. A gestão racional falará sempre mais alto...

É uma opção política. Posso ter a minha opinião pessoal, mas entendo que não a devo transmitir aqui.
O que muda é a natureza jurídica da 2, não há alteração na gestão corrente dos conteúdos do canal. Além disso, eu tenho que executar as orientações do accionista Estado.

Mesmo que isso viole o seu entendimento e princípios sobre uma determinada questão?

Essa é a excepção. E se isso acontece a um gestor, ele só tem um caminho demitir-se.

Foi o que aconteceu com o antigo director da 2, Manuel Falcão?

O Dr. Falcão prestou um serviço à RTP e ao País, lançou em circunstâncias difíceis um novo canal e levou-o a bom termo. Entretanto, considerou esgotado o seu tempo de presença na empresa. É uma questão de natureza pessoal, que deve ser respeitada. Foi o que fiz.

Há muito se sabia das divergências entre Manuel Falcão e o Governo quanto ao modelo da 2...

Não me diz respeito pronunciar-me sobre isso.

O nome de Jorge Wemans foi uma indicação do accionista?

Não, não foi. O accionista Estado não tem de interferir nas decisões do Conselho de Administração. E não interfere, há que dizê-lo. Vejo com muita satisfação a entrada do Dr. Wemans na RTP. Foi uma escolha nossa.

Primeiro que tudo, eu não embarco naquela disccussão do capital nacional e o capital estrangeiro. O capital é um recurso. O que interessa são os resultados. E as áreas de actividade. Dou-vos um exemplo acham razoável que as forças armadas de um país sejam comandadas por um estrangeiro? Eu não acho. Portanto, há actividades fulcrais, que devem ser definidas a priori como estratégicas para um Estado.

Eu acho que não. Desde que a Prisa cumpra as leis de Portugal, tudo bem, não há drama nenhum.

Há sempre coisas a fazer e a melhorar. De qualquer forma, é bom que ninguém se esqueça do que era a concorrência pouco sensata da RTP com os privados na guerra de audiências, e com óbvias consequências na qualidade dos conteúdos. Isso hoje acabou.

O canal público tem de ser um referencial. É evidente que não vale de nada se fizermos um canal de serviço público que ninguém vê. Mas também não podemos ter uma programação massificadora.

Continuo, ao contrário de um certo axioma que encontrei quando aqui cheguei. Mesmo que não traga audiências no imeditato, porque há sempre um tempo de assimilação dos espectadores, o que é normal.
Não, não me preocupa, porque a RTP, por sua decisão, afastou-se do futebol com a intensidade que tinha antigamente.

Não há um limite teórico. Se o mercado corresponder, a RTP tem de estar preparada para isso. Mas não embarcaremos num abastardamento dos conteúdos só para responder às audiências.

Depende muito dos competidores e até do número de competidores. Mas abaixo dos 20% tornam-se alguns sinais de alerta.

Sim, está previsto um crescimento no orçamento para conteúdos da RTP1, bem como para todos os canais do grupo.

Não vos posso precisar neste momento o valor, mas é um aumento significativo para conteúdos, quer na RTP1, quer para a 2 e para os canais internacionais.

A criação de um novo canal vai implicar um aumento da produção televisiva, vai modificar em muito o actual tecido económico no panorama audiovisual e até um novo desenho no jogo das audiências.
Não se trata de ser bom ou mau, é apenas a constatação de um facto novo. A criação de um novo canal pode trazer uma nova lógica, novas formas de produção, possivelmente até com nova tecnologia. Isso poderá significar, ou não, uma redução de custos. Se isso acontecer, os restantes canais vão ter de reorganizar-se..

É inevitável. Dou-vos um exemplo um novo canal vai pagar ordenados superiores, para conseguir ir buscar profissionais aos outros operadores? E se pagar mais, como vão reagir as outras empresas?
Não sei. Há quem ache que maior concorrência beneficia o mercado. há quem considere que é importante colocar alguns limites a essa concorrência. Eu não entro por essa discussão filosófica. O que eu sei é que as coisas mudarão muito, se isso acontecer. Até ao nível da publicidade. A televisão é uma indústria muito cara e a presença de um novo operador vai aumentar a procura televisiva, com possíveis alterações no preço da indústria e da própria publicidade. E se houver alterações no preço de publicidade, podemos ter o caso de alguns anunciantes sairem. Portanto, uma coisa são os estudos no papel e todos sabemos que o papel aceita tudo o que lá pusermos, outra coisa é a realidade. Eu tenho muito respeito pelos estudos, alguns até serão feitos com muita ponderação, mas, na maior parte dos casos, eles são apenas um indicador. A realidade é que manda.
A ambição da RTP no cabo é expandir os actuais canais que já tem. Não temos prevista a criação de qualquer novo canal. Essa é a nossa prioridade. Em relação à televisão digial terrestre, a RTP tem obrigações nessa matéria, como acontece com outros operadores de serviço público lá fora. Aguardamos apenas que o poder político defina o modelo que quer aplicar na TDT.

Não sei, veremos que modelo o Governo escolhe e depois actuaremos. Ainda é cedo.


Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 09:52 AM | Comentários (0)

janeiro 08, 2006

EMPRESA NA HORA DÁ DIREITO A DOMÍNIO GRÁTIS

O Ministério da Justiça anunciou, esta terça-feira, ter já disponível e a funcionar o registo de domínio na Internet.pt para todas as empresa constituídas na hora.

Medida prevista no âmbito do Plano Tecnológico e que visa promover a utilização das novas tecnologias ao serviço da competitividade e da inovação das empresas nacionais, a iniciativa insere-se no projecto «Empresa na Hora», do Ministério da Justiça, e garante, no momento da constituição da empresa, um registo de domínio na Internet, a partir da firma escolhida.

Desta forma, a empresa criada na hora passa, desde logo, a poder criar uma página na Internet e a utilizar endereços de e-mail personalizados

O registo de domínio, gratuito durante o primeiro ano de vida da empresa, será atribuído a todas as «Empresas na Hora» constituídas desde 14 de Julho de 2005, sendo que, de acordo com dados do Ministério da Justiça, existem já 1500 firmas com registo de domínio atribuído.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 05:42 PM | Comentários (0)

SPAMMER ARRUINADO

Um norte-americano foi multado em nove mil milhões de euros por ter enviado mais de 280 milhões de e-mails, usando contas falsas do provedor CIS Internet Services. Trata-se de uma multa recorde e foi aplicada por um tribunal do Iowa, nos Estados Unidos. James McCalla foi também proibido de usar a Internet durante três anos. A empresa, que tem processado dezenas de spammers desde 2003, não espera receber tal quantia, mas acredita que a multa aplicada a McCalla irá inibir a acção de criminosos do mesmo género.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 05:41 PM | Comentários (0)

CHINA FECHA 600 SÍTIOS

As autoridades chinesas fecharam nos últimos três meses 598 sites pornográficos, a maioria estrangeiros, e eliminaram 35 domínios pornográficos, informou nesta sexta-feira a imprensa local.

«Todas as páginas pornográficas chinesas foram fechadas hoje», anunciou Wu Heping, porta-voz do Ministério de Segurança Pública, citado pela agência oficial de notícias Xinhua.
Wu informou que as denúncias contra páginas pornográficas por parte de cidadãos chineses caíram diariamente de 14,1 a partir de Setembro, quando foi lançada uma campanha contra a pornografia na rede, para 9,4 nos últimos dias. «A maioria (das denúncias) foi contra as web estrangeiras», disse Wu.

As denúncias de vídeos pornográficos na rede também decresceram até 2,1 diárias desde as 13 no início da campanha. No ano de 2000 as autoridades chinesas localizaram na Internet 2.700 páginas com conteúdos sexuais, número que se elevou em 2004 para 14.000.

«As actividades pornográficas, as apostas e a fraude transformaram-se em crimes graves nos últimos anos e ainda estão a aumentar», disse o porta-voz.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 05:40 PM | Comentários (0)

CHINA ON LINE

O governo chinês começou o ano de 2006 com a inauguração da sua primeira página oficial na Internet, que oferece informação sobre política, legislação, economia, cultura e actualidade.

O site disponibiliza, entre outras notícias, a mensagem de Bom Ano Novo do presidente chinês, Hu Jintao, para o seu homólogo russo, Vladimir Putin, onde se sublinha a boa relação entre os dois países.
O site www.gov.cn começou a operar de forma experimental em Outubro, porém o seu lançamento oficial foi às 00:00 horas do dia 1 de Janeiro de 2006, incluindo já serviços em inglês.

Além de dar informação sobre o aparelho governamental chinês, o site permite aceder a partir de um só local aos sites dos Ministérios e dos governos provinciais chineses, além da página do Partido Comunista da China e do Gabinete Nacional de Estatística.

Na página pode ainda ser consultada a Constituição nacional, os sites dos oito partidos não comunistas, e inclusivamente informação para estrangeiros, como programas para estudar mandarim no país e oportunidades de emprego.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 05:39 PM | Comentários (0)

TEW

Um jovem britânico conseguiu arrecadar 845 mil euros em quatro meses vendendo pequenos anúncios no seu site. Alex Tew, que não tem dinheiro para pagar os seus estudos, começou a vender cada anúncio ao preço de um dólar. O estudante inglês Alex Tew está prestes a realizar seu objectivo: facturar 845 mil euros (um milhão de dólares) vendendo no seu site pequenos anúncios de 1x1 pixel, a um dólar cada.

Tew, 21 anos, mora na pequena cidade de Wiltshire, na Inglaterra. Ele não tinha dinheiro para pagar o seu curso de Gestão de Negócios e teve então esta ideia. O sucesso alcançado por Tew repercutiu por toda a Internet e já há muitas páginas web a copiar a sua ideia.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 05:39 PM | Comentários (0)

MITNICK

O empresário Kevin Mitnick, responsável por uma companhia de tecnologia que «oferece aos seus clientes uma avaliação detalhada da infra-estrutura de segurança para identificar e eliminar vulnerabilidades», é actualmente considerado pelo governo norte-americano como «o pirata informático mais perigoso de todos os tempos».

O governo de George W. Bush decidiu atribuir esta classificação a Mitnick depois de contabilizar os transtornos causados.
Nos anos 80, Mitnick invadiu uma série de redes de computadores, inclusive as de grandes empresas de software e hardware e de uma agência de espionagem norte-americana. Em 1988, foi preso e condenado a um ano de prisão mais cinco anos de liberdade condicional. Em 1992, começou a trabalhar para uma empresa de detetives, violando a liberdade condicional.

Em 1995, foi preso novamente. Depois de acordo com o governo dos EUA, em 2000, ele pagou multa de três mil euros e foi solto e ficou em liberdade condicional até Janeiro de 2003.

Embora Mitnick fosse capaz de feitos tecnológicos consideráveis (como manipular redes de telemóveis para aceder à Internet sem ser detectado), a sua principal estratégia para invadir computadores foi o que ele chama de «engenharia social», ou seja, enganar funcionários de empresas de informática para conseguir senhas e contas de acesso.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 05:36 PM | Comentários (0)

SIC N PREPARA MUDANÇAS

A SIC Notícias festeja hoje o quinto aniversário e prepara-se para entrar numa fase de renovação de imagem. Ricardo Costa, director do canal, não dá importância à data, revelando que após o Mundial de futebol, na Alemanha, existirão mudanças na grelha da estação.

“Não precisamos de mudar já. É um defeito de quem lidera, mas sabemos que o mercado muda, as ofertas na cabo aumentam e, por isso, temos de fazer alterações. Mudanças na grelha só após o final do Mundial”, afirmou ao Correio da Manhã Ricardo Costa, para quem o aniversário é apenas mais um dia: “Não assinalamos a data. Vamos renovar a nossa imagem estética, gráfica e de estúdio já em Fevereiro. Preferimos fazer uma boa mudança dentro de um ou dois meses do que uma má mudança amanhã.”

Desde a criação, em 2001, que a SIC Notícias é líder de audiências. Em 2003 superou a 2:, mantendo desde então a quarta posição dos canais mais vistos.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 05:21 PM | Comentários (0)

ROSÁRIO COMPRA "O INDEPENDENTE"

Alberto do Rosário vai tornar-se o maior accionista de o jornal ‘O Independente’. O empresário, que viu a sua proposta ser aprovada, anteontem, pelo Conselho de Administração do semanário, adquirirá 76 por cento das acções. Segunda-feira começará a trabalhar no novo projecto na tentativa de combater o ‘Expresso’, sem Inês Serra Lopes como directora da publicação.

O empresário beirão, com uma longa carreira, de sucesso, no mundo da Comunicação Social, mais particularmente nos jornais, soube pela boca da directora e presidente do Conselho de Administração de ‘O Independente’, Inês Serra Lopes, que fora aprovada a sua proposta de compra da publicação. Alberto do Rosário ficará com 76 por cento do capital, porque os restantes accionistas não abdicaram do remanescente. “A minha proposta visava a totalidade do capital, mas os accionistas mostraram interesse em manter uma pequena posição”, explicou o antigo administrador da Lusomundo.

Alberto do Rosário inicia, amanhã, os formalismos que conduzirão à compra do semanário, “um projecto de risco elevado”, considerando “a posição económico-financeira de ‘O Independente’”, adianta o empresário, que recusa revelar o montante envolvido na operação. “Não seria curial revelar os números” nem, já agora, “os prejuízos – é um montante razoável –” de um semanário que vendeu, em média, de Janeiro a Setembro do ano passado, 11 642 exemplares, menos quase três mil que em igual período de 2004.

Certo é que Alberto do Rosário quer atalhar caminho. “Tempo é dinheiro”, diz ao CM e, por isso, terça-feira, em princípio, já estará a trabalhar no jornal. “Cada dia que passar... tornará tudo mais complicado”, enfatiza.

Garantido, também, é que a directora da publicação, Inês Serra Lopes, depois de consumado o negócio, passará a pasta. A quem? – pergunta-se. Alberto do Rosário contorna-a, escorando-se no facto de “ainda não ter equipa. Primeiro, temos de ver quem fica no jornal”, que tem à volta de 40 trabalhadores, maioritariamente jornalistas, e jovens, os quais não conhece. “Faremos uma aferição e logo veremos qual a melhor forma que encontraremos para afirmar o projecto, em matéria editorial, de publicidade e de marketing.” Portanto, falar em nomes, nomeadamente de jornalistas que saíram recentemente do ‘Expresso’, para assumirem posições de destaque em ‘O Independente’ “é pura especulação. Garanto: não tenho equipa!”

Mas Alberto do Rosário tem uma forte convicção: “Voltar a fazer de ‘O Independente’ um grande semanário.” Para morder os calcanhares ao ‘Expresso’ ou, mesmo, para o ultrapassar? “Repito: o objectivo é fazer, de novo, de ‘O Independente’ um grande semanário.”

O interesse de Alberto do Rosário no jornal não é recente. “Há, sensivelmente, um ano, abordei a Inês [Serra Lopes], que até mostrou interesse na venda.” Depois, a jornalista mudou de opinião e, “há cerca de um mês, voltámos a falar. A partir daí, avaliámos calmamente a situação e acabei, há três semanas, por fazer a proposta, tendo-me ela informado que havia outros candidatos. Agora, sexta-feira à noite, fui informado que a minha proposta fora aceite”, conta.

Alberto do Rosário avançou para o negócio “sem ligações” a quem quer que seja. No entanto, não esconde que gostava de ter “o Grupo Cofina como parceiro. Queria muito que tivesse uma percentagem no capital.”

PERFIL

Alberto do Rosário nasceu em São Pedro do Sul, Viseu, há 60 anos, e tem no Sporting o clube de eleição. O seu percurso, na área dos media, começou no ‘Record’ e ’Diário Popular’, passando também por ‘A Capital’ e ‘Diário de Notícias’, onde foi director comercial, antes de negociar a sua privatização, ascendendo, posteriormente, à administração do grupo Lusomundo, detentor, entre outros, de os jornais ‘DN’, ‘JN’ e ‘24 Horas’ e da rádio TSF. Nestes dois últimos órgãos foi presidente.

MOMENTOS ÁUREOS

A época de ouro do semanário aconteceu durante a direcção de Paulo Portas, que fundou ‘O Independente’, em 1988, na companhia de Miguel Esteves Cardoso (MEC) e Manuel Falcão. Ficou conhecido por ser um jornal que denunciava escândalos políticos, ameaçando o ‘Expresso’, quando atingiu, pontualmente, os 110 mil exemplares.

Fonte: Correio da Manhã

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SIC NOTÍCIAS FAZ HOJE 5 ANOS

"Ficaria satisfeito se fôssemos aos olhos de toda a gente um meio de informação absolutamente indispensável e que fizesse falta à vida das pessoas." Cinco anos depois da emissão inaugural da SIC Notícias, o actual director, Ricardo Costa, traça assim a meta do primeiro canal português exclusivamente dedicado à informação.

Desde que foi lançada a 8 de Janeiro de 2001, então sob a direcção de Nuno Santos (actualmente director de programas na RTP), a SIC Notícias alcançou o 4.º lugar na tabela dos canais mais vistos por espectadores com televisão por cabo. A posição foi conquistada à 2 em 2003 e deixa Ricardo Costa com a certeza de que "os objectivos foram mais do que cumpridos".

Quando a SIC Notícias foi para o ar, explica Ricardo Costa, colocavam-se três problemas "Haver espectadores, notícias e publicidade." A este respeito, Nuno Santos garante que nunca se questionou acerca da viabilidade do canal. "Não tinha dúvidas de que o projecto teria aceitação e que existia espaço para um canal de notícias", diz o antigo responsável, frisando que a falta de notícias que suportassem uma emissão 24 horas por dia é "uma falsíssima questão."

Nuno Santos confessa, no entanto, que nem tudo foi simples "Há sempre receio do que é novo e tivemos que superar esse facto", relembra, sublinhando que, apesar disso, nunca ocorreram percalços.

'Indispensável'. A meta traçada pelo actual director da SIC Notícias pode não estar longe. Pelo menos, parece ser essa a visão do líder parlamentar do PSD, Guilherme Silva "Não podemos passar sem a SIC Notícias. Não é comparável com outros canais, nem substituível. É indispensável." A ideia encontra eco do outro lado do espectro político. Fernando Rosas, do Bloco de Esquerda, elogia o facto de o canal "não fugir aos problemas" e classifica-o como "obrigatório para quem quer acompanhar a política nacional e internacional".

Rosas considera, porém, que o canal não está isento de falhas "Houve défice de debate e informação relativamente aos referendos [à Constituição Europeia]", observa o bloquista, ressalvando, no entanto, que esse foi um problema de toda a televisão portuguesa.

Também o programa Quadratura do Círculo (em que se juntam Jorge Coelho, Pacheco Pereira e Lobo Xavier sob a moderação de Carlos Andrade) é alvo de críticas "Não reflecte a pluralidade do pensamento político", acusa Rosas, embora faça questão de sublinhar que a SIC Notícias tem feito um trabalho "positivo, sobretudo na informação e debate político".

DESAFIO. Para o futuro, o director do canal não prevê grandes mudanças. "O grande desafio será reinventar a base informativa diária", numa altura em que se colmatou o "défice de programas de opinião" que o canal sentiu na primeira fase. Mas, mesmo face a uma pequena quebra no share dos canais temáticos, não se prevê "nenhuma alteração radical".

Apesar de se manter há três anos no quarto lugar das preferências dos espectadores do cabo, a SIC Notícias sentiu nos últimos dois a ameaça de novos canais.

Os actuais 13,5% de share entre os canais temáticos são o valor mais baixo desde o lançamento do canal (que conseguiu 15,2% em 2001 e um pico de 16% em 2003). Ricardo Costa sublinha que a descida não traduz uma perda nos números absolutos de audiência, que nunca parou de crescer. "A questão é que agora o bolo [de espectadores com cabo] é maior."

Para além disso, o responsável salienta que o tempo médio de visionamento ultrapassou em 2005, pela primeira vez, os 19 minutos e diz estar "orgulhoso" e até "surpreendido" com o facto de um canal noticioso liderar o ranking dos canais do cabo.

Quanto à concorrência, Ricardo Costa diz ver com "respeito" o trabalho da RTPN, mas frisa que os principais concorrentes são os canais AXN, Fox e Panda.

Fonte: Diário de Notícias

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TV'S DISPUTAM TRANSMISSÕES DO MUNDIAL 2006

(em que canal poderemos ver o célebre Manolo?)

As estações de televisão espanholas TVE (pública), Telecinco, La Sexta e a Federação de Organismos de Rádio e Televisão (FORTA, que agrega vários canais) apresentaram já propostas de compra dos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Mundial de Futebol, que se vai disputar este ano na Alemanha. Os valores não foram, no entanto, divulgados.

O prazo para entrar na corrida pelos direitos do Mundial 2006, para o qual a selecção espanhola já se apurou, foi fixado pela Telefónica Contenidos (que actualmente detém os direitos televisivos da competição) e terminou ontem.

A agência Europa Press, contudo, adiantou, sem referir as fontes, que a Telefónica poderá vir a aceitar propostas entregues fora deste prazo, durante uma segunda fase de negociações.

A Antena 3 foi uma das estações que optou por ficar de fora, afirmando já possuir "a melhor oferta futebolística do Mundo, a Liga dos Campeões", que partilha com a Sogecable, dona do Canal+ e Digital+ e que terá início em Outubro deste ano.

Também a privada Cuatro, detida pela Prisa, não fez nenhuma proposta. Os responsáveis da estação recusaram-se comentar o assunto.

Requisitos. A Telefónica deverá agora analisar as propostas, mas, pelo menos, a FORTA e La Sexta não cumprem os requisitos legais estabelecidos em Espanha para eventos de "interesse geral". Em causa está o facto de as estações não cobrirem a totalidade do território.

A este respeito, La Sexta, que abrange 70% do território espanhol, argumentou que pode ser sintonizada em qualquer ponto do país, através do sistema de Televisão Digital Terrestre.

Entretanto, a Telecinco já adquiriu os direitos de transmissão do sorteio das selecções.

Portugal. A SIC garantiu no início de Dezembro a compra dos direitos de transmissão de um pacote de jogos, depois de uma forte disputa com a TVI e a desistência da RTP.

A estação de Francisco Pinto Balsemão terá pago cerca de 7 milhões de euros, um valor que impossibilita o canal público conseguir viabilizar financeiramente as transmissões, uma vez que os espaços publicitários da RTP estão, por força do contrato de concessão do serviço público, reduzidos a seis minutos por hora, contra os 12 permitidos na SIC e TVI. Carnaxide já tornou claro que a aposta no futebol faz parte da nova linha estratégica da estação e anunciou querer também adquirir os direitos da Liga Portuguesa de Futebol.

Fonte: Diário de Notícias

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CONSUMO DE TV BAIXOU EM 2005

O consumo de televisão dos portugueses caiu em 2005, face ao ano de 2004, segundo adianta um estudo da Marktest, citado pela Lusa.

Os dados mostram que dia- riamente cada português viu em sua casa, em média, 3,32 horas de televisão, mas a Marktest refe- re que a quebra no consumo de televisão pode dever-se aos even-tos mediáticos que ocorreram em 2004, casos do Euro 2004, do Rock in Rio ou dos Jogos Olímpicos, além de outros acontecimentos, como o 11 de Março, o tsunami no sudeste asiático ou mesmo a evolução da situação no Iraque.

O estudo mostra que os maiores consumidores de televisão em Portugal estiveram na região do Grande Porto, com um consumo médio de 3,41 horas, mais 4,4% do que a média do universo em foco.

Na divisão por classes foi a classe D (a mais baixa) que mais viu televisão, com um tempo de visionamento de 4,18 horas, o que representa um consumo superior em 22,1%, face ao universo do estudo. A Marktest destaca ainda o consumo diário superior a quatro horas para as mulheres, mais 8,5% do que a média do universo, e o valor de 4,48 horas para as pessoas com mais de 64 anos. Mas é entre os 25 e os 34 anos que se regista o maior aumento de consumo de televisão, com mais 2,5% em 2005, face a 2004. No Litoral Centro do continente registam-se as maiores quebras, nomeadamente entre os quatro e os 14 anos e os 35 e os 44 anos, com um tempo de audiência 4% inferior a 2004. No entanto, segundo um estudo da investigadora Sónia Carrilho, publicado pelo DN na quinta-feira, as crianças e jovens portugueses, com idades entre os dez e os 16 anos continuam a ver televisão em excesso. A investigadora diz que este grupo vê uma média diária de 4,5 horas de televisão, chegando às 7,5 horas aos fins-de-semana, o que contraria a recomendação de uma hora e meia, feita pelos pediatras.

Fonte: Diário de Notícias

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RAMON FONT: NET ASSASSINOU OS CORRESPONDENTES

A Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal tem 40 membros (efectivos). Os espanhóis dominam. O seu presidente é catalão e mostra os bastidores do meio. Entrevista com Ramon Font.

"Procuro transmitir a imagem de um Portugal amável, um Portugal que eu sinto", diz o jornalista

O que é que os outros países querem saber sobre Portugal?

A cultura portuguesa provoca grande curiosidade lá fora e acabou por substituir a política. A política perdeu o gás de outros tempos...

Entre os correspondentes estrangeiros, há algum tipo de concorrência?

Há pouca. Aqui o mundo romântico do correspondente passou, está arquivado. A Internet assassinou os correspondentes, porque a informação chega em tempo real às redacções. Tivemos que procurar novos mercados. Muitos encontraram nas revistas especializadas um nicho de mercado, outros encontram saídas profissionais como autores de livros, tradutores, até guionistas de filmes.

Não são correspondentes da imprensa internacional a tempo inteiro?

Exceptuando as grandes agências e algum meio de comunicação potente, em geral as empresas não mandam para cá ninguém e aproveitam os jornalistas que já optaram por viver em Portugal. Em carácter exclusivo, com dedicação total, deslocados propositadamente, são os das grandes agências (chinesas, americanas, alemãs, italianas, francesas, espanholas, angolanas) que têm redacções potentes, com mais que um jornalista.

Numa entrevista recente, ao Jornal de Negócios, dizia que, na TVE, avisaram-no que Portugal só entraria nos telejornais duas vezes por ano...

Foi um colega que me disse isso. Teve honras de título, se calhar exagerado. Eu acho que havia que acrescentar que essa informação se referia à informação política. Fiz muito mais que duas peças por ano.

Que espaço há nos media estrangeiros para ouvir os correspondentes?

Há cada vez menos. Por um lado, a Internet dá-lhes mais facilidade de acesso à informação. Por outro, deslocaram-se os centros de atenção informativa. Aumentaram os centros de atenção local, a preocupação pelo mais imediato e, no outro extremo, o mais planetário. Os temas intermédios, a curiosidade de saber o que acontece em Portugal, desapareceu. Depois da entrada na então Comunidade Europeia, Portugal passou a ser um país europeu, nesse sentido, convencional, sem motivos especiais de interesse informativo.

Saiu magoado da TVE?

Saí magoado, porque saí antes de tempo [em Agosto de 2004]. Quem tomou a decisão teve toda a legitimidade para o fazer, mas não o fez da melhor maneira. Eu senti que faltava ainda tempo para completar um ciclo. A TVE não me deve nada, o meu contrato tinha chegado ao fim.

A relação contratual dos correspondentes da imprensa estrangeira com as empresas é precária?

São contratos anuais. É um risco que se aceita, mas não é a regra. Há empresas - as grandes agências e os grandes meios - com um nível superior de estabilidade. Em princípio, são ciclos de quatro anos como os diplomatas. Mas em geral, é muito precário, pago à peça. É tudo muito provisório e, às vezes, apenas ligeiramente compensador. O panorama mudou. O correspondente romântico morreu...

O que é o correspondente romântico?

É o correspondente que residia num hotel, que frequentava aqueles bares com pianista incorporado, que contava histórias extraordinárias pelas quais o leitor esperava. Tudo isso desapareceu. A culpa não foi dos jornalistas, foi da Internet e das empresas.

Não há nada que os correspondentes possam fazer para se tornarem indispensáveis?

Não há ninguém indispensável, mas há coisas que a Internet não proporciona, como as descrição dos cheiros e dos sentimentos. Agora somos mais chamados em situações de emergência.

Numa conferência no Verão passado, disse que o jornalismo digital era um espaço de liberdade. Não pensa em criar nenhum projecto?

Sim! Não tenho nenhum blogue, porque sou analógico, não sou nada digital, mas gostava. A Internet matou o correspondente como conceito, mas abriu uma janela para a liberdade. Vamos ser realistas a liberdade está ameaçada e exige mais vigilância que nunca.

Disse também que antes da entrada do grupo Prisa em Portugal um ou mais grupos portugueses deviam ir para Espanha. Porquê?

É fundamental para o equilíbrio a presença dos interesses portugueses em Espanha. Resignarem-se que só seja possível o inverso, como acontece agora, seria uma renúncia. Reafirmo-o e, como tenho indicações de que pode haver uma operação nesse sentido, aguardo. Se puder contribuirei para isso.

De onde viria essa investida?

Não posso dizer. Eu acho que ainda este ano haverá condições para que um grupo, se calhar um grupo surpresa, entre em Espanha.

A Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP), a que preside, tem 50 jornalistas. Porque se associaram?

Na prática somos 40, dos cinco continentes. O número de efectivos cresceu muito com os jornalistas espanhóis nos últimos dois a três anos. Um em cada quatro associados é espanhol, não há nenhum meio espanhol que não esteja representado cá. Neste momento, há fila de espera para entrar na associação. A AIEP tem quase 30 anos. Confunde-se com o regime constitucional e quando arrancou veio da necessidade de formalizar uma realidade que já existia, em tertúlias, em encontros informais.

O prémio para a Personalidade do Ano é a faceta mais visível da AIEP?

Sim. Tem uma orientação muito clara no sentido de sublinhar quem dá mais prestígio à sociedade portuguesa. Distinguimos personalidades, com grande notoriedade, cujas funções sejam relevantes. O prémio do ano passado [2004, Durão Barroso] e o deste ano [2005, António Guterres] ilustram bem aquilo que poderíamos eufemisticamente chamar opções com sentido de Estado.

Quando atribuíram o prémio de 2004 havia alguma crispação com Durão Barroso. Li no relatório da associação referente a esse ano, referindo-se a Barroso "esperamos que os novos governantes saibam lidar melhor com os jornalistas em geral e os estrangeiros em particular"...

É uma crítica que eu subscrevo, e é a prova da nossa maturidade e responsabilidade como instituição. Não podíamos ajustar contas através do prémio... Houve debate, claro, mas, em última instância, houve sentido de responsabilidade.

Os jornalistas estrangeiros querem ser tratados de forma especial?

A culpa não é, regra geral, dos políticos. É de alguns medíocres que rodeiam esses políticos e é um mal geral. Há os assessores, os adjuntos, que dificultam o nosso acesso.

Nesse relatório há outra crítica, à assessoria de imprensa do Euro 2004, pela forma como tratou os jornalistas estrangeiros. Pode-se falar de uma segregação dos jornalistas estrangeiros?

Segregação não. Há é muita falta de sensibilidade. Esses assessores ignorantes não sabem que um artigo de 60 linhas num meio de comunicação estrangeiro é muito mais importante que uma campanha de publicidade de dois anos. No caso do Euro 2004, alguns pensaram que este era só um acontecimento desportivo e os jornalistas desportivos foram privilegiados. Os correspondentes que estavam cá, e vão ficar cá, foram postos de lado. À última hora houve um organismo do Estado que percebeu isso e resolveu. O Euro 2004 dura três semanas, mas depois o país continua...

O que destaca neste ano de mandato?

Fizemos uma viragem no sentido mais profissional e de um melhor relacionamento com as instituições portuguesas, tanto políticas como da classe. Trocámos informações com a Comissão da Carteira Profissional no sentido de haver mais exigência na sua atribuição aos jornalistas estrangeiros. Colaborámos com a Rádio Renascença no programa Visto de Fora, que está a ser um sucesso. Um dos objectivos para o próximo mandato é ter uma sede, um centro internacional de imprensa.

Essa ideia do centro internacional de imprensa é uma das promessas da recandidatura ao cargo?

Promessa não, mas sim uma meta, um objectivo. Estou confiante que encontraremos receptividade por parte da Câmara Municipal e de outros organismos do Estado.

A associação vive apenas das quotas?

Por enquanto, sim. Mas os estatutos contemplam a existência de sócios benfeitores que vamos activar.

É correspondente cá há muitos anos. Que Portugal tem levado a Espanha?

Eu não serei o correspondente ideal. A minha relação com Portugal está condicionada, tem muitos afectos. Nunca acreditei na objectividade, essas coisas são para alunos do primeiro ano do curso de jornalismo. Acredito na responsabilidade e na seriedade. Procuro transmitir a imagem de um Portugal amável, um Portugal que eu sinto. As coisas que não gosto, olho para outro lado. Não é a nossa função olhar para as arestas. Contribuo para que aumente a curiosidade por este País que adoro.

Fonte: Diário de Notícias

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janeiro 06, 2006

RÁDIO VOZ DE ALENQUER

Rádio Voz de Alenquer faz 20 anos de emissão. Principal objectivo da estação emissora local é a construção de uma sede própria. O fundador: José Manuel Inácio alimenta um sonho pensado há 20 anos.

"Começámos no contexto dos rádios amadores, através de um grupo de alenquerenses que montou um stand na Feira da Ascensão; foi daí que nasceu a ideia de criar uma rádio na Vila Presépio", conta ao DN José Manuel Inácio, presidente da Rádio Voz de Alenquer (RVA).

Juntamente com Augusto Gonçalves, Mário Alberto Catarino, Duarte João d'Oliveira, Henrique Selerico e José Paulo Garcês, foram assim dados os primeiros passos na aventura. Tudo a medo, até porque ninguém sabia como fazer uma rádio. "Felizmente contámos com o apoio de alguns mecenas para comprar o nosso primeiro emissor. Emprestaram-nos uma mesa de mistura, um microfone e um gira-discos, e assim iniciámos as emissões no dia 6 de Janeiro de 1986", reforça o fundador da RVA.

O estatuto de "rádio pirata" - inicialmente apenas com três horas de emissão ao fim-de-semana, depois com seis horas, mais tarde com 12 - perdurou até 31 de Dezembro de 1989.

Ronda Folclórica, que ainda hoje integra a grelha de programas, Desporto, 16 Rosas, Miscelânea Musical, Balde de Cultura e Três Dimensões deram nome aos primeiros programas da estação, que mais tarde abriu espaços de informação local e regional.

As emissões foram retomadas em 1 de Abril de 1990, já dentro da legalidade, tendo-se registado "uma receptividade muito grande da população, que contribuiu com apoio monetário, através da recolha de fundos, para custear as despesas", enfatiza.

A rádio, que apostou na música portuguesa como matriz de identidade, estende-se do Alentejo, Estremadura, englobando Grande Lisboa, e Ribatejo, emitindo nos 93.5 e 100.6 em FM.

O principal objectivo da RVA "é a construção de uma sede própria, na periferia de Alenquer", assume José Manuel Inácio, que acrescenta que a estação vai começar a emitir online muito brevemente.

"Teremos a oportunidade de levar a emissão aos nossos emigrantes, através da Internet (www.radioalenquer.com), correspondendo assim a um velho anseio de muitos dos nossos conterrâneos", conclui o homem forte da Voz de Alenquer, que, aos 66 anos, ocupa uma grande parte do seu dia-a-dia a garantir que a rádio que ajudou a nascer continue "no ar".

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 12:26 PM | Comentários (28)

MAIS TRANSFERÊNCIAS

Maria de São José vai trocar a TSF pela Antena 1 (A1) no final do mês de Janeiro, revelou ao DN o director de informação da RDP, João Barreiros.

A jornalista, que era editora há dez anos, vai exercer as mesmas funções na informação da tarde da rádio pública. João Barreiros diz esperar que Maria de São José traga "um refrescamento à equipa", numa estação que quer "uma informação dinâmica, perto das pessoas, sem ser especulativa".

Ao fim de 13 anos de TSF, Maria de São José admite que, profissionalmente, esta é uma mudança que a "entusiasma muito". "A RDP está em grande mudança, para melhor, sendo um projecto muito dinâmico", disse.

A jornalista reconhece que "cada pessoa tem o seu estilo" e diz estar "habituada a uma dinâmica muito forte, tentando levar alguma dessa dinâmica para a A1, uma rádio que tem margem para esse tipo de informação".

Fonte: Diário de Notícias

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EQUILÍBRIO NA RTP

RTP antecipa equilíbrio operacional já em 2005. Contas da televisão pública com resultados acima de um milhão de euros. Restruturação: Almerindo Marques defende que a recuperação só foi possível graças ao trabalho conjunto de muitos que trabalham na RTP

"Não vale a pena descobrir novas leis. Foi reduzindo custos, aumentando proveitos e organizando a empresa que foi possível lá chegar"
A RTP conseguiu alcançar o equilíbrio de exploração (break even) já no exercício de 2005, ao registar "entre um a dois milhões de euros positivos", antecipando a data de 2006 inicialmente prevista.

Almerindo Marques, presidente da RTP, que concedeu ao DN uma entrevista exclusiva, a publicar na próxima segunda-feira, confirmou as expectativas criadas no primeiro semestre do ano passado a antecipação do cumprimento do Acordo de Reestruturação Financeira assinado com o Estado.

Nos primeiros seis meses do ano passado, o grupo melhorou os seus resultados operacionais em cerca de 3,2 milhões de euros, em relação ao mesmo período do ano anterior, situando-se dos 167 mil euros negativos. Passados mais seis meses e com as contas praticamente fechadas, o presidente da RTP revelou ter atingido o break-even (cobertura dos custos pelas receitas), segundo o próprio "ficando ligeiramente por acima".

"O compromisso é o equilíbrio de exploração. Em termos de resultados correntes, há que somar os custos financeiros que, por opção do Estado, se mantém na RTP relativos a dívidas do passado", disse ao DN. Mas ,"a verdade é que se fosse também considerado o resultado financeiro, isso incumpria imediatamente numa exigência da União Europeia" com a leitura de que "se [a RTP] tem lucros, apesar de ter que pagar juros do passado é porque tem indeminizações compensatórias a mais e isso é concorrência desleal e por aí adiante...", explica Almerindo Marques.

"O que é da nossa obrigação e está firmado no texto do acordo de recuperação e acordos com o Estado e com o banco credor é o equilíbrio de exploração", reforça.

Também no cash flow (indicador relativo à rentabilidade do negócio), a RTP irá crescer para os 16 a 17 milhões de euros, contra os 4,6 milhões de 2004.

Do lado das receitas, nomeadamente das publicitárias, Almerindo Marques revela que a empresa deverá ficar entre os 49 e os 50 milhões de euros, um valor em linha com o de 2004, ano em que beneficiou muito do Europeu de Futebol.

A esta parcela dos proveitos operacionais acrescem os 122 milhões de euros da indminização compensatória (valor que o accionista Estado paga à RTP pela prestação do serviço público) de 2005. Para 2006, a RTP irá contar com uma indeminização de147 milhões de euros, com IVA incluído. Uma obrigação que "os Governos têm cumprido, apesar de algum desfazamento temporal de processamento". Quanto à contribuição do audiovisual, RTP e RDP contam com 91 milhões de euros.

Esquecer o passado. Na entrevista ao DN, à pergunta "como é que em três anos foi possivel recuperar de um défice de tesouraria de 150 milhões de euros e de exploração mensal de 20 milhões de euros?, Almerindo afirmou não gostar de "falar do passado".

Ainda assim, recordou que a empresa reduziu "centenas de milhões de euros nos custos em todas as áreas - pessoal, conteúdos, serviços a terceiros -, renegociou todos os acordos e aumentou os proveitos, mesmo com a redução do espaço publicitário de de 7,5 minutos/hora para 6 minutos/hora".

Em suma," não vale a pena tentar descobrir novas leis. Foi reduzindo custos, aumentando proveitos e organizando a empresa que se conseguiu lá chegar", concluiu o presidente da RTP, que tomou posse no Verão de 2002, por nomeação do governo de Durão Barroso, resistindo à instabilidade política vivida nos últimos anos.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 12:24 PM | Comentários (0)

SÁBADO JÁ NÃO É ÀS SEXTAS, É ÀS QUINTAS

A newsmagazine Sábado, editada pela Cofina, vai passar a sair à quinta-feira com o objectivo de impulsionar as vendas do título e responder aos pedidos dos leitores, disse hoje à agência Lusa o director Miguel Pinheiro.

A alteração da data de publicação da revista, que neste momento está nas bancas à sexta-feira, entra em vigor a partir de 12 de Janeiro.

«A equipa tem vindo a discutir internamente esta possibilidade há alguns meses», afirmou o responsável, justificando que esta mudança era «inevitável» perante as opiniões recolhidas nos últimos meses entre os leitores da revista e pela sua receptividade a algumas edições antecipadas.

«Por razões de calendário, como foi o caso do Natal e do Ano Novo, a revista teve de antecipar para quinta-feira as suas edições e as vendas correram muito bem», referiu Miguel Pinheiro.

Permitir um serviço de distribuição mais eficaz aos cerca de 11 mil assinantes da revista foi outro dos aspectos tido em conta para concretizar a mudança.

Com esta alteração, a Sábado passa a estar nas bancas em simultâneo com a sua concorrente mais directa, a newsmagazine do grupo Impresa Visão.

«O leitor vai poder escolher no mesmo dia, na mesma hora, o produto que prefere. O leitor vai poder comparar os produtos e ter liberdade de escolha», referiu o jornalista, acreditando que, a médio prazo, a Sábado poderá aumentar «substancialmente» os seus leitores e vendas.

A revista Sábado, cujo primeiro número foi para as bancas no dia 7 de Maio de 2004, apresentou uma circulação média paga (vendas e assinaturas) de quase 50 mil exemplares (49.932) entre Janeiro e Setembro do ano passado, o que significou um crescimento de 65,5% face ao período homólogo de 2004, segundo o último relatório da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT).

Os mesmos dados revelaram que nos primeiros nove meses do ano a concorrente Visão desceu 5,1% em comparação com 2004, passando de 104 mil para 99 mil exemplares vendidos.

A outra newsmagazine do segmento, a Focus (grupo Impala), protagonizou a principal descida do segmento.

A revista vendeu entre Janeiro e Setembro menos 8,7 mil exemplares por edição do que no mesmo período de 2004, passando a apresentar uma circulação média paga na ordem dos 16.908 exemplares.

Esta descida correspondeu a uma quebra de 34,2%, de acordo com os mesmos dados.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 10:14 AM | Comentários (0)

06 DE JANEIRO DE 1973

Começa a publicar-se o semanário Expresso.

Publicado por estaccs às 09:41 AM | Comentários (0)

janeiro 05, 2006

APDSI ARRASA PLANO TECNOLÓGICO

O plano tecnológico não é "um plano estratégico que alimente uma visão", nem "um plano operacional, que determine acções concretas para alvos definidos e especificados", criticou hoje o presidente da APDSI (Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação), Dias Coelho.

A conclusão foi apresentada pelo Grupo de Alto Nível (GAN), que é constituído por 15 personalidades ligadas ao mundo empresarial, ao sector público e às universidades, que considerou que o conjunto de alvos estratégicos definidos no Plano Tecnológico está "desenquadrado de uma visão estratégica que lhe dê coerência e dinâmica de mobilização" e que o "ligue a um projecto de desenvolvimento para Portugal".

"Não sendo um plano estratégico genuíno, não é todavia um plano operacional, já que os alvos propostos são mais gerais do que é desejável que aconteça num plano destinado a ser controlado e aplicado afirmativamente", acrescenta o relatório.

Durante a apresentação das conclusões do GAN, que trimestralmente vai apresentar um relatório de análise a um tema de actualidade no âmbito da sociedade da informação, Dias Coelho sublinhou que "a Ota e o TGV têm os recursos, o plano tecnológico boas intenções".

Para o GAN, "apesar de intenções muito abrangentes e ambiciosas, a falta de coerência de que padece [o plano] deixa a descoberto a ausência de articulações integradoras entre os programas de abordagem aos vários sectores".

Fonte: Público on line

Publicado por estaccs às 06:27 PM | Comentários (0)

RTP VIOLOU A LEI?

Os sindicatos acusam a administração da RTP do recurso ilegal à contratação de meios externos durante os quatro dias de greve sectorial, que ontem terminou, e de convocar uma reunião com os trabalhadores à sua revelia.

“Para garantir a emissão, a administração teve de recorrer a uma empresa externa – MediaLuso – e isso viola a lei”, garante António Caetano, do SINTTAV. “Com certeza que faremos uma queixa formal à Inspecção de Trabalho”. Rogério Martins, do STT, corrobora: “A cobertura do Lisboa-Dacar foi feita por meios externos. Vamos analisar as irregularidades.”

Em jeito de balanço da paragem dos sectores da supervisão de emissão, comunicações móveis, manutenção de estúdios e emissão e coordenação técnica, Caetano sublinha que, “mais importante do que a greve ter sido de 100% (uma centena de trabalhadores) é que estes sectores são os mais penalizados da empresa e ainda não viram convertidos neste ACT (Acordo Colectivo de Trabalho) os direitos que tinham antes [no Acordo da Empresa entretanto extinto]”.

O representante do SINTTAV, uma das duas organizações que convocaram a greve (com o STT), recorda também a “atitude hipócrita” da administração da RTP que, na sexta-feira, “convocou uma reunião com os trabalhadores para os demover da greve”, acto “ilegal”.

Luís Marques, administrador, nega: “Fizemos uma reunião, mas na quinta-feira e com os sindicatos, de forma aberta”, diz, admitindo a “necessidade de recorrer a meios exteriores pela sobrecarga de trabalho”, tal como acontecerá, a partir de hoje, dada a greve às horas extraordinárias.

Em comunicado, os dois sindicatos lembram que a greve “só não foi desconvocada porque a administração rejeitou a proposta de manter em vigor o AE até 28 de Fevereiro”, data que os sindicalistas consideram razoável para concluir as negociações.

Quanto à eventualidade de novas paragens, Luís Marques deixa o aviso: “Cá estaremos, certos da nossa razão. Esta greve é desajustada, sobretudo quando ainda estamos em negociações.” O administrador lembra ainda: “Alguns dos sectores [que aderiram à greve] são dos mais beneficiados.”

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 05:56 PM | Comentários (0)

CONSUMIDORES CONTRA ANÚNCIOS COM O HINO NACIONAL

A nova campanha de publicidade da Portugal Telecom (PT) está a provocar protestos, por causa da inclusão no anúncio de um arranjo musical do Hino Nacional.

Muitas das queixas têm chegado à Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), que ontem exigiu a alteração do Código da Publicidade para acabar com “a utilização abusiva dos símbolos da Nação”.

“Se continuarmos a permitir a utilização dos símbolos nacionais para fins meramente mercantilistas, banalizam-se e perde-se a sua carga simbólica”, afirma Mário Frota, presidente da APDC, com sede em Coimbra. Têm chegado à associação “muitos telefonemas de pessoas ofendidas pelo facto de estar a ser usado o Hino Nacional” num anúncio televisivo.

Com base nestes protestos, a APDC dirigiu um ofício ao Procurador-Geral da República e ao Provedor de Justiça, pedindo-lhes que promovam a inconstitucionalidade da norma que torna legal este tipo de aproveitamento publicitário.

O Código da Publicidade considera que a utilização dos símbolos nacionais em acções promocionais só é ilícita quando feita depreciativamente. Mas, Mário Frota defende que se retire do código a palavra ‘depreciativa’, para impedir os anunciantes de os usar. A PT pensa o contrário e considera que a campanha televisiva é “um sinal de profundo respeito pelo nosso País”, referiu um porta-voz da operadora de telecomunicações.

“Esta empresa não tem complexos em ser portuguesa”, adiantou o responsável, salientando que, por cada euro vendido em qualquer parte do mundo, a PT “gera 60 cêntimos de riqueza” no território nacional. A acção de promoção da empresa prevê um investimento de 3,8 milhões de euros.

Fonte: Correio da Manhã

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CAVACO RECUSOU ANTENA 1

A Antena 1 (A1) esclareceu os motivos da ausência de uma entrevista de fundo ao candidato presidencial Cavaco Silva, depois da rádio pública ter transmitido conversas com os outros quatro candidatos.

O esclarecimento foi lido ontem aos microfones da estação pública. Maria Flor Pedroso disse ao DN que "a A1 não quis discriminar qualquer candidato e daí a necessidade de emitir uma explicação" sobre a ausência a um dos principais candidatos à Presidência da República.

Da parte da candidatura de Cavaco Silva, Fernando Lima explicou ao DN que "não houve uma compatibilidade de agenda do candidato. Temos tentado compatibilizar as agendas dos órgãos de comunicação social com a do candidato. A RDP apresentou um pacote de datas, mas não foi possível", disse.

Na explicação que emitiu, a A1 refere que os convites foram endereçados, "há cerca de dois meses", a todas as candidaturas e que apenas a de Cavaco Silva acabou por não aceder ao convite.

Apesar de este nunca ter sido recusado, "a 15 dias da data marcada foi dito que Cavaco Silva não daria entrevistas enquanto houvesse debates na televisão". No entanto, a A1 chama a atenção para o facto de que "durante o período de debates, Cavaco Silva foi entrevistado pela Rádio Alfa, em Paris, bem como concedeu duas entrevistas a jornais regionais dos Açores". Face a este facto, Fernando Lima refere que "se Cavaco Silva foi a Paris fazer campanha, tinha de falar com a Rádio Alfa, que emite para a comunidade portuguesa em Paris".

A rádio pública tentou avançar com outras datas e chegou a anunciar a entrevista. Mas no dia 16 de Dezembro, "a A1 é contactada pela candidatura de Cavaco Silva. A argumentação muda. Cavaco Silva só dará entrevista durante a campanha eleitoral". No comunicado, a A1 lamenta que os seus ouvintes, bem como os da RDP África e RDP Internacional ficam privados de ouvir uma entrevista de fundo a um dos principais candidatos à Presidência da República".

Fonte: Clube de Jornalistas

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SINDICATO QURER COMPRAR OITO DIÁRIOS

Num momento em que a situação de "O Comércio do Porto" e de "A Capital" ainda não está resolvida é oportuno assinalar a candidatura de uma organização sindical americana à compra de oito diários do grupo Knight Ridder, em associação com investidores cujas prioridades de gestão não envolvam despedimentos. Aqui.

Fonte: Clube de Jornalistas

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FERRO REQUER AO STJ QUE AFASTE SOUTO MOURA

Eduardo Ferro Rodrigues concretizou ontem no Supremo Tribeunal de Justiça o incidente de recusa de José Souto Moura da tutela do inquérito em que o ex-líder do PS se queixou de duas testemunhas do processo Casa Pia

Eduardo Ferro Rodrigues concretizou ontem no Supremo Tribeunal de Justiça o incidente de recusa de José Souto Moura da tutela do inquérito em que o ex-líder do PS se queixou de duas testemunhas do processo Casa Pia por difamação, denúncia caluniosa e depoimento falso, por o terem implicado em actos de abuso sexuais de menores. O pedido alega que Souto Moura agiu com parcialidade e com falta de isenção perante a queixa de Ferro, apresentada em 31 de Dezembro de 2004. E requer ao STJ que, caso dê provimento à pretensão, nomeie um substituto do procurador-geral da República para intervir naquele caso.

Em causa o facto de o procurador-geral ter decidido retirar os autos à Procuradora da República a quem foram distribuídos e endossá-los a Paula Soares e Cristina Faleiro, procuradoras adjuntas envolvidas na investigação do processo da Casa Pia e com quem os arguidos teriam "uma relação de confiança". No passado dia 14 de Dezembro, três dias após o anúncio da intenção de Ferro de arguir a suspeição de Souto Moura, estas magistradas arquivaram a queixa sem aguardarem pela realização de diligências requeridas pelo embaixador de Portugal junto da OCDE.

Pedroso Lima, advogado de Ferro, não se conformou e reclamou ontem junto do superior hierárquico das magistradas, João Guerra, responsável pelas investigações da Casa Pia. E também formalizou o pedido de afastamento de Souto Moura com a inerente devolução da queixa-crime à procuradora da República a quem esta foi distribuída no DIAP de Lisboa.

Fonte: Público, 5 de Janeiro de 2006
Emanuel Teixeira

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JORNALISMO COMPRADO

Dois colunistas americanos confessaram que aceitaram pagamento do lobista de Washington Jack Abramoff para escrever textos favoráveis a seus clientes. Doug Bandow foi dispensado pelo Copley News Service após admitir que escreveu dezenas de artigos por US$ 2 mil cada.

"Eu sou responsável e não vou bancar a vítima", afirmou o colunista depois que a revista BusinessWeek revelou a história. "Obviamente, eu me arrependo de pôr dúvidas em mais de 20 anos de ativismo e jornalismo. Por esta razão eu peço desculpas".

Já Peter Ferrara, do Institute for Policy Innovation, admitiu ter recebido, há alguns anos, pagamentos de "meia dúzia de lobistas", incluindo Abramoff. Dois dos jornais para os quais ele escrevia, o Washington Times e o Manchester Union Leader, o dispensaram. Ferrara, entretanto, parece não se arrepender. "Não há nada de antiético em ganhar dinheiro de alguém e escrever um artigo", afirmou.

Os leitores podem discordar deste raciocínio, afirma Howard Kurtz [The Washington Post, 26/12/05]. "Eles não têm como saber sobre estes pagamentos secretos, que parecem ser uma tática comum e crescente usada por companhias para influenciar o debate público através de partes neutras", ressalta o colunista do Post.

Há dois anos, o ex-senador pelo Michigan Don Riegle escreveu um artigo de opinião atacando Visa e Mastercard sem informar aos leitores que sua empresa de relações públicas representava o Wal-Mart – que na ocasião processava as duas empresas de cartão de crédito.

Fonte: Observatório da Imprensa

Publicado por estaccs às 05:14 PM | Comentários (0)

janeiro 04, 2006

A FALTA DE CARTEIRA E O CRIME (3)

Ainda segundo o mesmo despacho só assim não seria se existisse uma Ordem dos Jornalistas, coisa que a Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas não é, visto que sobre eles não dispõe de poder disciplinar.

Publicado por estaccs às 07:38 PM | Comentários (0)

A FALTA DE CARTEIRA E O CRIME (2)

Nesse despacho, Manuel Magriço considera que o legislador ordinário sujeitou exclusivamente ao regime contra-ordenacional o exercício da profissão de jornalista sem a respectiva carteira profissional, pelo que não tal conduta não configura a prática de um crime de usurpação de funções, como tipificado no artigo 358º, alínea b), do Código Penal.

Publicado por estaccs às 07:33 PM | Comentários (0)

A FALTA DE CARTEIRA E O CRIME (1)

Na Revista do Ministério Público, Ano 26, Jul-Set 2005, nº 103, reproduz-se o despacho de arquivamento proferido pelo Procurador-Geral Adjunto junto do DIAP, Manuel Magriço, em inquérito relativo ao exercício da profissão de jornalista e a eventual prática do crime de usurpação de funções (artigo 358º, b), do Código Penal.

Publicado por estaccs às 07:26 PM | Comentários (0)

O ESTAJORNAL NA MEDIA XXI (NOV.-DEZ.)

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BBC ABRE ARQUIVOS AO PÚBLICO

Na internet.

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A PISTOLA E O BÉBÉ

LONDRES.- El cartel publicitario escogido por el cantante estadounidense de música rap 50 Cent, en el que sostiene una pistola y un bebé, ha sido criticado por el organismo británico regulador de la publicidad al considerar que asocia el crimen con el glamour.

La imagen del músico estadounidense, que porta el lema "hazte rico o muere intentándolo" y que es la portada de su nuevo álbum y su película, podría percibirse como una aprobación del empleo de las armas, según la UK Advertising Standards Authority (ASA).

Para la ASA, la gran credibilidad con que cuenta 50 Cent entre los jóvenes podría provocar "que su asociación entre la cultura de las bandas urbanas con el comportamiento criminal se percibieran, probablemente, como una forma de hacer que la posesión y uso de las armas se vieran como algo glamouroso.

Además, el eslogan unido a la polémica imagen podría dar la impresión, continuó la ASA, de que "el éxito se puede alcanzar a través de la violencia".

Por su parte, la empresa de publicidad encargada de la controvertida propuesta, Universal Music Group, ha justificado la campaña, argumentando que la imagen del cantante pretendía comunicar "la lucha de 50 Cent por escaparse del gueto".

Además, el bebé apoyado en su hombro y la pistola metida por dentro de la parte trasera del pantalón del cantante reflejan, añade Universal Music Group, la opción por la que el "rapero" tiene que decantarse entre el niño y la violencia que representa el arma.

El reclamo publicitario de 50 Cent, cuyo nombre real es Curtis Jackson, ha provocado hasta la fecha 17 quejas de personas que lo consideran irresponsable u ofensivo y que han motivado que se retirara en EEUU.

Fonte: El Mundo

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PAPARAZZI COM MULTAS MAIORES NA CALIFORNIA

LOS ÁNGELES.- Con el inicio de 2006 ha entrado en vigor una nueva ley en California que incrementa las multas contra aquellos fotógrafos de la prensa 'rosa' que sean agresivos. Por ejemplo, con aquellos que golpeen con sus cámaras a los famosos o choquen sus automóviles cuando los persigan, que de todo ha habido.

Este tipo de fotógrafos podrán ser demandados a partir de ahora por una cantidad hasta tres veces superior a los daños y perjuicios que cometan. Además, perderán automáticamente cualquier pago que pudieran recibir por la publicación de sus fotografías. También las empresas editoras que adquieran las instantáneas podrán ser declaradas legalmente responsables.

"Ahora los 'paparazzi' van a tener que pensarlo dos veces antes de perseguir a una celebridad en California", ha declarado la diputada Cindy Montanez, quien diseñó la iniciativa de ley que fue firmada en octubre por el gobernador, Arnold Schwarzenegger.

El propio Schwarzenegger vivió un momento difícil con los 'paparazzi' en 1998, cuando los fotógrafos usaron sus automóviles para rodear la camioneta deportiva del actor mientras él y su esposa, María Shriver, recogían a su hijo en la escuela.

La puesta en marcha de la ley coincide además con una reciente ola de persecuciones en automóvil a varios famosos, según la diputada Montanez.

En mayo, un fotógrafo que seguía a la actriz Lindsay Lohan chocó contra su automóvil en la zona oeste de Los Angeles. El fotógrafo fue fichado por asalto con arma mortífera, pero los fiscales han alegado que no pudieron recabar suficientes evidencias como para presentar cargos.

En agosto, la actriz Scarlett Johansson estuvo involucrada en un pequeño accidente de coche en un aparcamiento del parque temático Disneyland mientras era perseguida por varios 'paparazzi'. La actriz Reese Witherspoon aseguró que el pasado mes de abril unos fotógrafos trataron de sacarla de la carretera mientras conducía su automóvil.

Ninguno de los dos incidentes derivó en acusación penal alguna, pero la Fiscalía de Los Angeles continúa investigando las tácticas agresivas de algunos fotógrafos de la prensa sensacionalista.

Con la proliferación de publicaciones sobre famosos, repletas de fotografías, cada vez hay más 'paparazzi' dispuestos a perseguir a los ricos y famosos. Mientras más exclusiva sea la fotografía, más se pagará por ella, según ha reconocido el ex fotógrafo Brad Elterman.

Una serie de fotografías de Ben Affleck y Jennifer Garner con su bebé recién nacido, por ejemplo, podrían venderse por hasta medio millón de dólares, según Elterman. Incluso fotografías menos exclusivas de estrellas populares pueden pagarse a 10.000 dólares o más, ha dicho. "El negocio se maneja por dinero", afirmó Elterman. "A los tipos que sacan las fotos no les importa cómo conseguir la fotografía porque no tienen nada que perder".

Fonte: El Mundo

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CÁCERES MONTEIRO

Morreu o enviado especial que também gostava de redacção.

Os textos de imprensa e os livros criaram-lhe a imagem de repórter, mas considerava-se, antes de mais, um jornalista "de banca", que gostava de "fazer sair edições". O director fundador da revista Visão morreu ontem, aos 57 anos.

Quando o chefe de redacção da revista Flama lhe perguntou se queria ir fazer a reportagem aos Jogos Olímpicos do México, disse que não podia, que tinha exames de segunda época na faculdade. Só a insistência o convenceu: "Veja bem, faz os exames noutra altura, vai conhecer o México, pára em Nova Iorque, se quiser...".

Foi a primeira viagem profissional do jornalista Carlos Cáceres Monteiro, ex-director da Visão, falecido ontem aos 57 anos, em Lisboa.

Essa primeira viagem em trabalho, no Verão de 1968, determinou a vida profissional de um dos mais viajados repórteres portugueses. "Eu mordi a maçã, foi decisivo. Apanhei logo ali o bichinho do jornalismo" disse numa entrevista dada em 2004 ao Diário de Notícias (DN), na qual recordou o episódio e a insistência de Manuel Beça Múria, o chefe que depois acompanhou no semanário O Jornal, antecessor da Visão.

Nascido a 9 de Agosto de 1948, Cáceres Monteiro, hospitalizado há três semanas no Hospital Egas Moniz com problemas renais, começara no jornalismo "por brincadeira", quando estudava na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. A ida ao México afastou-o de vez da advocacia.

Afinal, ainda no liceu, fora seduzido pelos jornais escritos à mão, à máquina ou policopiados.

Como repórter cobriu alguns dos mais importantes conflitos das últimas décadas: as guerras de Angola, Golfo Pérsico, Israel e Palestina, América Latina e Camboja. Repórter destacado para quase todos os cantos do mundo, confessava-se adepto do trabalho de redacção. "Antes de mais sou um jornalista de banca, gosto de chefia e de fazer sair as edições."

O trajecto profissional levou-o da Flama ao Século Ilustrado .

Depois foi subchefe de redacção de A Capital, editor de política do DN, correspondente da revista espanhola Câmbio 16 e director do semanário de espéctaculos Se7e. Co-fundador de O Jornal, em 1975, onde foi director adjunto, é director fundador da Visão, que liderou até Junho do ano passado, quando passou a director editorial da Edimpresa, holding do grupo Imprensa para as revistas.
Presidente do Sindicato dos Jornalistas entre 1977 e 1980, Cáceres Monteiro esteve nessa qualidade ligado às primeiras leis que, depois do 25 de Abril, regulam o exercício do jornalismo em Portugal. É nos seus dois mandatos que a entidade sindical cria uma comissão de acompanhamento do processo de criação do primeiro curso superior de Comunicação Social, na Universidade de Lisboa.

Foi distinguido com o Prémio Gazeta 1985, atribuído pelo Clube de Jornalistas pelos trabalhos que fez na China. Recebeu também o Prémio de Jornalismo de 2001 do Clube Português de Imprensa. Foi comentador regular na RTP, na TSF (de que O Jornal era societário), na Antena 1 e na SIC Notícias.

Em Hotel Babilónia , editado em 2004, que atravessa países, continentes e geografias diversas, o "repórter-viajante-aventureiro", como o PÚBLICO lhe chamou então, reúne histórias e relatos de 30 anos e de mais de meia centena de países. "Quero caçar as atmosferas, antes que elas desapareçam completamente.

Guardar a memória dos lugares antes que fique tudo igual", dizia numa entrevista em que convidenciou projectos que não chegou a concretizar: fazer uma grande viagem na Índia, escrever crónicas de viagens no Sul da China.

Na mesma entrevista ao PÙBLICO manifestava o desejo de contunuar a ser repórter, "já não para enviar crónicas diárias ou semanais, mas para contar em livros, num género entre o jornalismo e a literatura de viagens".

Foi, em 1984-1985, com Mário Soares como primeiro-ministro, director geral da Comunicação Social. Mas o jornalismo era o seu meio e rapidamente voltou às redacções e às viagens.

"Acredito na humanidade e no jornalismo como missão de vida.
Com todos os erros, acho que, se exercermos bem a nossa profissão, podemos lutar por boas causas", afirmava também na citada entrevista de 2004 ao DN .

O corpo de Cáceres Monteiro- que deixa quatro filhos, dois deles menores- foi levado para a Basílica da Estrela, de onde, depois de uma missa de corpo presente marcada para as 14:30, o funeral segue para o Cemitério dos Olivais, em Lisboa.

Fonte: Público, 4 de Janeiro de 2006
Emanuel Teixeira

Publicado por estaccs às 01:47 PM | Comentários (0)

O CASO

Polícia Judiciária apreende droga comprada pelo Tal&Qual através da internet.

A Polícia Judiciária apreendeu drogas ilegais que o semanário Tal&Qual comprou através de um site holandês na Internet para uma reportagem editada na última edição sob o título " Droga ao Domícilio sem chatices", em que o jornal mostrava a facilidade de adquirir estupefacientes. Em comunicado ontem divulgado, a PJ revela que apreendeu as substâncias psicoactivas ilegais compradas pelo jornal " no âmbito de um inquérito judicial onde será apurada a responsabilidade criminal dos adquirentes". A PJ refere também que o site, disponível em várias línguas, incluindo o português, é " alvo de vigilância e investigação da Polícia Judiciária", apesar de estar domiciliado no estrangeiro. Segundo a polícia, o texto do semanário é susceptível de criar ou induzir a errada convicção, nomeadamente junto dos jovens, de que comprar estupefacientes desta forma não é crime. Segundo o Tal&Qual foram encomendadas substâncias ilegais em Portugal no valor de 50 euros, entre os quais comprimidos druids fantasy, " cogumelos mágicos" e um pacote de sálvia, uma planta alucinogénea. As formas de pagamento possível são diversas, nomeadamente transferência bancária. A encomenda, "uma pequena e discreta caixa de cartão", demora, ainda segundo o jornal, entre um a oito dias a chegar a Portugal.

Fonte: Público, 4 de Janeiro de 2006

Emanuel Teixeira

Publicado por estaccs às 01:31 PM | Comentários (0)

MAIS MORTOS EM 2005

Pelo menos 63 jornalistas morreram em 2005, mais 10 do que em 2004, com o Iraque a ser o terreno mais mortífero, segundo o balanço anual da organização Repórteres sem Fronteiras (RSF).

Os colaboradores dos jornalistas (técnicos, motoristas e tradutores, entre outros) pagaram também um pesado tributo, com cinco mortos, todos no Iraque. O ano de 2005 é «o mais mortífero desde 1995», ano em que 64 jornalistas encontraram a morte, 22 dos quais na Argélia, segundo RSF.

No total, 807 jornalistas foram detidos em 2005, ou seja menos do que em 2004 (907 detenções), mas as agressões e as ameaças contra os jornalistas aumentaram, com pelo menos 1.308 repórteres agredidos ou ameaçados, contra 1.146 o ano passado.

Apesar de o número de detenções ter descido em 2005 comparativamente a 2004, em média todos os dias são detidos dois jornalistas algures no mundo, apenas porque tentaram fazer o seu trabalho.

O escritor líbio Abdullah Ali al-Sanussi al-Darrat é o jornalista preso há mais tempo. Foi detido em 1973, mas sabe-se muito pouco sobre ele e as autoridades líbias nunca responderam aos repetidos pedidos de informação feitos por RSF, desconhecendo-se se está vivo ou morto.

O Médio Oriente e a Ásia são as regiões mais perigosas para os jornalistas.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Iraque permanece o terreno mais mortífero: 24 jornalistas e cinco colaboradores dos «media» encontraram a morte naquele país.

Desde o início do conflito no Iraque, em 2003, 76 jornalistas e acompanhantes dos «media» foram mortos, mais do que na guerra do Vietname, entre 1955 e 1975.

Os jornalistas foram vítimas dos atentados terroristas e dos ataques da guerrilha iraquiana mas também do Exército norte- americano, responsável pela morte de três jornalistas e colaboradores dos «media», segundo RSF.

Nas Filipinas, sete jornalistas pagaram com a vida a sua missão de informar.

O Líbano foi também sacudido por uma vaga de atentados que atingiu políticos e profissionais de imprensa, como o editorialista do diário An-Nahar, Samir Kassir, em Junho, e o proprietário deste diário, o jornalista e deputado anti-sírio Gebrane Tueni.

A África conheceu um recrudescimento da violência em 2005. Cinco profissionais da informação foram mortos, nomeadamente na República Democrática do Congo, na Serra Leoa e na Somália e estes crimes permanecem impunes, sublinhou a organização.

Segundo esta, o «inquérito sobre o assassínio, em Dezembro de 2004, do jornalista gambiano Deyda Hydara, correspondente local de RSF e da Agência France Presse, marca passo».

Dois jornalistas foram assassinados no México quando efectuavam inquéritos sobre os traficantes de droga ou de carburante, assinala a organização.

A Ásia continua a ser a maior prisão do mundo para os jornalistas e os ciber-dissidentes.

A 01 de Janeiro de 2006, 136 jornalistas e três colaboradores dos «media» estavam detidos em 23 países, com a China à cabeça, (32 jornalistas e 62 ciber-dissidentes presos) e Cuba (24 jornalistas), segundo o balanço.

A censura deu um salto «de mais de 60 por cento» no mundo, salienta RSF, que recenseou 1.006 casos, mais de metade dos quais no Nepal, onde está em vigor desde Fevereiro passado o estado de emergência.

Quanto à rede Internet, continua a ser estritamente controlada por numerosos governos. A RSF registou «15 inimigos da Internet», entre eles a Tunísia e o Irão. Teerão detém o recorde de «bloggers» encarcerados.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 10:21 AM | Comentários (0)

"ATLÂNTICO" TEM NOVO DIRECTOR

Paulo Pinto Mascarenhas é o novo director da revista mensal Atlântico, substituindo Helena Matos, que ocupava o cargo desde o lançamento da publicação, em Março de 2005.

Paulo Mascarenhas já está a coordenar a edição de Fevereiro, na qual é desenvolvido o tema das presidenciais. Citado hoje pelo Diário Económico, o director revela que está apostado em fazer com que a revista cresça e atinja novos leitores, sendo sua intenção torná-la mais actual. A revista Atlântico custa três euros.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 10:17 AM | Comentários (0)

SIC REAGE A SOARES

A SIC rejeitou hoje as afirmações do candidato presidencial Mário Soares, que acusou a estação de Carnaxide de «falta de isenção», e garantiu que a cobertura da campanha não será alterada «por nenhum tipo de crítica ou pressão».

«A Direcção de Informação da SIC e da SIC Notícias rejeita totalmente as acusações de Mário Soares. A Direcção de Informação adianta que a cobertura jornalística da campanha eleitoral não vai ser alterada por nenhum tipo de crítica ou pressão, seja de que candidatura for», afirma em comunicado a direcção de informação da SIC e SIC Notícias.

Numa acção de pré-campanha em Moscavide, Soares questionou a isenção da comunicação social em relação à sua candidatura, em especial da SIC que, considerou estar a fazer uma cobertura «parcial».

«Eu até fiz um elogio ao doutor Pinto Balsemão por ser um homem do pluralismo de informação e estou admirado do comportamento da SIC, que tem sido muito parcial em toda esta campanha«, frisou Mário Soares.

Instado a especificar os motivos da acusação, o candidato disse apenas que »há falta de isenção«, justificando: »Porque vejo os noticiários e vejo o que dizem e mostram«.

«A Direcção garante que SIC e a SIC Notícias dão provas diárias de isenção, pluralismo e independência jornalística desde o dia em que iniciaram as emissões», acrescenta a estação de televisão.

A SIC afirma que a isenção é uma situação que «Mário Soares sabe que é absolutamente verdade», recordando que o candidato apoiado pelo PS foi colaborador da SIC até decidir candidatar-se, altura em que suspendeu o programa Sociedade Aberta.

De manhã, numa entrevista à TSF, Mário Soares já tinha acusado alguns grupos de comunicação social de terem «combinado» apoiar Cavaco Silva e criticou directamente a linha informativa seguida pela SIC na cobertura da campanha eleitoral.

«Os grupos de comunicação social - não direi todos - meteram na cabeça deles que deveriam apoiar Cavaco Silva. E isso foi combinado«, declarou.

Fonte: Lusa

Publicado por estaccs às 10:15 AM | Comentários (0)

TAL E QUAL NA PJ

O director do jornal Tal & Qual, Gonçalo Pereira, e a sua jornalista Ana Músico, foram convocados para prestar declarações na Polícia Judiciária no âmbito da reportagem realizado pelo diário sobre a venda de droga na Internet.

A notícia é avançada na edição desta quarta-feira do jornal Correio da Manhã, que recorda que, na reportagem, o Tal & Qual referia, passo a passo, como obter substâncias ilegais na Net, além de descrever a forma como o diário procedeu na investigação, encomendando e recebendo a droga.

«Estou perplexo com a atitude da PJ», comentou Gonçalo Pereira, em declarações ao CM, adiantando que a PJ ter-lhe-á dito que, «provavelmente, seríamos constituídos arguidos por um crime punível com pena entre quatro a 12 anos».

No entanto, o director do Tal & Qual também afirma que, quer ele próprio, quer a jornalista, se sentem «tranquilos» e com a consciência de «missão jornalística» cumprida.

Fonte: Diário Digital

Publicado por estaccs às 10:13 AM | Comentários (6)

janeiro 03, 2006

"AVERIGUEM!", DIZ CAVACO

Cavaco Silva escusou-se hoje a comentar as acusações de Mário Soares sobre uma alegada combinação entre grupos de comunicação social para apoiar a sua candidatura.

Cavaco Silva escusou-se hoje a comentar as acusações de Mário Soares sobre uma alegada combinação entre grupos de comunicação social para apoiar a sua candidatura

Cavaco Silva escusou-se hoje a comentar as acusações de Mário Soares sobre uma alegada combinação entre grupos de comunicação social para apoiar a sua candidatura, considerando que devem ser os jorna listas a avaliar a veracidade da questão.

Questionado sobre se está preocupado com as acusações do candidato apoi ado pelo PS, Cavaco Silva devolveu a questão aos jornalistas: "os senhores jorna listas é que devem estar preocupado".

"Os senhores jornalistas é que devem saber a veracidade desta questão. Os senhores jornalistas é que se devem entender com os candidatos", acrescentou Cavaco Silva, no final de uma breve visita à barragem do Alqueva, no Alentejo.

Sublinhando o "respeito" que tem pelos órgãos de comunicação social, o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP escusou-se a fazer mais comentários sob re as acusações de Mário Soares.

"Já ouvi tanta coisa nesta campanha eleitoral, que nada me surpreende. Mas não vou fazer comentários sobre o que os outros candidatos dizem", acrescent ou.

Em entrevista à TSF, Mário Soares acusou hoje alguns grupos de comunica ção social de terem "combinado" apoiar Cavaco Silva, baseando essa ideia como um resultado da sua simples "observação" face à cobertura jornalística da campanha .

"Os grupos de comunicação social - não direi todos - meteram na cabeça deles que deveriam apoiar Cavaco Silva. E isso foi combinado", declarou Soares, advertindo que, "mais tarde, jovens investigadores irão estudar o que se está a passar nesta campanha".

"A isenção é a marca da comunicação social, mesmo que seja privada", ad vertiu o ex-Presidente, que, contudo, procurou estabelecer uma distinção entre o s jornalistas e os responsáveis dos grupos de comunicação social.

"Não estou a atacar os jornalistas, mesmo quando eles vêm com perguntas feitas, normalmente parvas", disse ainda Mário Soares.

Fonte: Portugal Diário

Publicado por estaccs às 07:48 PM | Comentários (1)

CAIXA SEM CONTROLO

A Caixa de Previdência dos Jornalistas «desconhece há alguns anos a situação contributiva das empresas de comunicação social», afirma o Jornal de Negócios de terça-feira precisando que as contribuições de cerca de 4.500 mil trabalhadores por conta de outrem estão sem fiscalização há quatro anos.

De acordo com o Negócios, o subsistema apenas controla as declarações que são entregues, mensalmente pelas entidades patronais, onde se listam as respectivas remunerações «desconhecendo, contudo se as contribuições propriamente ditas, chagaram ou não, a ser feitas e em que montante».

Embora os jornalistas tenham, à partida, a sua situação contributiva salvaguardada, o facto é que a Caixa dos Jornalistas e a Segurança Social, dispõem cada uma, por seu lado, de informação parcial da situação contributiva das empresas.

Daqui resulta, segundo o Negócios, que a Segurança Social «não tem forma de garantir que os pagamentos estão a ser feitos», calculando-se que existam «muitas empresas, sobretudo de menor dimensão, em falta para com o sistema».

Por outro lado, as novas inscrições da Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas «estão oficialmente suspensas desde meados de 2003». Esta situação é motivada pelo enorme fluxo de beneficiários no últimos 10 anos, e pela «impossibilidade, desde 2002, dos serviços da Caixa em aferir o pagamento das contribuições legais das empresas», reforça o artigo.


Fonte: Dinheiro Digital

Publicado por estaccs às 12:03 PM | Comentários (0)

MORREU CÁCERES MOONTEIRO

O jornalista Carlos Cáceres Monteiro, de 57 anos, morreu às 5:00 de hoje, disse à agência Lusa fonte da revista Visão, da qual foi director desde a sua fundação até ao ano passado.Actualmente Cáceres Monteiro era director editorial do grupo Edimpresa, ao qual pertence a revista Visão.O jornalista estava hospitalizado desde há três semanas.

A BIOGRAFIA

Carlos Cáceres Monteiro, 57 anos, era casado, quatro filhos, e desempenhava, actualmente, as funções de director editorial do grupo Edimpresa. Antes, foi director-adjunto de «O Jornal», do qual foi um dos fundadores em 1975.

No início de carreira, trabalhou como repórter, nas revistas «Flama» e «Século Ilustrado», tendo sido também subchefe de redacção em «A Capital» e editor de política nacional do «Diário de Notícias». Foi correspondente em Lisboa da revista espanhola «Câmbio 16».

Foi director do Jornal «Sete». Tem colaborações dispersas em outras publicações, como a «Seara Nova» e «JL, Jornal de Letras». Foi comentador político em diversas estações de rádio e cobriu a Guerra do Golfo para a TSF em 1991, bem como o conflito israelo-árabe em 2002, em Jerusalém, Telavive e Belém.

Desde 1980 e até 2000, foi analista político regular na RTP, e até há poucos meses era comentador da SIC/Notícias e comentador residente da Antena 1 (RDP).

No campo social, foi dirigente das associações de estudantes entre 1964 e 1969, que eram perseguidas pelo regime de Salazar, e fez parte do órgão coordenador daquelas estruturas estudantis, a RIA. Abandonou a Faculdade de Direito de Lisboa para se dedicar ao jornalismo.


De 1977 a 1981 (dois mandatos, não se recandidatando ao terceiro), foi presidente do Sindicato dos Jornalistas.

Carlos Cáceres Monteiro foi ainda co-autor, em 1975, do livro «Por onde vai Portugal» e, no mesmo ano, autor de um outro: «Angola, país de Vida ou de Morte».


Os seu maiores êxitos editoriais, como autor, foram «O Mundo em AZERT» (1989) e «O Enviado Especial» (1991), dois álbuns de reportagens internacionais, editados pelo Círculo de Leitores, o segundo dos quais com fotos suas. A mesma editora publicou também um livro com as reportagens que fez numa das suas viagens à China, «China, contra-revolução tranquila», com fotos de Eduardo Gageiro. Lançou um outro volume intitulado «Amazónia Proibida», incluindo uma das reportagens que fez no Brasil onde tem viajado periodicamente. As reportagens na China receberam o «Prémio Gazeta 1985» do Clube de Jornalistas.


Em 2002 publicou, em conjunto com Jacinto Rego de Almeida, o álbum de reportagens «Mistérios da Amazónia - Cadernos de uma Expedição nas Guianas e no Brasil» (Editorial Notícias).


Trabalhou (1984/85) com o então primeiro-ministro Mário Soares, ocupando o lugar de Director-Geral da Comunicação Social, departamento que geriu, sendo responsável pelos programas culturais no Palácio Foz. Fez parte do MASP (Movimento de Apoio à Candidatura Presidencial de Mário Soares) nas campanhas eleitorais de 1986 e 1991.


Publicou dois livros de ficção: «Fast Lane» («Heptágono», 1984) e «Apogeu e Queda de Bernardo Malaquias («Europa-América, 1989).~


Viajante um pouco por todos os pontos do planeta, cobriu guerras no Golfo Pérsico e Angola, e diversos conflitos locais (El Salvador, Camboja, Rodésia, Irão, Chiapas, etc.), a situação na Europa de Leste, antes e depois da queda dos regimes comunistas, fez frequentes trabalhos no Extremo-Oriente, designadamente no Vietname. Dessas experiências deu conta, ainda recentemente, no livro «Hotel Babilónia», editado em Junho de 2004.

Fonte: Expresso on line

Publicado por estaccs às 11:47 AM | Comentários (0)

NOVO DIRECTOR DA ESTA TOMA POSSE AMANHÃ

A sessão de tomada de posse do novo director da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, Dr. Miguel Pinto dos Santos, realiza-se no próximo dia 4 de Janeiro de 2006, pelas 11 horas e 30 minutos, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes.

Jorge Ferreira

Publicado por estaccs às 11:33 AM | Comentários (0)

janeiro 02, 2006

LA CUATRO NÃO DESCOLA

A decepcionante estreia do novo canal da Prisa em Espanha, a Cuatro, levou os investidores a apostar mais nas acções da concorrência, nomeadamente na Antena 3 e na Telecinco. Face ao fraco desempenho do novo canal privado, os analistas acabaram por melhorar as expectativas em relação a estas duas estações, considerando que, afinal, será menor o impacto provocado pela entrada de um novo concorrente para disputar o bolo publicitário televisivo.
De acordo com os mesmos analistas, a Prisa, actualmente a maior accionista da Media Capital, terá “sérios problemas ‘em roubar’ a publicidade dos canais nacionais e regionais já existentes”.

Desde dia 7 de Novembro, quando começaram as emissões da Cuatro, os valores dos dois grupos na bolsa espanhola aumentaram significativamente. A maior subida foi a da Antena 3 TV, cujas acções dispararam 27% desde o seu nível mais baixo, alcançado em Outubro. A Telecinco não ficou atrás, aumentando o seu valor em bolsa em 21%.
Segundo os dados oficiais, a Cuatro alcançou uma quota de audiência de cerca de 5% no primeiro mês, face aos 21,8% e 21,2% da Antena 3 TV e da Telecinco, respectivamente. Além das fracas audiências do novo canal da Prisa, os analistas acreditam que a grande valorização das duas estações concorrentes prende-se também com o anúncio por parte do governo de Zapatero de um corte de publicidade na televisão pública espanhola e o aumento do investimento – entre 10 a 15% –, nos canais privados (Antena 3 TV e Telecinco).

Assim, os analistas decidiram rever as recomendações e preço-alvo da Telecinco em 6% para os 23 euros por acção, e da Antena 3 em 11% para os 21 euros.

Apesar de a Cuatro não ter o sucesso desejado em Espanha, a TVI é o canal líder de audiências em Portugal. No entanto, a Prisa já começou a fazer alterações na estação da Media Capital, nomeadamente na área de informação, com a saída de Manuela Moura Guedes como apresentadora do “Jornal Nacional”.

Fonte: Diário Económico

Publicado por estaccs às 06:11 PM | Comentários (0)

CONSELHO DE MINISTROS DA UE ABERTO AO PÚBLICO

O Conselho de Ministros, principal órgão legislativo da União Europeia (UE), decidiu que debater e aprovar legislação será, doravante, um processo mais transparente e próximo do público, no intuito de melhorar a imagem da UE enquanto instituição democrática.

O acordo alcançado na semana passada permitirá que as câmaras de televisão passem a captar o vasto leque de actividades desenvolvidas no sigiloso Conselho de Ministros europeu.

Os defensores desta abertura alegam que o processo de tomada de decisão da UE só tem a ganhar com uma maior transparência e que pode, inclusive, ajudar a contornar o eurocepticismo latente em muitos cidadãos europeus, amplamente manifesto pelos eleitores franceses e holandeses ao rejeitarem o tratado constitucional europeu.

Durante a presidência britânica da UE, que termina no final do mês, determinou-se que a discussão das leis deve ser filmada, excepto nos casos que justifiquem debates à porta fechada. Em tempos, foi acordado que as câmaras de televisão podiam filmar um reduzido número de debates, mas este último acordo é um pouco mais abrangente e permite, essencialmente, a cobertura televisiva das leis sujeitas a procedimentos de co-decisão, isto é, aqueles em que o Parlamento Europeu partilha o poder legislativo com o Conselho. Ora, isto envolve para cima de 40 áreas de trabalho distintas, como o ambiente, o mercado único, a defesa do consumidor ou os transportes.

O Parlamento Europeu, por sua vez, apelou a uma maior transparência no seio do outro “órgão” legislativo europeu. Chris Davies, líder dos Liberais Democratas britânicos no Parlamento Europeu, afirma que a iniciativa ficou aquém das exigências dos eurodeputados. “A Grã-Bretanha perdeu uma excelente oportunidade para promover a abertura e a transparência [dos processos de decisão]. Os ministros deram um importante contributo, mas podiam ter feito muito mais”.

A transmissão dos debates terá lugar a partir de Janeiro em ecrãs instalados no edifício Justus Lipsius, em Bruxelas, e deverão também ser transmitidos via Internet a partir de Junho nas 20 línguas oficiais da UE.

Fonte: Diário Económico

Publicado por estaccs às 06:08 PM | Comentários (0)

EUROSPORT EM PORTUGUÊS

O canal de desporto Eurosport vai passar, a partir de 1 de Janeiro, a emitir os comentários integralmente em português, avançou o grupo em comunicado.

A emissão do canal de televisão tem habitualmente 18 horas por dia, as quais passarão a totalmente em português. Entre os comentadores nacionais encontram-se alguns ex-desportistas como é o caso do vice-campeão olímpico de ciclismo Sérgio Paulinho, o heptacampeão nacional de judo, Carlos Ramos, o recordista nacional de natação Carlos Gião, bem como o presidente da Federação Portuguesa de Esqui, João Trabuco.

Fonte: Diário Económico

Publicado por estaccs às 06:06 PM | Comentários (0)

BUSH OFF THE RECORD

O presidente norte-americano George W. Bush reuniu com editores de vários jornais dos EUA, entre os quais “The Washington Post” e “The New York Times”, para tentar persuadi-los a não publicarem artigos pouco lisonjeiros para os EUA.

Segundo o repórter do “Post” especializado em questões dos média, Howard Kurtz, as reuniões ‘off the record’ foram confirmadas por pessoas que tiveram conhecimento dos factos e do assunto tratado. “Os esforços fracassaram, mas são um indicativo da preocupação com que o Presidente segue as recentes reportagens que suscitaram interrogações”, refere o “Post”.

Fonte: Diário Económico

Publicado por estaccs às 06:02 PM | Comentários (0)

MAIS CÔR NO PÚBLICO

O jornal “Público” está a estudar a possibilidade de adoptar cor em todas as páginas do diário, já em 2006. Os principais entraves têm-se colocado ao nível técnico, nomeadamente com a capacidade da gráfica em adoptar esta medida. No entanto, a parte estética também será analisada de forma a perceber se é viável, segundo revelou ao DE Nuno Pacheco, director-adjunto do título.

“A ideia de ter cor em todas as páginas está em cima da mesa, e esperamos tomar uma decisão já em 2006”, afirmou Nuno Pacheco, acrescentando, no entanto, que “a maquete do ‘Público’ está feita para ser a preto e branco, o que seria necessário mexer no grafismo do jornal”.

Neste momento apenas um terço do diário possui cor devido às restrições técnicas da gráfica. “Primeiro, precisamos da garantia técnica de que é possível adoptar esta medida”, explica Nuno Pacheco, avançando que “a cor facilita, essencialmente, a arrumação da publicidade. Só mais tarde iremos pensar no ponto de vista editorial, que implica alterações também no grafismo”.

O jornal da Sonae foi o primeiro a colocar a primeira página a cores. “Trata-se de uma tendência que, no entanto, não influência as vendas, o que interessa é o conteúdo editorial”, é a opinião do responsável. O jornal pretende ainda adoptar medidas para inverter a situação de queda das vendas, mas sempre baseadas em “melhorar os conteúdos editoriais”, segundo Nuno Pacheco. Nos primeiros nove meses do ano, o “Público” registou um decréscimo das vendas em 3% para os 49.506 exemplares.

Jornal vai ter suplemento sobre Educação

O jornal “Público” estabeleceu uma parceria com a Texto Editora para o lançamento de um suplemento sobre Educação, cujo primeiro número sairá com o diário no dia 10 de Janeiro. Trata-se de um projecto exterior ao jornal, com uma equipa autónoma, dirigida pelo professor, também colunista do “Público”, Santana Castilho. A ideia do suplemento surgiu da Texto Editora, que é patrocinadora do projecto. “A proposta foi feita ao ”Público”, que analisou os conteúdos , chegando à conclusão que “cabiam nos princípios editoriais do título”, referiu Nuno Pacheco, acrescentando que “é uma proposta interessante, uma vez que não existem muitas revistas sobre o tema, que é, no entanto, cada vez mais falado”. O suplemento será inicialmente mensal, podendo passar posteriormente a quinzenal.

Fonte: Diário Económico

Publicado por estaccs às 06:01 PM | Comentários (0)

MAIS REGRESSOS AO EXPRESSO

Miguel Esteves Cardoso volta a escrever para o semanário “Expresso” a partir de sexta-feira, passando a assinar a coluna “Como Quem Diz”.

Em declarações ao “Correio da Manhã”, o jornalista confirmou o regresso ao semanário e diz-se muito contente por voltar ao jornal, do qual saiu para fundar “O Independente”. A nova rubrica versa sobre a maneira de os portugueses se exprimirem. Depois de Miguel Sousa Tavares, Esteves Cardoso é assim o mais recente reforço do elenco de colunistas contratados pela nova direcção do semanário, que assume funções em Janeiro.

Fonte: Diário Económico

Publicado por estaccs às 06:00 PM | Comentários (0)

PARABÉNS!

Ao Ponto Media, de António Granado, um blogue especializado de referência.

Publicado por estaccs às 05:03 PM | Comentários (0)

SOARES QUEIXA-SE DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Mário Soares endureceu ontem as críticas à Comunicação Social, por antecipar a vitória de Cavaco Silva nas presidenciais de 22 de Janeiro, lembrando que “durante a ditadura, a propaganda não adiantou ao regime”.

No distrito de Aveiro, Soares acusou “grandes grupos de Media e certas televisões”, de “uma falta de isenção”, que é “um ultraje” à “liberdade de imprensa”. Para Soares, as televisões “criaram um mito de Cavaco Silva”. Mas, lembrou que “o povo português tem 50 anos de ditadura” e percebe. “Quando a propaganda é demais, o povo rejeita”, adverte.

Reclamando mais debates, incluindo Garcia Pereira, o candidato do PS acusou Cavaco de nada ter feito pelo País nos últimos 10 anos –“tratou, e bem, da sua vida” – e descreveu a actual conjuntura como “difícil, mas superável”, considerando ser “o único capaz de promover a união entre os portugueses”.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 04:02 PM | Comentários (0)

PREÇOS DA LIBERDADE?

Pedro Namora, Felícia Cabrita e Manuela Moura Guedes são três personalidades que sempre defenderam as vítimas de abusos sexuais da Casa Pia. Três anos depois do escândalo ter sido tornado público, Pedro Namora foi despedido da Câmara Municipal de Odivelas (coordenava o gabinete de Turismo), Felícia Cabrita teve de deixar o ‘Diário de Notícias’ (trabalhava na revista ‘Grande Reportagem’) e Moura Guedes abandonou a apresentação do ‘Jornal Nacional’, da TVI.

Contactado pelo CM, o antigo casapiano confirmou que foi despedido da Câmara de Odivelas – presidida por Susana Amador (Partido Socialista) – mas fez questão de garantir que irá “continuar a dar a cara em defesa” dos jovens que foram abusados sexualmente na instituição que Pina Manique fundou no dia 3 de Julho de 1780.

Já Felícia Cabrita não esconde que o processo Casa Pia pode estar relacionado com a sua saída do ‘Diário de Notícias’. “Fui eu que quis deixar o jornal, mas é minha convicção que, por tudo quanto escrevi relacionado com o processo de pedofilia, iria ser perseguida. Prova disso é que, quando fui tratar da rescisão, disseram-me que não me enquadrava no projecto para a nova revista que o ‘DN’ vai lançar”, disse ao CM a jornalista que, em Novembro de 2002 assinou no semanário ‘Expresso’ a peça que deu origem ao processo Casa Pia.

Sem se deter, Felícia Cabrita acrescentou: “Antes de mim afastaram Joaquim Vieira da direcção da ‘Grande Reportagem’. Acho que ele saiu por causa das crónicas que, sob o título de ‘O Polvo’, escreveu sobre os mandatos presidenciais de Mário Soares e por ter permitido a publicação de escutas do processo Casa Pia que envolviam dirigentes do PS. Demitir Joaquim Vieira de um dia para o outro foi altamente suspeito.”

A jornalista salienta, ainda, estar convicta de que o poder político tentou “tirar” Catalina Pestana da Provedoria da Casa Pia, que está por detrás do “cerrado ataque” que tem sido feito ao procurador-geral da República, Souto Moura, e da saída de Manuela Moura Guedes da apresentação do principal bloco noticioso da TVI.

“No caso da dra. Catalina Pestana só a intervenção do Presidente da República, Jorge Sampaio, impediu que a afastassem da Casa Pia. Quanto a Manuela Moura Guedes é incompreensível o que se passou. Ela é a grande responsável pela brutal audiência do ‘Jornal Nacional’ e, a não ser que falemos em pressões políticas, o seu afastamento não tem qualquer lógica.”

Contactada também pelo CM, Manuela Moura Guedes não quis abordar as razões que a levaram a deixar a apresentação do ‘Jornal Nacional’ da TVI, mas observou que, em relação ao processo Casa Pia está de “consciência tranquila”. “Como sempre, no futuro estarei ao lado das vítimas, sejam elas vítimas da injustiça, da miséria, da fome, do ostracismo ou da pedofilia”, concluiu.

CASA INVADIDA ÀS SETE DA MANHÃ

António Caldeira foi processado por, no blogue Portugal Profundo, ter divulgado peças processuais do caso de pedofilia. O professor universitário diz que tal só aconteceu por sempre ter defendido as vítimas da Casa Pia: “Sinto que o poder judicial é instrumentalizado pelo poder político. Perdeu a sua autonomia e até deixou de ser um poder. Vi a minha casa invadida às sete da manhã. Ainda era de noite. A casa de minha mãe também foi revistada à mesma hora. Nunca mais me esqueço do que fizeram a uma senhora de 78 anos, por causa do filho ter defendido as vítimas de pedofilia na Casa Pia. Nem nunca mais esquecerei o susto que vi nos olhos dos meus dois filhos menores”.

E acrescentou: “Levaram-me o computador com a minha tese de doutoramento, que só devolveram passados sete meses. Sem mandado, revistaram o carro de minha mulher com ela e os meus filhos lá dentro. Vasculharam e imprimiram a minha correspondência electrónica, apesar de a lei não autorizar a apreensão de correspondência para crimes com pena inferior a três anos de cadeia, que era o meu caso.”

A concluir, António Caldeira reafirmou: “Fui alvo de uma perseguição política, por, alegadamente, ter desobedecido a um despacho judicial que estava em segredo de Justiça. No julgamento provei que não conhecia esse despacho. Só tomei conhecimento dele no dia da sentença que me absolveu do crime de desobediência simples”.

Fonte: Correio da Mnahã

Publicado por estaccs às 04:00 PM | Comentários (0)

TV ESPANHOLA MILITANTE

As principais televisões espanholas colocaram em marcha várias iniciativas para ajudar os telespectadores a deixar de fumar, na sequência de uma Lei Antitabaco que, a partir de amanhã, entra em vigor no país vizinho. Antena 3, Telecinco e Cuatro estão, desde o início da semana, a transmitir vários programas e campanhas antitabaco.

A Antena 3, por exemplo, transmitiu um especial intitulado ‘É Fácil Deixar de Fumar’, baseado no método de Allen Carr, no qual convidaram cerca de 150 pessoas fumadoras que aceitaram o desafio de viver sem cigarros. Além desta iniciativa, a estação construiu um ‘site’ para ajudar e incentivar quem quer deixar de fumar. Nos primeiros dias de funcionamento, mais de cinco mil pessoas inscreveram-se no programa.

O canal Telecinco, por sua vez, dedica o mês de Janeiro ao tema, na sua campanha ‘12 Meses, 12 Causas’. O lema ‘Por Uma Vida Sem Tabaco’ será o esteio de toda a programação da estação, implicando séries e blocos informativos. Durante o dia, a estação passará uma publicidade institucional, na qual se enumeram as sensações que as pessoas recuperam quando deixam de fumar.

Já durante o ano, que hoje termina, os responsáveis do canal decidiram que o ‘reality show’ ‘Big Brother’ teria uma acção importante na função de educar os telespectadores. Os concorrentes da última edição foram proibidos de fumar dentro de casa, com o canal a disponibilizar um gabinete médico a quem desejasse perde o vício.

A Cuatro, criada em Novembro, também se disponibilizou a ajudar os seus telespectadores. A sua iniciativa consistiu em juntar quatro fumadores, dois homens e duas mulheres, e acompanhar todo o processo de ‘desintoxicação’, registando as consultas iniciais e todas as fases do tratamento.

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 03:58 PM | Comentários (0)

RTP: GREVE ACABA HOJE

Termina hoje a greve sectorial na RTP, que teve início a 30 de Dezembro, com uma adesão a rondar os 100 por cento, de acordo com declarações da administração do canal e do representante sindical.

Luís Marques, administrador da estação, reconhece ter existido uma forte adesão à greve, mas que isso não trouxe implicações à grelha de programação da RTP 1.

“O segundo dia está normal, do ponto de vista da emissão e actividade da RTP. Não houve grandes alterações”, começou por explicar ao CM Luís Marques, admitindo a existência de “alguns ajustes na emissão”. “Na RTP 1 manteve-se tudo normal. As únicas alterações efectuadas foram no Canal Memória, com alguns pormenores relacionados com o ciclo de repetições, e nos canais internacionais com alterações sem significado.”

Por sua vez, Rogério Martins, representante do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT), em declarações à Lusa, diz que “o protesto obrigou a uma alteração total da grelha de programação”. “A empresa está a repetir programas que já tinham sido transmitidos. A RTP não está a cumprir tudo o que estava previsto na grelha”, afirmou o representante sindical.

Sobre a adesão à greve, convocada pelo STT e pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV), Rogério Martins garante que foi “praticamente igual” à do primeiro dia de protesto, com uma adesão de quase 100 por cento.

O administrador da RTP reconhece a elevada adesão, mas estranha o ‘timing’ de concretização da greve, uma vez que as negociações sobre o novo Acordo Colectivo de Trabalho ainda decorrem: “Não compreendemos como se convoca uma greve para uma altura tão particular do ano como esta e quando ainda decorrem as negociações. Existem reuniões sectoriais para discutirmos os problemas.”

Fonte: Correio da Manhã

Publicado por estaccs às 03:57 PM | Comentários (0)

PAULA MURTINHEIRA

Como o Comunicar A Direito já relatou, o procurador do Ministério Público (MP) de Faro constituiu como arguida a jornalista do DN Paula Martinheira por desobediência ao tribunal, após esta se ter recusado a quebrar o seu sigilo profissional.

Este caso remonta ao dia 30 de Abril de 2003, quando a jornalista publicou um trabalho sobre uma investigação da Polícia Judiciária à Região de Turismo do Algarve (RTA). Na altura foi arrolada como testemunha num processo que Paulo Neves, então presidente da RTA, moveu contra o jornalista e ex-funcionário do organismo, João Leal, alegando ter sido este o verdadeiro autor da notícia.

Mais tarde foi chamada ao Tribunal da Relação de Évora para responder sobre o mesmo processo. Recorreu para o Supremo Tribunal e ao Tribunal Constitucional, que remeteu o caso novamente para o MP de Faro.

Desde o inicio que a jornalista se negou a revelar as suas fontes alegando o sigilo profissional, decisão sempre apoiada pelo Sindicato de Jornalistas (SJ). Paula Martinheira afirmou ao DN que está disposta "a levar esta luta até ao fim" e está a considera levar o caso às instâncias internacionais.

Alfredo Maia, do SJ, acusa o sistema judicial de estar a transformar "os jornalistas em elementos auxiliares de investigação". Ao denunciar situações como esta o SJ está ao mesmo tempo a elogiar a coragem os dos jornalistas, que "mesmo sendo sancionados preferem o silêncio para protegerem as suas fontes".

Há dois anos, o jornalista freelance Manso Preto recusou-se a prestar depoimento como testemunha num processo de tráfico de droga, que envolvia os irmãos Pinto. A 26 de Outubro foi absolvido, depois de 10 de Dezembro de 2004 ter sido condenado a 11 meses de prisão, com pena suspensa por três anos.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 12:44 PM | Comentários (1)

SEXTO CANAL JÁ EMITE

A nova cadeia de televisão privada analógica em Espanha, La Sexta, iniciou as suas emissões de sinalização, depois de ter assinado o contracto de concessão com a administração do concurso público. Estas emissões em sinal analógico juntam-se agora às feitas em digital desde 12 de Dezembro.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 12:41 PM | Comentários (0)

PUBLICIDADE VOLTA A CRESCER EM NOVEMBRO

O investimento publicitário destinado pelos anunciantes portugueses aos cinco principais meios (televisão, imprensa, outdoor, rádio e cinema) no mês anterior ao do Natal cresceu 15,5%, face ao mesmo período de 2004, totalizando 330 milhões de euros.

De acordo com dados da Marktest (Media Monitor), a televisão, suporte que mais investimento capta habitualmente, foi também o que mais cresceu em Novembro deste ano, concretamente 23,7%, atingindo os 225,8 milhões de euros (a preços de tabela sem descontos de negociação).

Por canais, relativamente ao mês anterior de Outubro, a SIC, a TVI e a RTP verificaram uma queda de 9,6%, 9,3% e 6,7%, respectivamente, no seu investimento publicitário. A excepção foi a TV Cabo, que cresceu 7,1%, alcançado quase 20 milhões de euros.

A imprensa caiu ligeiramente no 11.º mês do ano, mas foi o cinema o meio que maior queda registou (13,9%), situando-se em 1,2 milhões de euros.

Com performances positivas, ainda que modestas, estiveram o outdoor e a rádio.

Acumulado. Numa análise ao investimento verificado entre Janeiro e Novembro, os mesmos cinco meios registaram uma evolução de 21,5%, face ao período homólogo de 2004, atingindo 3,3 mil milhões de euros de investimento.

Também aqui, a televisão foi o meio que mais cresceu (31,4%), alcançando os 2,2 mil milhões de euros. A segunda melhor marca foi registada pelo outdoor (11,5%), que totalizou uma facturação publicitária de 226,4 milhões de euros.

Com uma evolução mais modesta esteve a imprensa (3,6%), tendo registado 63,8 milhões de euros entre Janeiro e Novembro deste ano. O cinema, que em Novembro caiu, vê-se no acumulado a crescer 8,4%, face ao mesmo período de 2004.

A única perda registada neste meio foi protagonizada pela rádio.

Mas os verdadeiros protagonistas destes investimentos são os anunciantes. Os dados Media Monitor revelam que Vodafone liderou entre Janeiro e Novembro com um investimento de 92,4 milhões de euros. A televisão foi o meio preferido deste anunciante, tendo-lhe destinado 71,5 milhões de euros, seguido do outdoor (8,2 milhões), da imprensa (7,1 milhões) e da rádio (5,3 milhões).

Modelo/Continente, que de Janeiro a Outubro ocupou o segundo posto do top ten, subiu ao segundo lugar em Novembro, totalizando 79,4 milhões de euros. E, claro está, elegendo a televisão como principal suporte para passar a sua mensagem comercial.

Quanto às empresas que negoceiam estes investimentos (agências de meios), a Media Planning liderou ao ter transaccionado 548 milhões de euros.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 12:40 PM | Comentários (0)

DESIGUALDADE

Após décadas de esforço pessoal no feminino, enfrentando as barreiras de uma sociedade patriarcal, pergunta-se hoje qual o papel das mulheres jornalistas no sector da comunicação social. Existirá igualdade entre homens e mulheres? Em Portugal, na opinião das mulheres jornalistas contactadas pelo DN, os media portugueses não promovem a igualdade.

Para responder a estas entre outras questões, a Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) está a realizar um estudo denominado "As Jornalistas no Processo de Integração Europeia", com apresentação marcada para Abril de 2006. O objectivo é analisar o impacto que as recentes alterações nos media estão a ter sobre as mulheres jornalistas, e também o impacto do processo de integração europeia na igualdade dos géneros nos media. Partindo do relatório "Igualdade e Qualidade Definir Padrões para as Mulheres no Jornalismo", realizado em 2001 pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), a FEJ espera que o seu trabalho forneça dados comparáveis em várias vertentes.

Portugal. Patrícia Reis, editora da revista Egoísta, disse ao DN que "as mulheres trabalham e os homens mandam". Há quase 18 anos na profissão, Patrícia é categórica "Não há igualdade. As mulheres trabalham sempre mais, mesmo com os horários complicados de jornalista conseguem ser esposas e mães. As jornalistas são supermulheres". Apesar de reconhecer que desde 1988, quando começou, "aconteceu uma grande evolução", observa que os cargos de chefia "continuam a ser dos homens". Por outro lado, considera que a igualdade é algo que as mulheres têm que promover. "Provavelmente, as mulheres têm menos vontade de ter cargos de chefia porque têm outras coisas para fazer". Para Dulce Salzedas "o papel da mulher no jornalismo é importante, mais que não seja porque está em maioria, mas a chefia pertence aos homens". Para a jornalista do Expresso "continua a haver alguma discriminação efectiva apesar de não propositada". Quanto às chefias intermédias, Dulce Salzedas tem a mesma ideia. "Durante os anos que estive na SIC só me lembro de ter duas coordenadoras", salientou. Também Diana Andringa declarou desigualdade. No universo dos jornais "temos Inês Serra Lopes como directora do Independente, Nussalete Miranda no Primeiro de Janeiro, Cândida Pinto como sub-directora no Expresso, e Helena Garrido como directora adjunta do DN, e parece-me ser a primeira vez que uma situação destas acontece em simultâneo. Os homens continuam a dominar", afirmou.

Andringa mencionou também o caso dos comentadores políticos nas televisões generalistas. "Predominam os homens. As mulheres podem ser entrevistadoras, no entanto, não as convidam para comentar o estado da Nação, e isto também é um aspecto de desigualdade", frisou. Contudo, esta é uma situação com tendência a inverter-se. "O número de mulheres em cargos de chefia não é correspondente às mulheres na profissão, mas há uma subida", disse.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 12:39 PM | Comentários (0)

JÁ NÃO HÁ LUSOMUNDO

As sociedades Lusomundo Serviços, SGPS, SA e Lusomundo Media, SGPS, SA (detentora, entre outros títulos, do Diário de Notícias, Jornal de Notícias, 24 Horas e TSF) adoptaram, desde a semana passada, as designações Controlinveste Media, SGPS, SA e Global Notícias, SGPS, SA, respectivamente.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 12:37 PM | Comentários (1)

JORNALISTAS PREOCUPADOS COM VARIG

A Federação Nacional dos Jornalistas brasileiros (FENAJ) mostrou-se ontem preocupada com a eventual passagem do controlo da Varig para Nelson Tanure. Isto porque a intervenção do empresário no Jornal do Brasil e na Gazeta Mercantil tem-se pautado por despedimentos e atropelos à lei.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 12:36 PM | Comentários (0)

O BALANÇO DE MANUEL FALCÃO

Manuel Falcão, que abandona no próximo domingo a direcção da 2, deixa "o trabalho de casa pronto": a programação está definida "com grande detalhe até final de Fevereiro" e, sem prejuízo das decisões de Jorge Wemans, seu sucessor, há encomendas e contratos que asseguram as grandes linhas da estação nos primeiros seis meses do ano. No entanto, voltou a advertir ontem que o regresso da 2: à concessão de serviço público vai implicar "perda da autonomia de funcionamento".

Em declarações à margem da antestreia do documentário Júlio Pomar - O Risco (produção da Panavídeo a exibir dia 24 de Fevereiro), Manuel Falcão reiterou que as parcerias com a sociedade civil - são 70 os protocolos já firmados - foram facilitadas pelo modelo actual de concessão independente.

Como exemplo, referiu a produção de 85 documentários (exibidos, já prontos ou em conclusão) nestes dois anos em que esteve à frente do cargo, um "processo sempre muito rápido" e só possível "graças à autonomia orçamental".

"É mais fácil produzir documentários do que avançar para a ficção", explicou a propósito da grande opção estratégica da 2, que justificou com os timings de concretização, investimento e meios disponíveis. Além do mais, a aposta no género é "uma tendência no mercado de televisão" e há um bom feedback do público as produções da BBC exibidas superaram mesmo a audiência média do canal.

Isabel de Castro, Manuel Cargaleiro, Bénard da Costa, David Mourão-Ferreira, Humberto Delgado ou Carlos Paredes são alguns dos homenageados em trabalhos já concluídos ou em fase de realização. Se-gundo Manuel Falcão, "faz sentido" apostar na produção independente e "em figuras que representem o que Portugal tem de melhor". Pelo que acredita que "este trabalho será continuado".

Para o director demissionário - cujos próximos projectos "não têm a ver com televisão nem produção audiovisual" -, atingiram-se os objectivos. A 2 deve fechar 2005 com 5% de share, os produtores independentes garantiram 300 horas de programas e as parcerias mais de mil horas. Em 2006, será exibida a série Rome, co-produção HBO/BBC. E a grelha infantil nas manhãs dos dias úteis abre "boas perspectivas".

Fonte: Diário de Notícias

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PONTOS NOS III'S

O jornal Público vai lançar uma nova revista mensal dedicada à temática da educação a partir de 10 de Janeiro. Pontos nos ii terá como director Santana Castilho, professor do ensino superior, e decorre de uma parceria entre o diário e a Texto Editora. O seu público-alvo serão os professores, alunos e pais.

Fonte: Diário de Notícias

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MAIS UMA GREVE NA RTP

A RTP vai enfrentar uma greve sectorial de 30 de Dezembro a 2 de Janeiro, para os trabalhadores das continuidades, manutenção, comunicações móveis e central técnica.

Em causa continua o Acordo Colectivo de Trabalho (ACT), que já foi apoiado por outros sindicatos. Rogério Martins, do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT), disse ao DN que a principal reivindicação está relacionada "com o fim do acordo de empresa que a administração concordou em manter em vigor e que cessou unilateralmente a 31 de Outubro". Além do STT, também o Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav) está ligado ao pré-aviso de greve. Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores está contra o regime de folgas e horários de trabalho, a compensação de horários irregulares e o facto de não ser interlocutora nas negociações para o ACT.

Fonte: Diário de Notícias

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QUEDA NAS VENDAS EM BANCA

O 24 Horas e o Diário Económico foram os dois únicos jornais que escaparam à queda generalizada verificada nas vendas deste segmento, quer nos primeiros nove meses do ano, quer no terceiro trimestre, face ao período homólogo de 2004.

De acordo com dados, divulgados ontem, pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), o diário da Controlinveste Media viu as suas vendas (banca e assinatura) aumentarem 1,3%, atingindo uma média diária de 48 808 exemplares no terceiro trimestre do ano. Já nos primeiros nove meses do ano, o 24 Horas, que cresceu 0,7%, fixou a sua média diária nos 50 753 exemplares.

Ainda na área dos generalistas, o líder Correio da Manhã, que manteve a média diária de 115 762 no acumulado de Janeiro a Setembro, caiu 0,2% entre trimestres homólogos. O co-líder JN caiu 14,9% no acumulado, o Público 4,3% e o DN 8,4%, situando-se, respectivamente, nos 95 706, 49 506 e 37 142 exemplares vendidos por dia.

O Diário Económico, publicação detida pelos espanhóis da Recoletos, fechou os primeiros noves meses do ano a vender uma média diária de 11 750 exemplares, correspondendo a um crescimento de 7%, face ao mesmo período de 2004. O seu mais directo concorrente Jornal de Negócios, da Cofina, caiu 13,3% no acumulado, situando-se nos 7330 exemplares vendidos/dia.

Do mesmo grupo, a newsmagazine Sábado registou vendas de 50 mil exemplares, por semana, nos primeiros nove meses do ano, mais 65,5% do que em 2004, ao passo que a sua rival Visão caiu 5,1%. Também da Edimpresa, o Expresso caiu 2,2%, situando-se nas 128 523 unidades vendidas/semana.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 12:31 PM | Comentários (0)

2005: O ETERNO PROBLEMA DAS RELAÇÕES COM AS FONTES

O relacionamento dos jornalistas com as fontes de informação foi uma das marcas de 2005.

Nos Estados Unidos, o caso Plame fez correr rios de tinta e levou à prisão Judith Miller, uma jornalista do New York Times que se recusou a revelar a sua fonte. A repórter, que entretanto abandonou o jornal depois de 28 anos ao seu serviço, esteve presa 85 dias por se recusar a revelar a identidade da fonte (Lewis Libby, o braço-direito do vice-presidente norte-americano, Dick Cheney) que lhe tinha indicado que Valerie Plame era uma agente da CIA.

Judith Miller, que nunca chegou a escrever sobre o caso, foi liberta-da a 29 de Setembro último e testemunhou no dia seguinte, depois de Libby a ter desobrigado ao sigilo profissional.

Apoiada inicialmente pelo New York Times e, mais tarde, criticada pela entidade patronal, a jornalista afirmou-se "orgulhosa" por ter sido presa por defender uma fonte anónima.

Em Portugal, um muito mediático processo de segredo profissional terminou no final de Outubro. Trata-se do caso Manso Preto, um jornalista freelancer, antigo colaborador do Expresso, que havia sido condenado a 10 de Dezembro de 2004 a uma pena de 11 meses de prisão, suspensa durante três anos, por se ter recusado a revelar a sua fonte num caso de tráfico de droga. O Sindicato dos Jornalistas congratulou-se com a "coragem" do profissional.

Ao jornalismo feito por jornalistas, no meio dos condicionalismos éticos e jurídicos que lhe estão associados, junta-se agora o jornalismo feito por cidadãos. O conceito não é novo, mas em 2005 generalizou-se. A chegada ao mercado dos telemóveis de terceira geração, com videochamada, permitiu um relacionamento mais próximos entre as redacções e os seus públicos.

Nos atentados de 7 de Julho em Londres, e perante o blackout das autoridades britânicas, boa parte das imagens exibidas pelas televisões mundiais foram captadas e difundidas por amadores, através de telemóvel. Não é por acaso, aliás, que grande parte das cadeias de TV internacionais têm hoje no seu site um convite à participação dos jornalistas-cidadãos.

Um exemplo seguido, de resto, em Portugal, durante a época de incêndios e da seca que assolou o País.

Fonte: Diário de Notícias

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EL COMERCIO DE QUITO FEZ CEM ANOS

O diário equatoriano El Comercio de Quito cumpriu, no primeiro dia do ano, o seu centenário e prepara-se para se expandir para o mercado espanhol. Os seus editores querem publicar um semanário destinado à comunidade emigrante da América do Sul, residente em território espanhol, nos próximos meses.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 11:08 AM | Comentários (0)

RIDDER PROCURA COMPRADOR

A família Ridder está à procura de comprador para, pelo menos, parte da Knight Ridder, o terceiro mais importante grupo de imprensa norte-americano em que os Ridder têm um papel dominante há quatro gerações.

Seja qual for a decisão final, vai de certeza ter repercussões sobre as restantes empresas jornalísticas. Há muito que os accionistas vinham pressionando Tony Ridder, chairman e CEO (na foto) para se ver livre de alguns dos 32 jornais do grupo (com uma circulação diária de 8,5 milhões de exemplares, 11 milhões ao domingo), queixando-se de lucros e valor das acções cada vez mais baixos, com a perda de anunciantes e de assinantes.

A proposta mais exequível vem de um grupo de jornalistas e editores. A Newspaper Guild-Communications Workers of America contratou na semana do Natal duas empresas especializadas para prepararem uma proposta de compra amigável de oito dos jornais do grupo. Ao anunciar a decisão, o grupo de investidores comunicou "A nossa equipa identificou que qualquer dos oito jornais são rentáveis, e pensamos que se trata de uma oportunidade sólida. Queremos comprar esses jornais e convencer a comunidade investidora a juntar-se a nós. Pedimos formalmente à Knight Ridder que considere a nossa proposta".

A concretizar-se a venda, o grupo Knight Ridder seria desfeito, e isso, segundo um amigo de Tony Ridder, "tem-no deprimido. É muito difícil trabalhar-se toda a vida em qualquer coisa e vê-la desmantelada. É um negócio de família, e ele sempre disse ter a sorte de fazer parte dele, e sempre quis continuar a mantê-lo".

Ditadura dos números. Mas os números são cada vez piores. As acções da Knight Ridder perderam só este ano 22% do seu valor, e desde Outubro que a Private Capital Management, o principal accionista, insiste em que o grupo seja vendido.

Curioso também nesta questão é a forma como é analisada a gestão de Tony Ridder. Para os 18 mil empregados do grupo, ele é o "Darth Ridder", o patrão que foi sucessivamente cortando nos custos e desmantelando um corpo redactorial que nos últimos 30 anos deu 60 Prémios Pulitzer ao grupo. No Miami Herald, chegou a ser caracterizado como "o jogador de polo que é inimigo do jornalismo sério". Para a Wall Street, é criticado por não ter ido suficientemente longe, actuando "com demasiada amabilidade e generosidade".

Os problemas que afectam a Knight Ridder são comuns a outras empresas do meio. A publicidade está a fugir para outros meios, os leitores são cada vez menos fiéis e atraídos pela televisão e pela Internet, e a concentração empreendida outrora para aproveitar sinergias parece já não ter razão de ser.

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 11:07 AM | Comentários (0)

A LER (88)

A Vergonha da Manchete do expresso, por João Noronha, em O Insurgente
O Ano de 2006 Em 10 Pontos, por João Adelino Faria, no Diário de Not
ícias

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PRÉMIO "UNIVERSITAS"

O Comunicar A Direito, que hoje retoma as suas actividades, agradece a ditsinção "Universitas", que lhe foi atribuída pelo amigo Coexist, o que lhe confere ainda maior responsabilidade.

Publicado por estaccs às 09:58 AM | Comentários (0)

A LER (87)

Boas Coisas Na Comunicação Social Portuguesa Em 2005, Vistas Por Um Grande (Em Quantidade) Consumidor, por José Pacheco Pereira, no Abrupto
Péssimas Coisas Na Comunicação Social Portuguesa Em 2005, Vistas Pelo Mesmo, idem
Boas e Más, por Gabriel Silva, no Blasfémias

Publicado por estaccs às 09:46 AM | Comentários (0)

PORTUGAL PROFUNDO

O Ministério Público recorreu da sentença que absolveu o autor do blogue portugalprofundo, António Caldeira, do crime de desobediência simples, para o Tribunal da Relação. O bloguista e publicou peças do processo Casa Pia aos quais o juiz do Tribunal de Lisboa, onde ainda decorre o processo, havia vedado, por despacho, o acesso aos jornalistas. Caldeira foi julgado em Alcobaça e, no passado dia 14 de Novembro, a juíza considerou que "a conduta do arguido, ainda que pudesse ser censurável, não integra a prática do crime de que vem acusado". "O arguido tem que ser absolvido", disse. Nos fundamentos apresentados, a magistrada afirmou que "o despacho em causa se destinava a jornalistas " e, não obstante entender que um blogue "pode ser já considerado comunicação social", faltou "a comunicação regular" do tribunal ao arguido. Caldeira considerou a sentença "uma vitória da cidadania e da blogosfera". O recurso é "um ultraje contra a liberdade de expressão".

Fonte: Diário de Notícias

Publicado por estaccs às 09:45 AM | Comentários (0)