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BES, Nike e Suzuki. O que pensam as marcas cujo rosto é Cristiano Ronaldo sobre o gesto obsceno com que o jogador do Manchester United ‘presenteou’ os adeptos do Benfica, aquando da sua substituição no jogo da Liga dos Campeões? Em limite, será caso para suspenderem os contratos com a estrela?
O publicitário Edson Ataíde recomenda “muita calma nestes momentos”. Para que não aconteça o que já ocorreu com a Pepe Jeans, que, depois do escândalo com duas jovens britânicas, as quais alegaram ter sido violadas por Cristiano Ronaldo, suspendeu o contrato para a temporada Primavera/Verão 2006, como disse ao CM Blanca Moreno, do gabinete de marketing da marca para a Península Ibérica.
“A hostilidade dos fãs do Benfica tornou-o emocionalmente instável”, defendeu o jornal britânico ‘The Guardian’. Ataíde, de certa forma, também ‘desculpa’ o jogador. “É jovem, rebelde e ‘perdeu’ a cabeça. Mas não foi um acto de violência”, diz o publicitário, considerando que só uma eventual sucessão de “incidentes” poderá afectar as marcas a ele vinculadas. Já Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, condenou o acto: “Os jogadores têm de ter cabeça fria e não reagir com gestos daquele tipo, nada correctos.”
Para a Suzuki, “esta actuação afecta sobretudo a imagem do jogador”, mas a “empresa não se sente lesada, já que não tem, actualmente, ligação directa com o jogador”, como explicou Ana Guerreiro, directora de Relações Públicas da marca, que, a nível mundial, escolheu o futebolista para o lançamento do modelo Swift, em Junho.
Ana Matias, especialista em marketing desportivo, está segura: “Nenhuma marca rescindirá por causa disto.”A especialista frisa, ainda assim, que “os clubes devem ser responsabilizados, na medida em que têm um papel na formação dos jogadores”.
O CM contactou o BES, mas, até ao fecho desta edição, não obteve reacção. A Nike, por sua vez, não comenta o caso, bem como o Benfica, que, apurámos, não apresentou queixa. E o agente do jogador, Jorge Mendes, esteve incontactável.
MOSS E OUTROS 'INSUCESSOS'
Kate Moss bem se arrependeu. Foi apanhada a cheirar cocaína. Os jornais mostraram a imagem e várias marcas cancelaram contratos com a modelo. Primeiro, foi a cadeia de lojas H & M e, depois, a Burberry’s e a Chanel, entre outras. A modelo britânica pediu desculpas, mas só a Rímel, empresa de cosméticos, aceitou.
Há cerca de nove anos, Sá Pinto deu um murro ao então seleccionador nacional Artur Jorge e a Nike não cancelou o vínculo com o jogador. Já a Seven Up viu o actor Flip Wilson, antes contratado para promover a marca, ser preso por tráfico de drogas.
A Mazda, que apostara em Ben Johnson, desiludiu-se quando se descobriu que o atleta recorrera a anabolisantes nos Jogos Olímpicos de Seul. E a Gillette desistiu da actriz e ex-Miss América, Vanessa Williams, quando esta pousou nua para a ‘Penthouse’.
Fonte: Correio da Manhã
Publicado por estaccs às dezembro 10, 2005 02:48 PM
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